Ainda os afídios

Como referi, começo a ficar algo desiludido com a quantidade de afídios que por aqui anda e principalmente, com a impossibilidade de acabar com eles com métodos biológicos.
Esta folha, se repararem, foi tratada com a solução de sabão e óleo (no meu caso Savona, mas pode ser feita em casa). O que se passa está longe de ser tranquilizador. Os pontos pretos calcinados, são afídios mortos graças ao óleo hortícola, os outros, estão bem vivos e são dez vezes mais que os originais (como se pode constatar, pois a fotografia é da mesma folha).
Não há dúvida que começa a passar-me pela cabeça a utilização de algo, digamos, eficaz — da Bayer. Mas aceito sugestões.
Enquanto pensava no assunto, noto algo que me pareceu uma joaninha em grande actividade. E era, mas sem pintas.

Para cima e para baixo, não parava… Noutro ramo, este lindo par na pouca-vergonha! Reparem que o macho não tem pintas e a fêmea tem umas manchas (diferentes destas). É uma espécie que nunca vi cá. Sendo assim, contabilizo quatro espécies já registadas por aqui. Pelo menos fiquei mais animado, mas maior surpresa vinha logo de seguida.

Andava uma vespa enorme, literalmente a devorar afídios! Mas nem imaginam, parecia um aspirador — turbo. A fotografia foi o melhor que consegui arranjar, entre a boca aberta, a cadeira precária e a velocidade da vespa.
Juntando joaninhas, vespas, um passarito que por aqui costuma parar chamado felosinha, milhares de afídios são devorados por dia, não tenho qualquer dúvida. O problema é que eles devem ser aos milhões e não sei até que ponto todos estes auxiliares são suficientes. Note-se que estamos a falar de uma camélia, mais três ou quatro plantas, roseiras da minha mãe, brevemente feijoeiros… E nas grandes produções como é que é? Não estou a achar coisa fácil.


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