Chegou o Verão ao lameiro
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A erva no Lameiro Grande está seca pronta a cortar para o gado. No nosso caso, vai servir para plantar batatas sem cavar em Fevereiro de 2005.
Hoje fui para o Sargaçal com um amigo de infância (da mesma rua, que por coincidência voltou a estar na mesma rua, embora sendo outra). O Miguel não tem medo de se sujar nem de pegar numa sachola; também sabe temperar fêveras e fazer churrasco e nesse as pecto foi divertido. O Cláudio também almoçou connosco.
Mas, as boas notícias acabam por aí acho eu. Só colocamos 100m de tubo, totalizando agora 700m. A desculpa é que foi um troço mesmo complicado porque teve de passar por trás de mais de 10 castanheiros e elegi como prioridade não partir nenhum. Além disso, em dois locais (por baixo de uma pedra e por baixo de um tubo existente) o tubo teve de entrar como uma linha num buraco de agulha e ser puxado violentamente para a frente pelos três. Mas, lá ficou decentemente.
À saída, perto da nascente de onde trago água para casa, notei um castanheiro derrubado, fetos partidos e uns ramos de outras árvores cortados. Ou seja, alguém ali andou em grande actividade o que é no mínimo incomodativo. Se a propriedade privada não é respeitada, o futuro é vedar tudo.
Entretanto, iamos já quase no fim do estradão quando notamos uma carrinha vermelha de caixa aberta, a despejar todo o tipo de lixo na entulheira. À distância, parecia lixo de obras, latas de tinta vazias e sabe-se lá que mais, direitinho para o Rio Bestança, um dos rios menos poluídos da Europa. Há coisas, que sinceramente, mais vale não ver. A impunidade é total, em plena luz do dia!
Lá acabamos o dia, com mais uns 10kg de batatas e a certeza que afinal muitas das sementes de melão germinaram. A ver se vamos ter melões. Ah! E a guerra contra os escaravelhos está a ser ganha sem químicos. Ainda quero ver como vai ser com os piolhos do feijão…


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