Estava confuso
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Mais uma vez envolvi-me numa discussão no blogue Ambio, desta vez sobre a caça. O (adivinharam) Henrique Pereira dos Santos começou por dizer que cada vez está mais convencido que o coelho “é a verdadeira prioridade de conservação da fauna em Portugal“. É capaz de ter razão no ponto de vista do próprio coelho que tem direito à existência e no que toca aos predadores que dependem do coelho na Península Ibérica, cerca de 30 segundo li algures. Mas logo na primeira resposta nos comentários, diz que “a caça é favorável à conservação do coelho”. Estando o coelho sob grande pressão de duas doenças víricas fulminantes, a Mixomatose e a Doença Hemorrágica Vírica, custa-me entender como adicionando a pressão cinegética o ajuda a recuperar de alguma forma. Talvez volte a este assunto mais tarde. A discussão avançou e chegamos ao post A Gestão Activa e Não Intervenção. Nos comentários questionei qual era o proprietário ou associação neste país que consegue manter os caçadores fora da sua propriedade. A minha resposta é basicamente nenhum, o Henrique Pereira dos Santos diz “qualquer um”. E é economizador nos exemplos: propriedades da Quercus, mas não esclarece quais (porque a Quercus tem micro-propriedades vedadas com objectivos de conservação botânica muito definidos), as da LPN não tem a certeza e na Faia Brava não se coloca a questão porque a Associação Transumância e Natureza “considera os caçadores como parceiros e aliados do seu projecto”. Questionei em quê são aliados. Não há resposta. Estou confuso.
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