Tamarillos, tomate de árvore, tomate do mato (MG), tomatão (BA), tomate francês (SP), tomate brasileiro (SP)… nativos dos Andes e da América do Sul, família das Solanáceas, a mesma que os tomates comuns, berinjelas, pimentas malaguetas, pimentões.
As árvores são frágeis no começo, mas com uma poda sistêmica, torna-se forte e agüenta os trancos das ventanias. Há uma espécie de lagartas e também larvas de coleópteros que lhe servem de praga.
As lagartas podem ser retiradas manualmente, na lida do dia-a-dia. Já as larvas de besouros, que perfuram o tronco e passam a sugar a seiva elaborada da planta, bem no centro dos troncos, podem levá-la à morte. Essa praga gosta de troncos de árvores que dão frutos cítricos, em geral. A forma de tratar da planta, nesse caso, sem o uso de produtos químicos pode ser feita da seguinte forma (é trabalhoso, mas vale a pena): ferver 50g de folhas de arruda em 2,5 litros de água; 3 cabeças de alho em 2,5 litros de água; misturar os dois chás e colocar nos 5 litros resultantes raspas de sabão biodegradável. Então molha-se o pé da planta com parte dessa mistura. E depois, com o auxílio de uma seringa, injetar a mistura dentro de cada furo feito pela larva do besouro (não sobra uma!).
Faz bem para a respiração, para a pressão arterial, é grande fonte de vitamina A e C, e dizem que diminui o colesterol. Segundo Valquiria de Lima Tavares, Luciana Bavaresco Andrade e Sergio Echeverrigaray em “Quebra de Dormência de Sementes e Cultivo in vitro de Cyphomandra betacea (Cav.)Sendt.”, o tamarillo é “fruta de origem andina, apresenta propriedades nutricionais importantes para a dieta humana, é rico em vitamina “C”, Carotenóides , Potássio, Cálcio, Magnésio, Ferro, Cobre, Zinco, Manganês e Fosfato. Suas propriedades medicinais são
atribuídas no combate às doenças respiratórias, anemia,
afecções do fígado, diabetes, reumatismo, entre outras.
Além de possuir níveis adequados de vitaminas apresenta
também outros componentes químicos responsáveis pela
coloração como antocianinas, flavonóides e fontes
alternativas de esteróides de interesse farmacêutico como
a solasodina e o tomatidenol”.
Já em relação à culinária, os tamarillos são praticamente uma especiaria-curinga. Combina tanto com doces como com salgados, varia do amargo ao ácido, desde sucos até compotas e sorvetes. Experimentei fazer com peixe, numa espécie de moqueca e achei delicioso. Ontem, coloquei algumas fatias (sem a casca) numa pizza (junto com tomates comuns, pimentões, cebola picadinha, azeitonas, orégano e queijo) e o resultado foi uma delícia exótica.
O tamarillo ainda me parece exercer uma fascinação erótica, tem um quê de afrodisíaco, tanto pelo formato quanto pela cor e o sabor peculiar, indefinido no corpo da língua e separado em partes conhecidas – a mistura do gosto da fruta age toda em conjunto e ao saboreá-la, conseguimos dissociar partes de seus sabores semelhantes aos que conhecemos: goiaba, maracujá, sal, amargo (casca), cítrico, ácido, doce -. Experimentem tomar um bom vinho a dois e partilhar de rodelas dessa fruta especial numa noite inspiradora…
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