No quintal

A junça nunca me desilude. Este ano, esta chuva despoletou um surto no quintal como ainda não tinha visto. Vou tentar ter disciplina para todos os dias arrancar alguma — enquanto a terra está fofa das recentes plantações.
Por falar em recentes plantações, tenho courgettes prontas a ir para a terra, mas não tenho ainda local preparado. Aliás, vou ter que expandir a minha operação para o lado do meu pai, porque ando sem espaço. Não haverá problema porque o ambiente este ano é de colaboração. E sem químicos. Tenho colhido umas nabiças maravilhosas — fazem a melhor sopa para mim (também os agriões e espinafres).
O aipo, ao fim de dois anos, prepara-se para dar sementes. Revelou-se bastante forte para o nosso gosto cá em casa. No quintal, apesar de ser imune, alberga toda a casta de lesmas e também caracóis.
A germinar já está chicória e uma série de verdes que já o ano passado tinha experimentado com pouco sucesso — mizuna, “corn salad” (não tem tradução, acho que é uma espécie de alface selvagem) e rúcula.
Também já germina a alface ‘bionda foglia’ e ‘crespa amarela’. Ainda queria semear outras, mas não tenho espaço de momento. Entre as alfaces vê-se o milho a despontar.
Os feijões franceses anões germinaram todos menos três. Os ‘pimentos padrão’ foram transplantados, mas estão débeis. Queria meter mais umas fileiras de ervilhas, acho nada menos de imperdoável não ter ervilhas. Vou ter que arranjar um canto!
Assim passam os dias e não me lembro de mais nada.
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