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	<title>Comments on: O petróleo branco das&#160;serras</title>
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	<description>Um diário hortícola</description>
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		<title>By: jrf</title>
		<link>http://www.sargacal.com/2005/11/10/o-petroleo-branco-das-serras/comment-page-1/#comment-1069</link>
		<dc:creator>jrf</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Nov 2005 04:32:45 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Fernando, não é bem assim. É verdade que as barragens alteram o micro-sistema circundante, impedem a subida dos peixes e mais uma série de coisas. Mas não queria focar nesse assunto agora.
As eólicas, disturbam por completo o meio ambiente na sua instalação. Passa a haver um movimento que não existia, linhas de alta tensão e é dado acesso a locais anteriormente inacessíveis. Dar acesso a determinados locais é o mesmo que dizer condená-los para sempre em termos ecológicos. Ora, um dos principais problemas, é que é exactamente em locais sensíveis, que parece que a apetência é maior para instalar as torres. O facto não deve ser alheio a nessas zonas, a compra ou aluguer de terrenos, ser substancialmente mais barata -- não sei se é isso de facto, mas não encontro outra explicação. Terrenos integrados numa zona a preservar, são para a maior parte dos proprietários, um estorvo. A instalação de eólicas é uma solução excepcional para essas parcelas, com um rendimento que não é de desprezar.

Caro Octávio Lima, eu não sei nada. E se sei alguma coisa, não me agrada. Concretamente estava a referir-me ao BES. Mas os nomes são sempre os mesmos (basta ir lendo as notícias e fazer umas pesquisas no Google)... Mota-Engil, Galp, EDP, Semapa, tudo o que é banco, consórcios acabados em &quot;erg&quot;, através de participadas, sub-participadas, sub-sub-participadas, numa teia que o português comum dificilmente conseguirá decifrar.
Na Holanda, sei que um vulgar grupo de cidadãos pode ser proprietário de uma ventoínha de 500Kw, ou de pequenos parques de 2 ou 3Mw, como se de uma cooperativa se tratasse... Cá, nem 5Kw de painéis solares o zé povo consegue licenciar.
Há qualquer coisa que não bate certo. E há a questão do ordenamento. Ao que parece, e dificilmente me enganarei, o que existe é falta dele.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Fernando, não é bem assim. É verdade que as barragens alteram o micro-sistema circundante, impedem a subida dos peixes e mais uma série de coisas. Mas não queria focar nesse assunto agora.<br />
As eólicas, disturbam por completo o meio ambiente na sua instalação. Passa a haver um movimento que não existia, linhas de alta tensão e é dado acesso a locais anteriormente inacessíveis. Dar acesso a determinados locais é o mesmo que dizer condená-los para sempre em termos ecológicos. Ora, um dos principais problemas, é que é exactamente em locais sensíveis, que parece que a apetência é maior para instalar as torres. O facto não deve ser alheio a nessas zonas, a compra ou aluguer de terrenos, ser substancialmente mais barata &#8212; não sei se é isso de facto, mas não encontro outra explicação. Terrenos integrados numa zona a preservar, são para a maior parte dos proprietários, um estorvo. A instalação de eólicas é uma solução excepcional para essas parcelas, com um rendimento que não é de desprezar.</p>
<p>Caro Octávio Lima, eu não sei nada. E se sei alguma coisa, não me agrada. Concretamente estava a referir-me ao BES. Mas os nomes são sempre os mesmos (basta ir lendo as notícias e fazer umas pesquisas no Google)&#8230; Mota-Engil, Galp, EDP, Semapa, tudo o que é banco, consórcios acabados em &#8220;erg&#8221;, através de participadas, sub-participadas, sub-sub-participadas, numa teia que o português comum dificilmente conseguirá decifrar.<br />
Na Holanda, sei que um vulgar grupo de cidadãos pode ser proprietário de uma ventoínha de 500Kw, ou de pequenos parques de 2 ou 3Mw, como se de uma cooperativa se tratasse&#8230; Cá, nem 5Kw de painéis solares o zé povo consegue licenciar.<br />
Há qualquer coisa que não bate certo. E há a questão do ordenamento. Ao que parece, e dificilmente me enganarei, o que existe é falta dele.</p>
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		<title>By: cerveirapinto</title>
		<link>http://www.sargacal.com/2005/11/10/o-petroleo-branco-das-serras/comment-page-1/#comment-1068</link>
		<dc:creator>cerveirapinto</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Nov 2005 06:47:10 +0000</pubDate>
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		<description>Sobre este assunto vou apenas repetir o que escrevi no Ondas2:
«Parece-me que o texto do Pedro Almeida Vieira tem, neste momento, todo o sentido. O caso de Cinfães e da Serra de Montemouro poderá até servir mesmo como o exemplo do &quot;descontrolo&quot; generalizado em que caiu a produção de energia eólica no país e naquela região em particular. Vou lembrar apenas alguns factos: Uma parte considerável da Serra de Montemouro é zona integrante da Rede Natura 2000; muitas zonas são Reserva Ecológica Nacional; aí existem alguns habitats de espécies ameaçadas como o lobo ibérico; a lontra; a geneta; o gato bravo; a toupeira de água; a salamandra lusitânica ou o lagarto de água... Quando inicialmente a câmara foi contactada no sentido da avaliação do impacto destas estruturas sobre o meio, foi-nos dito que apenas CINCO torres iriam ser visíveis no concelho de Cinfães e que portanto o impacto seria pequeno. Hoje é o que se vê!... Na aldeia da Gralheira, as pessoas propuseram, ao invés do aluguer dos seus terrenos, ficar com a energia de uma das torres. Resultado... a proposta não foi aceite. Se tivermos em conta que cada torre custa cerca de 300.000 contos e que a empresa paga cerca de 1.000 contos por ano a cada proprietário, podemos verificar que este é sem dúvida um negócio muito lucrativo. Por outro lado as próprias empresas fazem &quot;operações de charme&quot; com as próprias associações ambientais locais, inclusive através de financiamentos de obras e actividades dessas mesmas associações. Este é, na realidade, um assunto que deveria merecer uma maior atenção e debate. Por exemplo, continua por fazer o levantamento exaustivo da fauna e da flora da serra do Montemouro e particularmente do vale do Bestança. Em termos patrimoniais e arqueológicos passa-se o mesmo. A paisagem degrada-se diariamente e o Parque Natural da Serra de Montemouro de que falava, já nos anos cinquenta, o prof. Amorim Girão, é uma meta cada vez mais longínqua...»
Gostaria apenas, ainda, de frisar o seguinte: o concelho de Cinfães é um dos que mais contribui (desde a execução da barragem de Carrapatelo que tantos prejuízos aportou para as populações ribeirinhas, para a fauna, flora e ambiente em geral) para a produção de energia nacional e nem por isso os seus habitantes têm energia mais barata, vivem melhor (o rendimento per capita é cerca de metade dos da região de Lisboa) ou pagam menos impostos... De facto se compararmos a relação entre produção de energia e consumo facilmente depreenderíamos que as eólicas deveriam estar localizadas maioritáriamente nas regiões de Lisboa e Porto e não em Cinfães.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sobre este assunto vou apenas repetir o que escrevi no Ondas2:<br />
«Parece-me que o texto do Pedro Almeida Vieira tem, neste momento, todo o sentido. O caso de Cinfães e da Serra de Montemouro poderá até servir mesmo como o exemplo do &#8220;descontrolo&#8221; generalizado em que caiu a produção de energia eólica no país e naquela região em particular. Vou lembrar apenas alguns factos: Uma parte considerável da Serra de Montemouro é zona integrante da Rede Natura 2000; muitas zonas são Reserva Ecológica Nacional; aí existem alguns habitats de espécies ameaçadas como o lobo ibérico; a lontra; a geneta; o gato bravo; a toupeira de água; a salamandra lusitânica ou o lagarto de água&#8230; Quando inicialmente a câmara foi contactada no sentido da avaliação do impacto destas estruturas sobre o meio, foi-nos dito que apenas CINCO torres iriam ser visíveis no concelho de Cinfães e que portanto o impacto seria pequeno. Hoje é o que se vê!&#8230; Na aldeia da Gralheira, as pessoas propuseram, ao invés do aluguer dos seus terrenos, ficar com a energia de uma das torres. Resultado&#8230; a proposta não foi aceite. Se tivermos em conta que cada torre custa cerca de 300.000 contos e que a empresa paga cerca de 1.000 contos por ano a cada proprietário, podemos verificar que este é sem dúvida um negócio muito lucrativo. Por outro lado as próprias empresas fazem &#8220;operações de charme&#8221; com as próprias associações ambientais locais, inclusive através de financiamentos de obras e actividades dessas mesmas associações. Este é, na realidade, um assunto que deveria merecer uma maior atenção e debate. Por exemplo, continua por fazer o levantamento exaustivo da fauna e da flora da serra do Montemouro e particularmente do vale do Bestança. Em termos patrimoniais e arqueológicos passa-se o mesmo. A paisagem degrada-se diariamente e o Parque Natural da Serra de Montemouro de que falava, já nos anos cinquenta, o prof. Amorim Girão, é uma meta cada vez mais longínqua&#8230;»<br />
Gostaria apenas, ainda, de frisar o seguinte: o concelho de Cinfães é um dos que mais contribui (desde a execução da barragem de Carrapatelo que tantos prejuízos aportou para as populações ribeirinhas, para a fauna, flora e ambiente em geral) para a produção de energia nacional e nem por isso os seus habitantes têm energia mais barata, vivem melhor (o rendimento per capita é cerca de metade dos da região de Lisboa) ou pagam menos impostos&#8230; De facto se compararmos a relação entre produção de energia e consumo facilmente depreenderíamos que as eólicas deveriam estar localizadas maioritáriamente nas regiões de Lisboa e Porto e não em Cinfães.</p>
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		<title>By: OLima</title>
		<link>http://www.sargacal.com/2005/11/10/o-petroleo-branco-das-serras/comment-page-1/#comment-1067</link>
		<dc:creator>OLima</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Nov 2005 04:23:35 +0000</pubDate>
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		<description>Gostei de ler o que me parece o início de uma série que, presumo, nos poderá ajudar, pela tecla de quem sabe, a esclarecer uma série de dúvidas e de mitos. Diz que &quot;Quem está a investir nas eólicas são os suspeitos do costume. Bandidos que abatem sobreiros num lado, para rapidamente serem promovidos a heróis ambientais, campeões da energia limpa, noutro lado&quot;. Pode-se trocar isto por miúdos?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gostei de ler o que me parece o início de uma série que, presumo, nos poderá ajudar, pela tecla de quem sabe, a esclarecer uma série de dúvidas e de mitos. Diz que &#8220;Quem está a investir nas eólicas são os suspeitos do costume. Bandidos que abatem sobreiros num lado, para rapidamente serem promovidos a heróis ambientais, campeões da energia limpa, noutro lado&#8221;. Pode-se trocar isto por miúdos?</p>
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		<title>By: fernando</title>
		<link>http://www.sargacal.com/2005/11/10/o-petroleo-branco-das-serras/comment-page-1/#comment-1066</link>
		<dc:creator>fernando</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Nov 2005 23:49:27 +0000</pubDate>
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		<description>Quando um país está dependente do petrolio para a energia que consome poder utilizar uma energia renovavel não poluente e que não meche com o ambiente á que aproveitar esse potencial pois estes parques eolicos só são prejudiciais para o ambiente na sua construção porque depois de estarem em funcionamento alem de produzirem energias amigas do ambiente produzem tambem a chamada energia renovavel que para a economia do país é o chamado ouro sobre azul .
Quanto ás mini hidricas alem de virem a mecher com o ecossistema quem habita perto de locais com barragens começa a pouco e pouco a notar uma modificação do meio ambiente com o surgimente de neblinas e nevoeiros mais fortes que o usual quem habita no campo começa a notar principalmente na flora com o surgimento de novas doenças nas plantas ,como o exemplo da ferrugem nos citrinos que antigamente não se observava quando actualmente todas as arvores começam a estar infestadas deste mal</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Quando um país está dependente do petrolio para a energia que consome poder utilizar uma energia renovavel não poluente e que não meche com o ambiente á que aproveitar esse potencial pois estes parques eolicos só são prejudiciais para o ambiente na sua construção porque depois de estarem em funcionamento alem de produzirem energias amigas do ambiente produzem tambem a chamada energia renovavel que para a economia do país é o chamado ouro sobre azul .<br />
Quanto ás mini hidricas alem de virem a mecher com o ecossistema quem habita perto de locais com barragens começa a pouco e pouco a notar uma modificação do meio ambiente com o surgimente de neblinas e nevoeiros mais fortes que o usual quem habita no campo começa a notar principalmente na flora com o surgimento de novas doenças nas plantas ,como o exemplo da ferrugem nos citrinos que antigamente não se observava quando actualmente todas as arvores começam a estar infestadas deste mal</p>
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