Renovação das laranjeiras

Laranjeira
Quinta fui até ao Sargaçal com o senhor Henrique, com o objectivo de renovar as três laranjeiras mais velhas que lá temos. O Cláudio andava por lá nas limpezas (sempre as limpezas), se bem que num local diferente do que eu tinha indicado.
Entre preparar as coisas, ferramenta, ir buscar a escada, colocar a motoserra operacional (não queria pegar)… lá se vai metade da manhã.

Laranjeira
As laranjeiras, principalmente as duas maiores, têm dois problemas — por um lado, cresceram de qualquer maneira, com ramos cruzados e sem qualquer luz ou arejamento interior. Por outro lado, o incêndio de 2005 afectou-as bastante.
Relativamente a esta poda, deve-se notar que os citrinos habitualmente respondem bem a podas fortes se necessário. Isso deve ser efectuado ao longo de mais que um ano, o que não aconteceu aqui pelas condicionantes do costume, da falta de tempo e tudo o mais. Basicamente senti que ou se fazia ou não se fazia e o senhor Henrique com os seus 26 anos de experiência disse-me que não haveria problema. Por outro lado, muitos dos ramos que sairam, mais que improdutivos, estavam completamente secos.
Como temos indicado, se forem bem conduzidos desde pequenos, os citrinos praticamente dispensam a poda.
Dito isto, as duas laranjeiras em questão ficaram com um aspecto — muito podado. O senhor Henrique diz que daqui a dois anos estarão com uma copa redonda e completa, mas para o ano praticamente não darão fruto.
Para isso, será necessária muita água este Verão e também adubo. Não há outra hipótese, mas para a horticultura biológica, ainda não encontrei uma solução com os nutrientes necessários e suficientes. Há poucas soluções e as que há, não estão à vista no mercado. Aliás, chego a duvidar que tal mercado exista.
Durante a manhã (até às 14h00) podaram-se as duas maiores e depois do almoço a restante. A lenha que sobrou da operação, mais limpeza da quelha que fui efectuando, deixou mais três enormes montes no terreno. Realmente, não há onde colocar tanta biomassa. Aliás, das limpezas do Cláudio, também já nasceram mais não sei quantos montes. Se estivesse lá instalado numa base regular, trituraria aquilo tudo sem grandes dúvidas, assim, além de queimar pouco resta.
Até ao fim do dia, além de colher laranjas e cerejas, tirou-se muitos fetos (daqueles dos bosques). Colocamos também estacas em meia-dúzia de árvores.
Ainda consertei o tubo da água que o Cláudio, com tanto terreno, conseguiu furar ao espetar um ferro no chão! É daquelas que nem tentando se conseguia.
À noite fomos jantar à associação, como de costume. E voltamos.
Cheguei a casa com uma dor de cabeça monumental e todo dorido, sinal inequívoco de uma vida de actividade física nula. Tenho de passar a ir mais vezes, mais regularmente. Como antes.

Outros artigos de interesse