Eu sabia…
Nestas duas semanas, a Susana, a Luisa e o Pedro estiveram na Praia da Tocha e eu fui ficando por cá para tratar de uma série de assuntos pendentes, incluindo o jardim (que ainda não está).
Há vários dias que tentava ligar para o Cláudio para o lembrar que é necessário regar. Por alguma razão o telemóvel não funcionava, mas o que me começou a preocupar foi o telefone fixo — “sem ligação”. Telefonei para o senhor Henrique idem — “sem ligação”. Isto só podia ter um significado.
Finalmente apanhei o senhor Henrique que deu o recado ao Cláudio. Foi-me dizendo que andou o fogo perto de casa dele. Hoje telefonou-me o Cláudio. Começou um incêndio junto ao cemitério de Vila de Muros e seguiu para a esquerda em direcção a Aguilhão; para a direita em direcção a Vila de Muros; encosta acima, atravessou a estrada, passou por Vila Viçosa e Marcelim, chegando ao restaurante Solar de Montemuro. Não sei mais detalhes, mas se for assim é uma extenção verdadeiramente descomunal.
O bendito cano da água, ardeu outra vez. Estamos sem água, embora com um tanque cheio. O outro, o Cláudio já o gastou a regar. Agora já tarimbado, aceito resignado este destino. E continuo a dizer — enquanto os criminosos e negligentes não apanharem bordoada a sério e quanta for necessária para não esquecerem, havemos de continuar com esta conversa todos os anos, enquanto existir alguma floresta. E a responsabilidade é do desgoverno e da pseudo-justiça que infelizmente implementaram neste país e grassa incontrolável.
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