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Publicado por
José Rui Fernandes

Publicado em
08 de Dezembro de 2006

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Pequena agricultura desaparece todos os dias

Entre 1999 e 2005 desapareceram em Portugal, cerca de 92.000 pequenas explorações agrícolas. Hoje, mais de metade da superfície cultivada concentra-se em apenas 2% das explorações.
A isto, eu juntaria que cada vez se produz menos produtos agrícolas no país. Parece que há um interesse que assim seja. Ainda há pouco uma pessoa que tem uma quinta de 120 hectares perto da Guarda me disse que tem 20 hectares de macieiras plantados segundo as regras de produção. Este ano, os intermediários em cartel, ofecereçam por cada quilo, 0,025€ (são 5$00 dos bons). Entre isso e roubar, não estou a ver grande diferença. A quinta está falida e à venda.
Os economistas podem dizer o contrário, mas acho muito pouco inteligente um país não produzir grande parte do que come.



3 Comentários

Comentado por
pontoverde
08 de Dezembro 2006 / 23:54

Subscrevo na íntegra o post.


Comentado por
Mário Venda Nova
10 de Dezembro 2006 / 23:48

Bem, foi o meu comentário que desapareceu! De memória: De facto é muito pouco inteligente um país como Portugal não produzir grande parte do que consome. Conduz ao continuado desequilibrio entre o litoral e o interior, levando as populações a abandonar os campos agricolas. De facto não percebo esta política! Nem ninguém percebe, penso eu.
Quem lucra com isto são os produtores espanhois que inundam o nosso mercado de fruta e legumes. E estes bens de primeira necessidade estão a um preço absurdo e astronómico.


Comentado por
José Rui Fernandes
11 de Dezembro 2006 / 00:41

Desculpa o mau jeito. O servidor anda a deixar-me ficar mal.
Ah, mas na primeira versão não dizias esta última parte. — Estão a um preço absurdo e astronómico e são altamente subsidiados.
Mas depois, o preço que o agricultor recebe nem para os custos dá. Há qualquer coisa na política agrícola comum que não funciona e está podre.


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