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Publicado por
José Rui Fernandes

Publicado em
21 de Abril de 2007

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Animais, Pragas e doenças

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Ainda os afídios

Afídios na camélia
Como referi, começo a ficar algo desiludido com a quantidade de afídios que por aqui anda e principalmente, com a impossibilidade de acabar com eles com métodos biológicos.
Esta folha, se repararem, foi tratada com a solução de sabão e óleo (no meu caso Savona, mas pode ser feita em casa). O que se passa está longe de ser tranquilizador. Os pontos pretos calcinados, são afídios mortos graças ao óleo hortícola, os outros, estão bem vivos e são dez vezes mais que os originais (como se pode constatar, pois a fotografia é da mesma folha).
Não há dúvida que começa a passar-me pela cabeça a utilização de algo, digamos, eficaz — da Bayer. Mas aceito sugestões.
Enquanto pensava no assunto, noto algo que me pareceu uma joaninha em grande actividade. E era, mas sem pintas.

Joaninhas na camélia
Para cima e para baixo, não parava… Noutro ramo, este lindo par na pouca-vergonha! Reparem que o macho não tem pintas e a fêmea tem umas manchas (diferentes destas). É uma espécie que nunca vi cá. Sendo assim, contabilizo quatro espécies já registadas por aqui. Pelo menos fiquei mais animado, mas maior surpresa vinha logo de seguida.

Vespa na camélia
Andava uma vespa enorme, literalmente a devorar afídios! Mas nem imaginam, parecia um aspirador — turbo. A fotografia foi o melhor que consegui arranjar, entre a boca aberta, a cadeira precária e a velocidade da vespa.
Juntando joaninhas, vespas, um passarito que por aqui costuma parar chamado felosinha, milhares de afídios são devorados por dia, não tenho qualquer dúvida. O problema é que eles devem ser aos milhões e não sei até que ponto todos estes auxiliares são suficientes. Note-se que estamos a falar de uma camélia, mais três ou quatro plantas, roseiras da minha mãe, brevemente feijoeiros… E nas grandes produções como é que é? Não estou a achar coisa fácil.



12 Comentários

Comentado por
Rosa
21 de Abril 2007 / 11:01

Não será uma grande ajuda, mas o que eu faço (nem sempre com resultados) é diversificar ao máximo as espécies no jardim (estou convencida que algumas plantas, como o alecrim e os cravos por ex., repelem as pragas), tentar manter o máximo possível de plantas silvestres locais e reduzir ao mínimo as adubações e as regas. Vi à pouco tempo um programa que alertava para as consequências nefastas, para os solos mal drenados, das regas exageradas.


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Greenman
21 de Abril 2007 / 13:45

Eu costumo borrifar com água com uma colher de detergente da loiça.
O ano passado livrei-me assim de uma praga de piolhos nas Fucsias…
Atenção que, se a concentração for muito grande, pode afectar a planta.

Um batalhão de Joaninhas também dava jeito!!!
:-)


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José Rui Fernandes
21 de Abril 2007 / 14:13

Caro Greenman, isso é basicamente o que eu já faço com Savona. Não tem resultado em todas as situações e há um ácer a ficar afectado com a frequência das fumigações.
Batalhão de joaninhas não digo, mas espero a voraz prole do par da fotografia (e outros que não detectei).

Rosa, onde está a camélia, está uma magnólia e a glícinia. É um micro-jardim que era dos meus avós. Eu plantei as duas primeiras, mas a magnólia é muito possante e entre as três não há mais espaço (nem Sol) — é o que dá comprar sem saber o cultivar e a confiar nos hortos. Gostava de ter hostas por baixo, mas não arrisco — era o mesmo que chamar todos os caracóis e lesmas da vizinhança. Mas já se está a ver que plantas silvestres não há.
Adubações são zero, regas poucas — na verdade, estão já tão estabelecidas que praticamente nem necessitam de rega.


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Cristina
22 de Abril 2007 / 00:09

Uso sempre um trio que nunca falha. A mistura a frio de fumo, sabão, água, faço em garrafa PET de 2 litros, coloco uns 150g de fumo picado, um pedaço de sabão, pequeno mesmo, e completo com água, deixo de molho umas 72 horas. Coa um copo, mistura com água na proporção 3 por 1 (água/calda), e borrifa nas plantas. Aqui em casa mata pulgões, lagartas, afasta as formigas. o efeito dura uma semana e meia, e se for usado em plantas comestíveis, é preciso esperar até 10 dias depois da última borrifada para consumir. Ouvi dizer também, que a urina de vaca é um ótimo repelente de insetos - formigas, lagartas, pulgões, etc. - se usa a seguinte proporção 1 litro de urina para 5 de água, e a urina pode ser guardada, o tempo não tira a validade da mistura, isso serve para a mistura de fumo, a minha fica guardada, vou coando e usando, até acabar. Bom, a urina é mais complicado para mim conseguir aqui, não uso, nunca testei, mas vai a sugestão. Espero ter ajudado.


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José Rui Fernandes
23 de Abril 2007 / 00:30

Cara Cristina, só entendi que “fumo” é “tabaco” após visitar o seu blogue :) .
Acho que o tabaco tem a mesma substância que as folhas do tomateiro.
Vou tentar a solução com as folhas de tomateiro em breve.


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Greenman
23 de Abril 2007 / 09:50

Parece que as tuas joaninhas estavam mais interessadas em outra coisa do que em matar pulgões… eh eh eh


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Ana
27 de Abril 2007 / 15:19

Obrigada pela partilha das observações. Aproveito para esclarecer que aquilo que parece uma vespa é um sirfídio (é da mesma ordem das moscas pois tal como estas tem só um par de asas). Procure reparar na forma como voa, muito diferente das vespas. Trata-se de um insecto útil que se alimenta de afidios não só como adulto mas especialmente na forma de larva. é um execelente auxiliar e está presente na maior parte dos quintais em fruteiras e hortícolas. Boas observações!


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José Rui Fernandes
27 de Abril 2007 / 17:01

Um sirfídio! Maravilhoso! Nunca tinha ouvido falar :) .

Estou a precisar da colaboração de biólogos interessados nestas coisas. Conheço montes de biólogos, mas todos muito pouco interessados nesta biologia. São mais da onda de passarem o tempo em laboratórios com equipamentos glamororos.


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ana
03 de Maio 2007 / 10:31

tenho usado com bastante sucesso o alho - tanto plantado (especificamente junto das roseiras), quanto em aplicações locais - deixo macerar alho picado em água, côo, diluo em mais água e borrifo.


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Courgettes transplantadas at Quinta do Sargaçal
16 de Maio 2007 / 00:30

[...] Afinal os feijões franceses anões não precisaram de esperar muito pelos afídios. No Sábado pude observar formigas a deambular no canteiro, um péssimo sinal, mas não vi a ingrata bicharada. Na Segunda lá estavam eles bem visíveis. Nos feijões trepadores que o meu pai semeou a quantidade já é preocupante. Agora tenho o meu pai já de olho no arsenal químico e praticamente de dedo no gatilho. Fiz uma solução com o Neem e apliquei abundantemente. Espero que resulte. Aproveitei e também coloquei nas camélias pequenas (não na grande onde andavam as joaninhas — nessa tinha colocado um pouco de Savona e junto com as joaninhas ficou controlado), nos áceres e na gardénia. É o ano do pulgão preto! A ventania do fim-de-semana arruinou as favas. Vou colher o que está desenvolvido e congelar. A boa notícia é que já temos umas folhas de alface, rúcula e mizuna — embora esta última seja irresistível para caracóis e lesmas, apesar dos meus esforços. [...]


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Jéssica patricia cruz oliveira
23 de Abril 2008 / 16:43

Porquê que vocês fazem isto?


[...] fotografia não está grande coisa, este amigo não se mantinha quieto. Vou arriscar Sirfídio, como uma estimada leitora me explicou aqui há uns tempos (apenas um par de asas). Este era pequeno, mas é raça que não respira quando se trata de devorar [...]


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