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	<title>Comments on: Histórias de José Marques Loureiro&#160;(1)</title>
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	<description>Um diário hortícola</description>
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		<title>By: Para isto é um país morto at Quinta do Sargaçal</title>
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		<dc:creator>Para isto é um país morto at Quinta do Sargaçal</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Apr 2007 13:12:06 +0000</pubDate>
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		<description>[...] A propósito do comentário de José Santos sobre Marques Loureiro, convém esclarecer que aparentemente Portugal sempre teve uma capacidade fora de comum para esquecer os seus melhores e na verdade a horticultura já nos tempos do grande horticultor não era tida em grande conta. Cito de memória Duarte de Oliveira a propósito de uma exposição de pêras e pereiras em Paris, por volta de 1904, que dizia “para isto Portugal é um país morto”. Referia-se à horticultura. Já no blogue Dias Com Árvores pode ler-se que “Quando José Duarte de Oliveira se apagou já os tempos áureos da horticultura portuense pertenciam ao passado; tais estrangeirismos nunca se tinham verdadeiramente enraízado na vida da cidade, tanto na classe abastada como na popular. Duarte de Oliveira era obviamente um estrangeirado, um conhecedor de línguas (francês, inglês e alemão) que muito viajou por toda a Europa; como, além de tudo o mais, foi um comerciante rico, O Tripeiro, no obituário que lhe dedicou, pôde usar termos elogiosos, descrevendo-o como «negociante honrado», mas ignorando o Jornal de Horticultura Prática, e referindo apenas de passagem, em tom de quem desculpa uma excentricidade, a paixão de Duarte de Oliveira pelas flores. Assim se escreve a biografia de um homem: apagando o que ela tem de mais notável como se de uma frivolidade juvenil se tratasse”. Por fim, é justo referir a propósito dos estrangeirismos, que pelas minhas deambulações nos livros antigos, Allen, Burmester, Tait, Van Zeller, Moller, Merle, Nardy e tantos outros são nomes comuns. Famílias abastadas, não só do Porto (Nardy père cultivava 1.500ha no Sado), que muito contribuiram, se é que não foram mesmo fundamentais, para aqueles tempos áureos da horticultura portuense e do país, que aparentemente como diz Paulo Araújo, nunca se enraizaram verdadeiramente na vida da cidade e acrescento, deste povo. [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] A propósito do comentário de José Santos sobre Marques Loureiro, convém esclarecer que aparentemente Portugal sempre teve uma capacidade fora de comum para esquecer os seus melhores e na verdade a horticultura já nos tempos do grande horticultor não era tida em grande conta. Cito de memória Duarte de Oliveira a propósito de uma exposição de pêras e pereiras em Paris, por volta de 1904, que dizia “para isto Portugal é um país morto”. Referia-se à horticultura. Já no blogue Dias Com Árvores pode ler-se que “Quando José Duarte de Oliveira se apagou já os tempos áureos da horticultura portuense pertenciam ao passado; tais estrangeirismos nunca se tinham verdadeiramente enraízado na vida da cidade, tanto na classe abastada como na popular. Duarte de Oliveira era obviamente um estrangeirado, um conhecedor de línguas (francês, inglês e alemão) que muito viajou por toda a Europa; como, além de tudo o mais, foi um comerciante rico, O Tripeiro, no obituário que lhe dedicou, pôde usar termos elogiosos, descrevendo-o como «negociante honrado», mas ignorando o Jornal de Horticultura Prática, e referindo apenas de passagem, em tom de quem desculpa uma excentricidade, a paixão de Duarte de Oliveira pelas flores. Assim se escreve a biografia de um homem: apagando o que ela tem de mais notável como se de uma frivolidade juvenil se tratasse”. Por fim, é justo referir a propósito dos estrangeirismos, que pelas minhas deambulações nos livros antigos, Allen, Burmester, Tait, Van Zeller, Moller, Merle, Nardy e tantos outros são nomes comuns. Famílias abastadas, não só do Porto (Nardy père cultivava 1.500ha no Sado), que muito contribuiram, se é que não foram mesmo fundamentais, para aqueles tempos áureos da horticultura portuense e do país, que aparentemente como diz Paulo Araújo, nunca se enraizaram verdadeiramente na vida da cidade e acrescento, deste povo. [...]</p>
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		<title>By: Greenman</title>
		<link>http://www.sargacal.com/2007/04/03/historias-de-jose-marques-loureiro/comment-page-1/#comment-3222</link>
		<dc:creator>Greenman</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Apr 2007 09:31:38 +0000</pubDate>
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		<description>É fantástico conhecer estas histórias de outros tempos.
Onde é que se pode saber mais sobre este senhor.
Ainda há pessoas assim em Portugal, não têm talvez a projecção de outrora.
infelizmente parece que paramos no tempo. Que em Portugal não se dá valor às plantas e aos jardins.
Não existe uma associação de Jardinagem/horticultura com a qual se possa combater as atrociades que se fazem às árvores e jardins deste país.
Faz-me crer que seremos casos raros... ou não será assim?

obrigado pela partilha.

Abraço

José Santos
http://musgoverde.blogspot.com/</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É fantástico conhecer estas histórias de outros tempos.<br />
Onde é que se pode saber mais sobre este senhor.<br />
Ainda há pessoas assim em Portugal, não têm talvez a projecção de outrora.<br />
infelizmente parece que paramos no tempo. Que em Portugal não se dá valor às plantas e aos jardins.<br />
Não existe uma associação de Jardinagem/horticultura com a qual se possa combater as atrociades que se fazem às árvores e jardins deste país.<br />
Faz-me crer que seremos casos raros&#8230; ou não será assim?</p>
<p>obrigado pela partilha.</p>
<p>Abraço</p>
<p>José Santos<br />
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