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Publicado por
José Rui Fernandes

Publicado em
18 de Janeiro de 2005

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Diário do Sargaçal

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Chegaram 244 árvores

Finalmente chegou a maior parte das árvores que encomendamos. Só falta plantá-las. Apesar de maiores que as do ano passado, ainda as acho bastante pequenas. Espero que vinguem.
15 x Acéres (Acer pseudoplatanus)
30 x Cedros-do-oregon (Chamaecyparis lawsoniana)
15 x Cedros-do-atlas (Cedrus atlantica)
20 x Cedros-do-buçaco (Cupressus lusitanica)
40 x Cedros-de-itália (Cupressus sempervirens)
20 x Cerejeiras-bravas (Prunus avium)
20 x Carvalhos-vermelhos-americanos (Quercus rubra)
40 x Bétulas-portuguesas (Betula celtiberica)
20 x Freixos-europeus (Fraxinus excelsior)
24 x Tílias-prateadas (Tilia tormentosa)



7 Comentários

Comentado por
armando
19 de Janeiro 2005 / 18:17

Excelente escolha. Onde é que se podem arranjar esses cedros?

Boa plantação. Aproveita o bom tempo que eu vou fazer o mesmo.


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jrf
19 de Janeiro 2005 / 18:26

É um meu amigo que é eng. florestal que me arranja as árvores, através da empresa onde trabalha (Silvapor). Eles só vendem em quantidades enormes (os mínimos da tabela por espécie são 1000), mas ele arranja-me em múltiplos de cinco (falhou uma Tília) a preços muito bons.


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cerveira pinto
26 de Janeiro 2005 / 20:06

É óptimo saber que há alguém assim empenhado em plantar árvores. Peço apenas que tenham em atenção às espécies autóctones do vale do Bestança e que tentem, tanto quanto possível, plantar dessas espécies.
Sabiam que no ribeiro de Barrondes (um afluente do Bestança)abaixo de Tendais, existe uma mancha considerável de azevinhos? (espécie protegida).
Bom trabalho e até breve.


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jrf
27 de Janeiro 2005 / 00:42

Este é um assunto com várias opiniões. A verdade é que não sei o que é autóctone do Vale do Bestança. Por exemplo, esta é uma zona com alguma predominância de castanheiro, mas não acho que seja uma árvore autóctone — pode estar estabelecida há centenas de anos, mas não é cá originária.
Nós não vamos plantar nada em massa. O critério que utilizamos, além da beleza de cada espécie (para o nosso gosto), é que primeiro de tudo não sejam invasoras; segundo que se adaptem bem ao local sem qualquer esforço especial da nossa parte (cobrir os citrinos já é uma excepção) — não queremos espécies exóticas (no sentido restrito do termo — palmeiras e afins); terceiro que sejam espécies alternativas ao binómio pinheiro/eucalipto e que tenham alguma resistência ao fogo.
Dito isto, temos planeada a plantação de alguns exemplares mais raros, mas que não alteram em nada o equilíbrio do local (Sequóia Gigante, Cedro do Líbano, Áceres diversos…) — um pouco na lógica de parque natural (não quero dar ideia de pretensioso, até chegar lá, passam 20 ou 30 anos).
Já nos tinham falado dessa mancha de azevinho, mas nunca a vimos. Aliás, o trabalho é tanto que pouco temos explorado a zona a pé (tenho umas botas de caminhada por estrear há uns seis meses). Também pensamos em plantar azevinho e loureiro (também para fazer saborosas espetadas).


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cerveira pinto
27 de Janeiro 2005 / 10:59

Claro que, nesse sentido, também não sei o que é autóctone do Vale do Bestança. O termo não estava de facto bem aplicado. Serão, talvez, as espécies dominantes e as, aparentemente, estabelecidas há mais tempo. O castanheiro deverá ser uma introdução romana. As palmeiras, embora não sejam predominantes no vale do Bestança, foram utilizadas, sobretudo em determinada época (período barroco), nas casas senhoriais, assim como o cipreste. Esta espécie não será propriamente exótica e foi introduzida na Península Ibérica pelos árabes (como memória da sua terra), assim como os citrinos de forma geral (laranjeira, tangerineira, limoeiro, etc.)
Na Península Ibérica situa-se o maior palmar (ou palmeiral) da Europa, em Elche, perto de Alicante (Espanha).
Não sou nenhum especialista, bem pelo contrário, apenas gosto de árvores, do Vale do Bestança e da minha terra. Parece-me que o mais importante será mesmo o cuidado revelado com a introdução de “infestantes” e a diversidade. Quanto ao resto as árvores são como as pessoas - cidadãs do mundo…
Bom trabalho, boas espetadas e os maiores sucessos, é o que posso desejar.
P.S. - Ah! A mancha de azevinhos já tive a oportunidade de visitar e de facto o acesso é bastante complicado, talvez seja por isso que perduram…


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José Fragoso
25 de Agosto 2006 / 17:17

Felizmente acedi a este site. Digo isto porque procurava alguem que me desse algumas informações sobre cerejeiras bravas (florestação), nomeadamente sobre os procedimentos a ter com a plantação, assim como os cuidados a ter nos primeiros cinco anos do povoamento.
Se, tiverem oportunidade para tal ficaria muito agradecido.

Atecipadamente grato

J. Fragoso


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José Rui Fernandes
29 de Agosto 2006 / 15:52

Caro José Fragoso, eu plantei talvez umas três dezenas de cerejeiras bravas — varetas minúsculas — com resultados mesmo bons. Algumas foram as árvores que mais se desenvolveram no primeiro ano (uma passou de 30cm para 3 metros).
Mas não sei nada sobre plantação em larga escala. Se for o caso, acho que devia contactar um eng. florestal, até para ver as características do solo, quantidade, tamanho inicial…
Basicamente, o compasso deve ser 2×4m (o meu foi 4×4 ou 5×5); eu costumo fazer uma cova bem grande e incluir bastante matéria orgânica (composto), mas é inviável em larga escala; um amigo meu eng. diz que a floresta não é regada, mas nos dois primeiros anos convém, para dar uma ajuda às árvores se estabelecerem. Poda não é necessária, a menos que seja para corrigir a formação.


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