José Rui Fernandes: Não não está em contradição com o estudo. O que este indica é que nos últimos 30/40 anos a actividade solar diminuiu e a temperatura cresceu (como é evidente não tenho quaisquer dados ou informações que possam “des” ou crediblizar esta afirmação.
Mas, a notícia, afirma, como transcrito, que a actividade solar tem aumentado, genericamente no séc. XX. O que não quer dizer que seja esta a principal causa do aquecimento!
“But the organisation (IPCC) was criticised in some quarters for not taking into account the cosmic ray hypothesis, developed by, among others, Henrik Svensmark and Eigil Friis-Christensen of the Danish National Space Center”, ou seja, aparentemente o IPCC não terá feito todos os trabalhos de casa. E estão a ser feitos uns estudos quaisquer para estudar melhor os efeitos das núvens no clima… ou seja a discussão não está fechada, logo atribuir à Humanidade o aquecimento verificado parece-me pôr o carro à frente dos bois.
Ainda estou para perceber como é que é possível a uma organização colocar um gráfico como o da pág. 29 das FAQs do IPCC http://ipcc-wg1.ucar.edu/wg1/Report/AR4WG1_Pub_FAQs.pdf onde é apresentado o resultado da evolução das temperaturas SE NÃO HOUVESSE ACÇÃO ANTROPOGÉNICA. Como não é possível voltar ao tempo antes da Revolução Industrial e recriar a história sem esta, qual o significado de gerar dados a partir de modelos que NÃO PODEM ser comparados com quaisquer registos? Claro, podiam gerar dados para o que teria acontecido antes de 1900 e comparar com os existentes e averiguar da “bondade” dos modelos… Como não fazem, não fico com um pé atrás sobre a teoria do aquecimento global de acção antropogénica. Fico com os dois!!
A questão sobre o que devemos fazer é muito interessante.
Concordo que a destruição ambiental está descontrolada – poluição dos mares, água doce, gases que provocam chuvas ácidas, emissão de micropartículas para a atmosfera, medicamentos nos aquíferos, etc, etc. E aí devemos actuar como pudermos, e é de louvar o número elevado de blogues sobre estas temáticas do ambiente, embora na Internet preferisse que a União fizesse a força, ou seja menos blogs e mais participação. Assim são demasiados sem grande peso individual.
Sobre as emissões vejamos as duas hipóteses possíveis:
- O aquecimento não é afectado significativamente pela emissão de CO2, logo é indiferente emitir mais ou menos. Logoa quem promove energias renováveis como a salvção do mundo está em maus lençóis (económicos).
- O CO2 é um perigo e vamos “esturricar” no curto prazo. A solução é obviamente, contunuar a lançar CO2, pela simples razão de que, segundo o IPCC se, a nível global conseguirmos, amanhã reduzir 50% das emissões, o CO2 iria estabilizar ou crescer lentamente (vide a pag. 33 das FAQs.
Como tal é impossível, a não ser que, voluntariamente voltemos todos á Idade da Pedra, continuamos a poluir e a tentar minorar os efeitos adversos que ocorram (inundações, ondas de calor, etc).
E seria possível que todos os países assinassem um super Kioto no muito curto prazo? Claro que não! Qualquer país que não o assinasse (ou que mudasse de ideias a meio) teria óbvias vantagens económicas face aos que fossem bonzinhos…. Se os USA, ou a China, ou a Índia se recusassem, o que que faríamos? Ia-mos invadi-los?
(Sobre este problema de nem sempre se fazer o que, obviamente, seria melhor para todos, vide o livro “O Gene Egoista”, de Richard Dawkins, principalmente o capítulo onde é abordado O Dilema do Prisoneiro).
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