No quintal em Junho

Com esta chuva de Junho, o principal resultado prático foi uma explosão de ervas daninhas nunca vista. O meu tempo no quintal foi passado a arrancar o mais que pude. Como andei de volta dos feijões rasteiros, vi finalmente as joaninhas.

Os afídios estão finalmente em número manuseável, mas aparecem sempre novos e em plantas improváveis (pelo menos, não é costume), como nas ervilhas de cheiro e no Ácer-negro, Acer saccharum. Neste último, que é árvore minúscula e exemplar único, nem lhes dei tempo, esmaguei-os e já está.
A humidade excessiva nos tomateiros está a acabar com eles. A continuar assim até duvido que vá colher alguma coisa — não deixa de ser interessante passar a este estado, de uma situação de super-abundância. Sem dúvida que ia ter muitas dezenas de quilos de tomates.
Mesmo assim, na minha curta experiência, este é o ano que mais e melhores géneros tenho colhido. Tem dado para nós e para outros. Já comecei a colheita e sementeiras sucessivas de agriões e amanhã vou apanhar as duas primeiras courgettes ‘Redonda de Nice’ (‘Ronda di Nisa’). Não pode ser só sucessos.
Não se pode dizer que o trabalho tenha sido particularmente entusiasmante. Depois de arrancar mesmo muitas ervas, passei uma hora a varrer o pátio de casa.
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