Jardins de pedra: La Cambe

Cemitério alemão. Outro dos jardins mais bem tratados que já vi. Estes 21.139 soldados aqui caídos merecem esta digna homenagem. Apesar do número impressionante, a imagem é menos brutal que no cemitério americano. Há umas cruzes em pedra vulcânica e as campas são pequenas lages no chão, o que retira muito do choque.
Já li notícias que os cemitérios dos combatentes portugueses — designadamente no Ultramar –, são a imagem da degradação, mas nem vale a pena tocar no assunto.

Um casal de velhinhos aproximou-se. O senhor, aparentemente um veterano, dirigiu-nos umas palavras. Não percebemos. Abriu a mão, tinha bolotas dos carvalhos, como que a dizer que a vida continua, ou pelo menos continuou. A mulher disse-nos que era inglesa. Dirigiram-se para a saída e nós, ficamos a apanhar bolotas dos carvalhos.

Este cemitério tinha uma coisa diferente do americano. Muitas homenagens pessoais, principalmente vasos com flores, que os soldados que fazem a manutenção regavam. É aí que não há hipótese de generalizar e remeter tudo isto para as estatístiscas. Estas pessoas tinham pais, filhos, família…

…entre soldados desconhecidos, milhares de nomes.
A juntar a estes, cemitérios canadianos, ingleses e ainda 14.000 civis franceses, que apesar dos avisos resolveram ficar nas suas terras e foram vítimas dos bombardeamentos aliados.



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