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Publicado por
José Rui Fernandes

Publicado em
15 de Novembro de 2006

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Jardins de pedra: La Cambe

La Cambe
Cemitério alemão. Outro dos jardins mais bem tratados que já vi. Estes 21.139 soldados aqui caídos merecem esta digna homenagem. Apesar do número impressionante, a imagem é menos brutal que no cemitério americano. Há umas cruzes em pedra vulcânica e as campas são pequenas lages no chão, o que retira muito do choque.
Já li notícias que os cemitérios dos combatentes portugueses — designadamente no Ultramar –, são a imagem da degradação, mas nem vale a pena tocar no assunto.

La Cambe
Um casal de velhinhos aproximou-se. O senhor, aparentemente um veterano, dirigiu-nos umas palavras. Não percebemos. Abriu a mão, tinha bolotas dos carvalhos, como que a dizer que a vida continua, ou pelo menos continuou. A mulher disse-nos que era inglesa. Dirigiram-se para a saída e nós, ficamos a apanhar bolotas dos carvalhos.

La Cambe

La Cambe
Este cemitério tinha uma coisa diferente do americano. Muitas homenagens pessoais, principalmente vasos com flores, que os soldados que fazem a manutenção regavam. É aí que não há hipótese de generalizar e remeter tudo isto para as estatístiscas. Estas pessoas tinham pais, filhos, família…

La Cambe
…entre soldados desconhecidos, milhares de nomes.
A juntar a estes, cemitérios canadianos, ingleses e ainda 14.000 civis franceses, que apesar dos avisos resolveram ficar nas suas terras e foram vítimas dos bombardeamentos aliados.



3 Comentários

Comentado por
wagner
07 de Dezembro 2006 / 01:50

muito bom, mas falta um mapa para localização.


Comentado por
José Rui Fernandes
07 de Dezembro 2006 / 03:18

É na Normandia, em França.


Comentado por
Sementeira de árvores at Quinta do Sargaçal
28 de Fevereiro 2007 / 00:29

[...] Semeei algumas árvores, mas tendo em conta algumas experiências passadas, sem grandes expectativas. Desta vez como meio usei terra peneirada, substracto da Siro e meia-areia, em partes tentativamente iguais. Carvalhos que apanhei em La Cambe; umas sementes que já não me lembro de que árvores, que apanhei no Mont-Saint-Michel (como não há árvores feias, espero que nasçam bonitas); Ácer-negro, Acer saccharum e Ginkgo, Ginkgo biloba que comprei Château de Villandry. [...]


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