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	<title>Comments on: O pessimista vs. os tecno-optimistas: Um guia para os&#160;perplexos</title>
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	<description>Um diário hortícola</description>
	<lastBuildDate>Sat, 20 Mar 2010 05:14:24 +0000</lastBuildDate>
	
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		<title>By: José Rui Fernandes</title>
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		<dc:creator>José Rui Fernandes</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Sep 2007 22:04:46 +0000</pubDate>
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		<description>Acho preocupante (por exemplo) a GNR estar presente numa acção ilegal e não actuar. Sim, com bastonadas se for necessário.
Isso é óbvio que não pode deixar as pessoas cumpridoras indiferentes -- e sim, há muito relativismo em muitos comentários que se leram e ouviram (é um facto que coisas bem piores não lhes causam a mínima vontade de lavrar sequer uma linha). Mas é deste caso que se está a falar.

Se não muda nada, mais vale estar quieto. Se vai mudar parte da opinião pública que não gosta destas manifestações a favor dos transgénicos, mais vale estar quieto. Se não há substância, mais vale estar quieto.

Dito isto, na impossibilidade de evitar os transgénicos é escandaloso as directivas permitirem contaminação inclusivamente de culturas biológicas. Não ser obrigatória rotulagem, para mim, é apenas um indicador da total subserviência do poder político ao poder económico (e será difícil convencerem-me do contrário).

Não são &quot;acções&quot; que tornam uma sociedade civil apática, numa sociedade civil participativa. Aliás, quando a dita sociedade participa, de alguma forma é sempre contra os interesses dos políticos que temos. Mesmo assuntos que chegam ao parlamento por via legal, são despachados em dois minutos ou depois do prazo de terem alguma relevância.

Não me peçam é soluções. Sei que destruir milho não resolve nada e aparentemente já não é mau.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Acho preocupante (por exemplo) a GNR estar presente numa acção ilegal e não actuar. Sim, com bastonadas se for necessário.<br />
Isso é óbvio que não pode deixar as pessoas cumpridoras indiferentes &#8212; e sim, há muito relativismo em muitos comentários que se leram e ouviram (é um facto que coisas bem piores não lhes causam a mínima vontade de lavrar sequer uma linha). Mas é deste caso que se está a falar.</p>
<p>Se não muda nada, mais vale estar quieto. Se vai mudar parte da opinião pública que não gosta destas manifestações a favor dos transgénicos, mais vale estar quieto. Se não há substância, mais vale estar quieto.</p>
<p>Dito isto, na impossibilidade de evitar os transgénicos é escandaloso as directivas permitirem contaminação inclusivamente de culturas biológicas. Não ser obrigatória rotulagem, para mim, é apenas um indicador da total subserviência do poder político ao poder económico (e será difícil convencerem-me do contrário).</p>
<p>Não são &#8220;acções&#8221; que tornam uma sociedade civil apática, numa sociedade civil participativa. Aliás, quando a dita sociedade participa, de alguma forma é sempre contra os interesses dos políticos que temos. Mesmo assuntos que chegam ao parlamento por via legal, são despachados em dois minutos ou depois do prazo de terem alguma relevância.</p>
<p>Não me peçam é soluções. Sei que destruir milho não resolve nada e aparentemente já não é mau.</p>
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		<title>By: RJA</title>
		<link>http://www.sargacal.com/2007/08/27/o-pessimista-vs-os-tecno-optimistas-um-guia-para-os-perplexos/comment-page-1/#comment-3911</link>
		<dc:creator>RJA</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Sep 2007 12:43:31 +0000</pubDate>
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		<description>Olá.

Não acredito que evitem a proliferação de transgénicos, já que as empresas que tentam pôr esses mesmos transgénicos no mercado (nos mercados, diria), são demasiado poderosas, ricas, influentes, enfim - poderosas.

Creio que seja possível pôr as pessoas a falar do assunto, como aconteceu (ainda está a acontecer se ler os comentários de leitores para revistas, blogues e sites). E pode a tal ponto como em Inglaterra, onde os alimentos com OGM passaram a estar identificados aquando da compra.
Foi desta forma que foi conseguido nesse paías a rotulagem dos produtos alimentares - através de acções como esta, não esperando pela boa vontade do Governo, dos Media ou das maiorias silenciosas.

Nota: Tendo em conta o contágio entre plantações, a questão se tal rótulo serve de algo , é válida... :(

Também não acredito muito na espontaneidade do GAIA, mas sinceramente pouco me importa.

Comecei a preocupar-me pelo assunto não por causa dos Transgénicos em si, por causa de partidos políticos ou grupos de activistas, mas por causa da reacção em massa dos &quot;bem-falantes&quot; e &quot;bem-pensantes&quot; (eles auto-intitulam-se assim, a sério), que me pareceu mais um daqueles &quot;tiques fascistas&quot;, de que se tornou moda falar.

Saudações

PS: Não quero convencer ninguém nem fazer minhas as palavras de outros. Quero apenas encontrar pessoas com quem discutir um assunto, sem acusações nem ofensa gratuita.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá.</p>
<p>Não acredito que evitem a proliferação de transgénicos, já que as empresas que tentam pôr esses mesmos transgénicos no mercado (nos mercados, diria), são demasiado poderosas, ricas, influentes, enfim &#8211; poderosas.</p>
<p>Creio que seja possível pôr as pessoas a falar do assunto, como aconteceu (ainda está a acontecer se ler os comentários de leitores para revistas, blogues e sites). E pode a tal ponto como em Inglaterra, onde os alimentos com OGM passaram a estar identificados aquando da compra.<br />
Foi desta forma que foi conseguido nesse paías a rotulagem dos produtos alimentares &#8211; através de acções como esta, não esperando pela boa vontade do Governo, dos Media ou das maiorias silenciosas.</p>
<p>Nota: Tendo em conta o contágio entre plantações, a questão se tal rótulo serve de algo , é válida&#8230; :(</p>
<p>Também não acredito muito na espontaneidade do GAIA, mas sinceramente pouco me importa.</p>
<p>Comecei a preocupar-me pelo assunto não por causa dos Transgénicos em si, por causa de partidos políticos ou grupos de activistas, mas por causa da reacção em massa dos &#8220;bem-falantes&#8221; e &#8220;bem-pensantes&#8221; (eles auto-intitulam-se assim, a sério), que me pareceu mais um daqueles &#8220;tiques fascistas&#8221;, de que se tornou moda falar.</p>
<p>Saudações</p>
<p>PS: Não quero convencer ninguém nem fazer minhas as palavras de outros. Quero apenas encontrar pessoas com quem discutir um assunto, sem acusações nem ofensa gratuita.</p>
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		<title>By: José Rui Fernandes</title>
		<link>http://www.sargacal.com/2007/08/27/o-pessimista-vs-os-tecno-optimistas-um-guia-para-os-perplexos/comment-page-1/#comment-3917</link>
		<dc:creator>José Rui Fernandes</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Sep 2007 13:55:54 +0000</pubDate>
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		<description>Caríssimo, estou esclarecido. E como fala por mim e por si, fiquei até a conhecer-me melhor.

Ainda bem que estudou o caso e se apercebeu que foi necessário trabalho, diria, um certo nível de profissionalização. O problema do GAIA é que toda a gente se apercebeu disso sem grandes estudos e é exactamente o inverso da espontaneidade que eles apregoaram em sucessivos comunicados.

Só continuo a não compreender como é que as &quot;acções&quot; vão evitar a proliferação dos transgénicos nos nossos campos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caríssimo, estou esclarecido. E como fala por mim e por si, fiquei até a conhecer-me melhor.</p>
<p>Ainda bem que estudou o caso e se apercebeu que foi necessário trabalho, diria, um certo nível de profissionalização. O problema do GAIA é que toda a gente se apercebeu disso sem grandes estudos e é exactamente o inverso da espontaneidade que eles apregoaram em sucessivos comunicados.</p>
<p>Só continuo a não compreender como é que as &#8220;acções&#8221; vão evitar a proliferação dos transgénicos nos nossos campos.</p>
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		<title>By: RJA</title>
		<link>http://www.sargacal.com/2007/08/27/o-pessimista-vs-os-tecno-optimistas-um-guia-para-os-perplexos/comment-page-1/#comment-3916</link>
		<dc:creator>RJA</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Sep 2007 11:49:26 +0000</pubDate>
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		<description>O agradecimento que lhe fiz é independente da sua opinião. Conheço muito boa gente que não concorda com a minha opinião e nem por isso deixei de agradecer o facto de serem capazes de discutir comigo qualquer assunto de forma civilizada.

Ao contrário do que possa pensar, não escrevo no seu blogue porque concordo consigo e preciso da sua aprovação, mas porque o senhor, ao contrário da maioria das pessoas que se preocupam em partilhar a sua opinião (e relativamente a este assunto...) entrou em histeria, avançando em nome dos bons costumes, valores tradicionais, direitos de propriedade, etc.

Resposta ao seu comentário:

Li os seus textos, portanto escusa de dizer que as pessoas não o lêem lá porque não concordam 100% consigo. Dê-se por feliz por ter leitores atentos e comentadores preocupados, ok?

A discussão pode de facto estar inquinada pela acção (sem aspas) que lhe dá origem, como diz. Mas está ainda mais pelo tipo de noções de democracia e mesmo pela democracia que &quot;de facto&quot; temos no nosso país.
A discussão está inquinada porque nunca houve qualquer tipo de acção que se auto-afirmasse como de &quot;desobediência civíl&quot;, e assim, tivemos de imediato todos os comentadores da praça a acusá-la de falsa desobediência civíl, apoiando-se num simples facto: Os participantes não haviam (ao contrário de Thoreau) aceite a força da lei, e pago com os seus corpinhos na prisão.

Ora, para quem não esteja muito atento, Thoreau diga-se brevemente e de passagem foi preso PORQUE cometeu um acto de desobediência civíl.
Como espero que saiba, a desobediência civíl não pede a concordância ou a felicidade nem de todasnem sequer de uma maioria de pessoas, da mesma maneira que eu passo muito bem sem a sua concordância, mas menos com a noção de que o senhor pensa que eu possa precisar da sua concordância.

Não, o acto de destruíção de menos de 1 hectar de milho não foi uma acção histérica.
Conforme fui estudando o caso - a acção em si, pude aperceber-me que ela obrigou a muito trabalho por parte de muita gente. Os media foram contactados, foram enviados vários press releases pelo Movimento Verde Eufémia, todos traduzidos e enviados à imprensa estrangeira. A preparação, a quantidade de pessoas, a concertação num acto único, a quase ausência de violência (ah, e por favor não me venham com o pontapé, que aí EU é quecomeço a falar da fragilidade dos tempos modernos, perante o coro de escritores que pedia umas &quot;chumbadas&quot; ou uns &quot;tiros&quot;), a escolha de um porta-voz, a realização de uma acção de informação na vila mais próxima, a consequente distribuição de informação pelas pessoas.

Quer um exemplo de histeria?

150 pessoas a queimarem num instante esses 51 hectares, e a dirigirem-se para outros. A berrarem nos media que eles têm a razão do seu lado e que vão ganhar. Acrediteque aí sim, os media dar-lhes-iam voz, coisa que não deram. Quer que justifique isto?

Eles preveram perfeitamente que isto ía acontecer (não provavelmente nas proporções que atingiu - 3 semanas de comentários em jornais, revistas e rádio).
Relativamente aos media, O Courier (se não me engano... pode ter sido o Guardian), fala da primeira acção de &quot;Desobediência Civíl Ambiental&quot;, e acusa os media nacionais de &quot;histeria&quot; (Se duvida, arranjo tempo para lhe apontar as fontes).

É-me indiferente o que o Bloco de Esquerda acha ou deixa de achar, tal como o é para a maioria da população. Agora, o mesmo já não se passa quando quem acha detêm poder e voz activa nos media. Amigo, foram 3 semanas de constantes notícias com praticamente um único ponto de vista, berrado repetidamente.

Será difícil de compreender?

A capacidade do Bloco para enviar notícias para os jornais é muito menor que a do governo ou dos 2 partidos que costumam estar no poder. Diabo!, é até menos que a do PC. Lol


Bom, tal como quase toda a gente nos nossos meios de comunicação social, o senhor põe-se a criticar alguém sem qualquer explicação. Tal como neste texto, eu fui obrigado a alongar-me um pouco, de forma a não ser incorrecto. O senhor diz que não gosta de Boaventura Sousa Santos, que só lê senão asneiras e que não tem dúvida que ele não seja um intelectual. Tendo em conta que o senhor apenas expôs a sua irritação para com o homem, era o equivalente a eu encurtar o meu texto todo relativamente ao Pacheco Pereira, indicando que não gosto dele (o que nem sequer se aplica), porque ele &quot;é mau, cheira mal da boca e é, com certeza, um independente&quot;. O valor da minha afirmação é zero, já que não me preocupei em justificá-la. Certo?

Sim, tem razão relativamente aos critérios. Também eu tenho o meu blogue e os meus critérios.  (garanto-lhe que mais curtos do que este, mas nem sempre a concisão ajuda).

Também não tinha especial desejo que Pacheco Pereira falasse acerca dos Transgénicos, já que este é um assunto, tal como tantos outros (todos?) em que JPP diz que sabe e quando fala, fica a parecer que não sabe. Apenas pedi a JPP para usar um pouco de lógica e de calma no seu discurso, calma e lógica a que nos habituou em assuntos que não o &quot;irritam&quot;. Ah, e já agora que sustente as suas acusações.

Claro que a acção não pode trazer imensos resultados. Foi a primeira e a minha opinião mantém-se - muitas mais virão.

Obrigado.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O agradecimento que lhe fiz é independente da sua opinião. Conheço muito boa gente que não concorda com a minha opinião e nem por isso deixei de agradecer o facto de serem capazes de discutir comigo qualquer assunto de forma civilizada.</p>
<p>Ao contrário do que possa pensar, não escrevo no seu blogue porque concordo consigo e preciso da sua aprovação, mas porque o senhor, ao contrário da maioria das pessoas que se preocupam em partilhar a sua opinião (e relativamente a este assunto&#8230;) entrou em histeria, avançando em nome dos bons costumes, valores tradicionais, direitos de propriedade, etc.</p>
<p>Resposta ao seu comentário:</p>
<p>Li os seus textos, portanto escusa de dizer que as pessoas não o lêem lá porque não concordam 100% consigo. Dê-se por feliz por ter leitores atentos e comentadores preocupados, ok?</p>
<p>A discussão pode de facto estar inquinada pela acção (sem aspas) que lhe dá origem, como diz. Mas está ainda mais pelo tipo de noções de democracia e mesmo pela democracia que &#8220;de facto&#8221; temos no nosso país.<br />
A discussão está inquinada porque nunca houve qualquer tipo de acção que se auto-afirmasse como de &#8220;desobediência civíl&#8221;, e assim, tivemos de imediato todos os comentadores da praça a acusá-la de falsa desobediência civíl, apoiando-se num simples facto: Os participantes não haviam (ao contrário de Thoreau) aceite a força da lei, e pago com os seus corpinhos na prisão.</p>
<p>Ora, para quem não esteja muito atento, Thoreau diga-se brevemente e de passagem foi preso PORQUE cometeu um acto de desobediência civíl.<br />
Como espero que saiba, a desobediência civíl não pede a concordância ou a felicidade nem de todasnem sequer de uma maioria de pessoas, da mesma maneira que eu passo muito bem sem a sua concordância, mas menos com a noção de que o senhor pensa que eu possa precisar da sua concordância.</p>
<p>Não, o acto de destruíção de menos de 1 hectar de milho não foi uma acção histérica.<br />
Conforme fui estudando o caso &#8211; a acção em si, pude aperceber-me que ela obrigou a muito trabalho por parte de muita gente. Os media foram contactados, foram enviados vários press releases pelo Movimento Verde Eufémia, todos traduzidos e enviados à imprensa estrangeira. A preparação, a quantidade de pessoas, a concertação num acto único, a quase ausência de violência (ah, e por favor não me venham com o pontapé, que aí EU é quecomeço a falar da fragilidade dos tempos modernos, perante o coro de escritores que pedia umas &#8220;chumbadas&#8221; ou uns &#8220;tiros&#8221;), a escolha de um porta-voz, a realização de uma acção de informação na vila mais próxima, a consequente distribuição de informação pelas pessoas.</p>
<p>Quer um exemplo de histeria?</p>
<p>150 pessoas a queimarem num instante esses 51 hectares, e a dirigirem-se para outros. A berrarem nos media que eles têm a razão do seu lado e que vão ganhar. Acrediteque aí sim, os media dar-lhes-iam voz, coisa que não deram. Quer que justifique isto?</p>
<p>Eles preveram perfeitamente que isto ía acontecer (não provavelmente nas proporções que atingiu &#8211; 3 semanas de comentários em jornais, revistas e rádio).<br />
Relativamente aos media, O Courier (se não me engano&#8230; pode ter sido o Guardian), fala da primeira acção de &#8220;Desobediência Civíl Ambiental&#8221;, e acusa os media nacionais de &#8220;histeria&#8221; (Se duvida, arranjo tempo para lhe apontar as fontes).</p>
<p>É-me indiferente o que o Bloco de Esquerda acha ou deixa de achar, tal como o é para a maioria da população. Agora, o mesmo já não se passa quando quem acha detêm poder e voz activa nos media. Amigo, foram 3 semanas de constantes notícias com praticamente um único ponto de vista, berrado repetidamente.</p>
<p>Será difícil de compreender?</p>
<p>A capacidade do Bloco para enviar notícias para os jornais é muito menor que a do governo ou dos 2 partidos que costumam estar no poder. Diabo!, é até menos que a do PC. Lol</p>
<p>Bom, tal como quase toda a gente nos nossos meios de comunicação social, o senhor põe-se a criticar alguém sem qualquer explicação. Tal como neste texto, eu fui obrigado a alongar-me um pouco, de forma a não ser incorrecto. O senhor diz que não gosta de Boaventura Sousa Santos, que só lê senão asneiras e que não tem dúvida que ele não seja um intelectual. Tendo em conta que o senhor apenas expôs a sua irritação para com o homem, era o equivalente a eu encurtar o meu texto todo relativamente ao Pacheco Pereira, indicando que não gosto dele (o que nem sequer se aplica), porque ele &#8220;é mau, cheira mal da boca e é, com certeza, um independente&#8221;. O valor da minha afirmação é zero, já que não me preocupei em justificá-la. Certo?</p>
<p>Sim, tem razão relativamente aos critérios. Também eu tenho o meu blogue e os meus critérios.  (garanto-lhe que mais curtos do que este, mas nem sempre a concisão ajuda).</p>
<p>Também não tinha especial desejo que Pacheco Pereira falasse acerca dos Transgénicos, já que este é um assunto, tal como tantos outros (todos?) em que JPP diz que sabe e quando fala, fica a parecer que não sabe. Apenas pedi a JPP para usar um pouco de lógica e de calma no seu discurso, calma e lógica a que nos habituou em assuntos que não o &#8220;irritam&#8221;. Ah, e já agora que sustente as suas acusações.</p>
<p>Claro que a acção não pode trazer imensos resultados. Foi a primeira e a minha opinião mantém-se &#8211; muitas mais virão.</p>
<p>Obrigado.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
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		<title>By: José Rui Fernandes</title>
		<link>http://www.sargacal.com/2007/08/27/o-pessimista-vs-os-tecno-optimistas-um-guia-para-os-perplexos/comment-page-1/#comment-3915</link>
		<dc:creator>José Rui Fernandes</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Sep 2007 21:31:30 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;blockquote&gt;Como não consigo compreender porque é que é moralmente correcto aceitar apenas as variedades tradicionais do que as transgénicas&lt;/blockquote&gt;
Sobre isto só lhe digo o seguinte... Realmente é bom estar de saída por tempo indeterminado, porque já não aguento este tipo de conversa cujo objectivo é andar em círculos. Ontem deu na SIC Notícias um documentário que responde a muitas das suas questões (e volta a frisar que não se sabe as implicações para a saúde humana).

Agora vem a moral... Já se esqueceu que não é só moral, que há efectivamente problemas e que a maior parte não está sequer dimensionado. Mas dizia moralmente? Para si, moralmente não há problemas em montar a sua indústria química, poluindo o ribeiro local. Quem vier atrás que feche a porta.

Chegam estes aprendizes de feiticeiro, com uns rudimentos de genética (todo o conhecimento acumulado até hoje não passa disso) e acham que podem impor os seus produtos aos outros. Mais. Patenteiam seres vivos, cuja base genética é comum a milhares de outros (e até roubam sangue a povos indígenas, mas isso é uma outra história). E como têm as patentes, se o pobre do vizinho tem a sua cultura contaminada, além do prejuízo, ainda é processado por violação de direitos intelectuais.

Quem concorda com isto e ainda fala de moral, só merece viver numa sociedade assim, onde a liberdade tem a forma de um funil bem apertado lá no fundo. Não é o &quot;1984&quot;, nem o &quot;Admirável Mundo Novo&quot;, é a realidade hoje e num futuro próximo.

Não tem nada casos de sobrevivência do mais forte nem evolução nenhuma quando no milho andam genes de peixes e outras abominações. A mistura entre variedades naturais é o que acontece na natureza, qualquer semelhança com o que está a dizer é pura coincidência. Já observei isso nas abóboras, não tem nada de mais.

Esse grande timoneiro Mao Tse-tung, também achava que os pássaros andavam a &quot;contaminar&quot; as culturas comendo grão. Mandou eliminar todos os pássaros e, digamos, uns 40 milhões de chineses pagaram o preço.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Como não consigo compreender porque é que é moralmente correcto aceitar apenas as variedades tradicionais do que as transgénicas</p></blockquote>
<p>Sobre isto só lhe digo o seguinte&#8230; Realmente é bom estar de saída por tempo indeterminado, porque já não aguento este tipo de conversa cujo objectivo é andar em círculos. Ontem deu na SIC Notícias um documentário que responde a muitas das suas questões (e volta a frisar que não se sabe as implicações para a saúde humana).</p>
<p>Agora vem a moral&#8230; Já se esqueceu que não é só moral, que há efectivamente problemas e que a maior parte não está sequer dimensionado. Mas dizia moralmente? Para si, moralmente não há problemas em montar a sua indústria química, poluindo o ribeiro local. Quem vier atrás que feche a porta.</p>
<p>Chegam estes aprendizes de feiticeiro, com uns rudimentos de genética (todo o conhecimento acumulado até hoje não passa disso) e acham que podem impor os seus produtos aos outros. Mais. Patenteiam seres vivos, cuja base genética é comum a milhares de outros (e até roubam sangue a povos indígenas, mas isso é uma outra história). E como têm as patentes, se o pobre do vizinho tem a sua cultura contaminada, além do prejuízo, ainda é processado por violação de direitos intelectuais.</p>
<p>Quem concorda com isto e ainda fala de moral, só merece viver numa sociedade assim, onde a liberdade tem a forma de um funil bem apertado lá no fundo. Não é o &#8220;1984&#8243;, nem o &#8220;Admirável Mundo Novo&#8221;, é a realidade hoje e num futuro próximo.</p>
<p>Não tem nada casos de sobrevivência do mais forte nem evolução nenhuma quando no milho andam genes de peixes e outras abominações. A mistura entre variedades naturais é o que acontece na natureza, qualquer semelhança com o que está a dizer é pura coincidência. Já observei isso nas abóboras, não tem nada de mais.</p>
<p>Esse grande timoneiro Mao Tse-tung, também achava que os pássaros andavam a &#8220;contaminar&#8221; as culturas comendo grão. Mandou eliminar todos os pássaros e, digamos, uns 40 milhões de chineses pagaram o preço.</p>
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		<title>By: Osvaldo Lucas</title>
		<link>http://www.sargacal.com/2007/08/27/o-pessimista-vs-os-tecno-optimistas-um-guia-para-os-perplexos/comment-page-1/#comment-3895</link>
		<dc:creator>Osvaldo Lucas</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Sep 2007 16:18:09 +0000</pubDate>
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		<description>Sobre a contaminação:
Como não consigo compreender porque é que é moralmente correcto aceitar apenas as variedades tradicionais do que as transgénicas, continuo a achar que o argumento de &quot;contaminação da variedade X por transgénicos&quot; pode ser completamente inevertido para &quot;contaminação da variedade transgénica por X&quot;.
No México detectou-se efectivamente elevada contaminação de variedades &quot;selvagens&quot; com genes de variedades transgénicas. Mas é-me evidente que estas selvagens já estariam também contaminadas com variedades &quot;domésticas&quot; cultivadas normalmente!
Pode acontecer que as variedades transgénicas tenham vantagens tão significativas (em termos de defesa de predadores p.e.) que acabem por substituir as variáveis &quot;semi-selvagens&quot; pre-existentes. Teremos um caso de evolução por sobrevivência do mais forte em termos acelarados. Daí não ser nada contra a criação de bancos de sementes e/ou apoios pontuais à manutenção de variação genética.

Sobre os sabrores da agricultura bioológica: como normalmente estes produtos estão &quot;contaminados&quot; com maior ataques de pragas (bicho), são normalmente consumidos logo após a colheita, mas sujeitos a apodrecimento, e possivelmente outros, não têm as desvantagens da assepsia dos produtos agrícolas industriais (apanhados cedo, com corantes, conservantes, sem sinal de bicho, etc, etc). Há porventura maior risco de indigestões com produtos biológicos, mas saberão certamente melhor.
Só mais uma questão sobre sabores: são derivados normalmente da presença de ésteres (derivados da reacção entre um ácido orgânico e um alcool). Ou seja, se alguém incorporar um gene num morangueiro que leve a que a planta produza mais éster de morango vamos facilmente enjoar deste sabor :)

Realmente a opinião pública é uma entidade esquisita.
Vide http://observa.iscte.pt/docs/03 Relatorio Inquirito.pdf para um estudo genérico sobre o que pensa a população nacional sobre vários riscos.
Vide ainda http://biotecnologia-na-escola.up.pt/images/Monografia.pdf</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sobre a contaminação:<br />
Como não consigo compreender porque é que é moralmente correcto aceitar apenas as variedades tradicionais do que as transgénicas, continuo a achar que o argumento de &#8220;contaminação da variedade X por transgénicos&#8221; pode ser completamente inevertido para &#8220;contaminação da variedade transgénica por X&#8221;.<br />
No México detectou-se efectivamente elevada contaminação de variedades &#8220;selvagens&#8221; com genes de variedades transgénicas. Mas é-me evidente que estas selvagens já estariam também contaminadas com variedades &#8220;domésticas&#8221; cultivadas normalmente!<br />
Pode acontecer que as variedades transgénicas tenham vantagens tão significativas (em termos de defesa de predadores p.e.) que acabem por substituir as variáveis &#8220;semi-selvagens&#8221; pre-existentes. Teremos um caso de evolução por sobrevivência do mais forte em termos acelarados. Daí não ser nada contra a criação de bancos de sementes e/ou apoios pontuais à manutenção de variação genética.</p>
<p>Sobre os sabrores da agricultura bioológica: como normalmente estes produtos estão &#8220;contaminados&#8221; com maior ataques de pragas (bicho), são normalmente consumidos logo após a colheita, mas sujeitos a apodrecimento, e possivelmente outros, não têm as desvantagens da assepsia dos produtos agrícolas industriais (apanhados cedo, com corantes, conservantes, sem sinal de bicho, etc, etc). Há porventura maior risco de indigestões com produtos biológicos, mas saberão certamente melhor.<br />
Só mais uma questão sobre sabores: são derivados normalmente da presença de ésteres (derivados da reacção entre um ácido orgânico e um alcool). Ou seja, se alguém incorporar um gene num morangueiro que leve a que a planta produza mais éster de morango vamos facilmente enjoar deste sabor :)</p>
<p>Realmente a opinião pública é uma entidade esquisita.<br />
Vide <a href="http://observa.iscte.pt/docs/03" rel="nofollow">http://observa.iscte.pt/docs/03</a> Relatorio Inquirito.pdf para um estudo genérico sobre o que pensa a população nacional sobre vários riscos.<br />
Vide ainda <a href="http://biotecnologia-na-escola.up.pt/images/Monografia.pdf" rel="nofollow">http://biotecnologia-na-escola.up.pt/images/Monografia.pdf</a></p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: José Rui Fernandes</title>
		<link>http://www.sargacal.com/2007/08/27/o-pessimista-vs-os-tecno-optimistas-um-guia-para-os-perplexos/comment-page-1/#comment-3891</link>
		<dc:creator>José Rui Fernandes</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Sep 2007 14:52:10 +0000</pubDate>
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		<description>Não é necessário agradecer ao autor do blogue (que de resto está de saída).

Eu não sei se a minha opinião relativamente à acção está clara -- uma vez mais --, não concordo, acho contraproducente, etc., etc. Tudo bem que o assunto essencial sejam os transgénicos, mas também não vale a pena fazer de conta que o que se passou é positivo, lá porque a causa é boa.

Se calhar já me repito, mas fico com a ideia que não lêem tudo.
Dou o braço a torcer, que foi via a &quot;acção&quot; e lá da &quot;estética&quot;, que se está a discutir os transgénicos, mas podem ter a certeza que são mais os que migram para o lado a favor ou que passam a ter dúvidas, do que o seu inverso (que passa a dar bastante mais trabalho). Ao discutir, pode-se estar a beneficiar o infractor como diz o Dr. Pacheco Pereira, mas a discussão está sempre inquinada pela &quot;acção&quot; que lhe dá origem.

O Ricardo Alves quer elevar a discussão, mas refere-se à histeria nacional. A destruição do milho não foi de um histerismo atroz? Pareceu-me um pessoal bastante histérico e os resultados estão à vista. E nos seus textos que não vou analisar muito mais atalha com um &quot;digestão refinada de intelectuais como (aparentemente) Pacheco Pereira&quot;. Se é com linguagem planfletária que se eleva a discussão, estamos conversados.

A partir de certa altura, concordo que se tentou fazer da &quot;acção&quot; algo que aquilo não foi. Mas é o jogo, deviam ter previsto isso e que iam prejudicar enormemente um assunto que é importante.
Acho um exagero chamar &quot;terrorismo&quot;, mas também faz parte de um jogo que por exemplo o Bloco de Esquerda conhece como a palma da mão: Contra a imigração? Racista! Os ciganos traficam droga? Xenófobo! Tem outra opinião? Fascista! Tem um negócio próprio? Imperialista! Algo funciona? Salazarista! E assim sucessivamente na desvalorização do significado das palavras. Não há paciência.

Eu de Boaventura Sousa Santos, não ouço e leio senão asneiras. Umas atrás das outras. Não tenho dúvidas que seja um intelectual. Neste caso e como quer ter sempre aquela atitude de &quot;enfant terrible&quot; dos intelectuais, fico sem saber se é contra os transgénicos porque é a favor da &quot;acção&quot; ou se é a favor da &quot;acção&quot; porque já era contra os transgénicos e a destruir milho é que a gente se entende.

Ao Dr. Pacheco Pereira, como é óbvio não interessa discutir os transgénicos no Abrupto -- para o caso de não ter reparado o assunto central foi a &quot;acção&quot;. E também como é óbvio face à linha editorial que segue já há muito tempo.
Surpreendeu-me ter publicado tantos comentários meus e ter derivado ligeiramente para os transgénicos propriamente ditos -- mas ele faz uma gestão cuidadosa de comentários a favor e contra, dentro do seu critério. Como eu aqui tenho o meu critério.

Ainda relativamente aos resultados da &quot;acção&quot;, digo-lhe que o mercado não ficou muito impressionado. Ainda a semana passada o banco de investimento Activo Bank 7 proclama na sua newsletter que a &quot;Biotecnologia: um sector de futuro&quot; e seguidamente &quot;Como investir em Biotecnologia&quot;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não é necessário agradecer ao autor do blogue (que de resto está de saída).</p>
<p>Eu não sei se a minha opinião relativamente à acção está clara &#8212; uma vez mais &#8211;, não concordo, acho contraproducente, etc., etc. Tudo bem que o assunto essencial sejam os transgénicos, mas também não vale a pena fazer de conta que o que se passou é positivo, lá porque a causa é boa.</p>
<p>Se calhar já me repito, mas fico com a ideia que não lêem tudo.<br />
Dou o braço a torcer, que foi via a &#8220;acção&#8221; e lá da &#8220;estética&#8221;, que se está a discutir os transgénicos, mas podem ter a certeza que são mais os que migram para o lado a favor ou que passam a ter dúvidas, do que o seu inverso (que passa a dar bastante mais trabalho). Ao discutir, pode-se estar a beneficiar o infractor como diz o Dr. Pacheco Pereira, mas a discussão está sempre inquinada pela &#8220;acção&#8221; que lhe dá origem.</p>
<p>O Ricardo Alves quer elevar a discussão, mas refere-se à histeria nacional. A destruição do milho não foi de um histerismo atroz? Pareceu-me um pessoal bastante histérico e os resultados estão à vista. E nos seus textos que não vou analisar muito mais atalha com um &#8220;digestão refinada de intelectuais como (aparentemente) Pacheco Pereira&#8221;. Se é com linguagem planfletária que se eleva a discussão, estamos conversados.</p>
<p>A partir de certa altura, concordo que se tentou fazer da &#8220;acção&#8221; algo que aquilo não foi. Mas é o jogo, deviam ter previsto isso e que iam prejudicar enormemente um assunto que é importante.<br />
Acho um exagero chamar &#8220;terrorismo&#8221;, mas também faz parte de um jogo que por exemplo o Bloco de Esquerda conhece como a palma da mão: Contra a imigração? Racista! Os ciganos traficam droga? Xenófobo! Tem outra opinião? Fascista! Tem um negócio próprio? Imperialista! Algo funciona? Salazarista! E assim sucessivamente na desvalorização do significado das palavras. Não há paciência.</p>
<p>Eu de Boaventura Sousa Santos, não ouço e leio senão asneiras. Umas atrás das outras. Não tenho dúvidas que seja um intelectual. Neste caso e como quer ter sempre aquela atitude de &#8220;enfant terrible&#8221; dos intelectuais, fico sem saber se é contra os transgénicos porque é a favor da &#8220;acção&#8221; ou se é a favor da &#8220;acção&#8221; porque já era contra os transgénicos e a destruir milho é que a gente se entende.</p>
<p>Ao Dr. Pacheco Pereira, como é óbvio não interessa discutir os transgénicos no Abrupto &#8212; para o caso de não ter reparado o assunto central foi a &#8220;acção&#8221;. E também como é óbvio face à linha editorial que segue já há muito tempo.<br />
Surpreendeu-me ter publicado tantos comentários meus e ter derivado ligeiramente para os transgénicos propriamente ditos &#8212; mas ele faz uma gestão cuidadosa de comentários a favor e contra, dentro do seu critério. Como eu aqui tenho o meu critério.</p>
<p>Ainda relativamente aos resultados da &#8220;acção&#8221;, digo-lhe que o mercado não ficou muito impressionado. Ainda a semana passada o banco de investimento Activo Bank 7 proclama na sua newsletter que a &#8220;Biotecnologia: um sector de futuro&#8221; e seguidamente &#8220;Como investir em Biotecnologia&#8221;.</p>
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		<title>By: RJA</title>
		<link>http://www.sargacal.com/2007/08/27/o-pessimista-vs-os-tecno-optimistas-um-guia-para-os-perplexos/comment-page-1/#comment-3914</link>
		<dc:creator>RJA</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Sep 2007 03:04:41 +0000</pubDate>
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		<description>Como o autor deste Blogue, também acho que a questão se tornou muito mais política do que científica.

Escrevi 2 textos que publiquei em alguns Blogues, e também como resposta a José Pacheco Pereira. Puz até um dele como resposta à sua histeria (partilhada com a quase totalidade dos &quot;nossos&quot; comentadores) - no Abrupto. Como é óbvio, ele decidiu não pôr como comentário aos seus devaneios.

Ponho aqui os 2 links para os comentários relativos à histeria nacional em torno do caso &quot;verde eufémia&quot;, espero que possam comentá-los (não ponho os textos inteiros por uma questão de SPAM).

http://pt.indymedia.org/ler.php?numero=130499&amp;cidade=1

e

http://pt.indymedia.org/ler.php?numero=130554&amp;cidade=1

Tentei dentro dos possíveis analizar factos e reduzir o número de declarações apaixonadas a um mínimo, coisa que os nossos &quot;comentadores&quot; pouco se preocuparam em fazer, certos da sua liberdade criativa, e vitoriosos e seguros nas suas afirmações.

Saudações a todos e um agradecimento ao autor deste blogue,

Ricardo Alves
(rikardoalves@gmail.com)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Como o autor deste Blogue, também acho que a questão se tornou muito mais política do que científica.</p>
<p>Escrevi 2 textos que publiquei em alguns Blogues, e também como resposta a José Pacheco Pereira. Puz até um dele como resposta à sua histeria (partilhada com a quase totalidade dos &#8220;nossos&#8221; comentadores) &#8211; no Abrupto. Como é óbvio, ele decidiu não pôr como comentário aos seus devaneios.</p>
<p>Ponho aqui os 2 links para os comentários relativos à histeria nacional em torno do caso &#8220;verde eufémia&#8221;, espero que possam comentá-los (não ponho os textos inteiros por uma questão de SPAM).</p>
<p><a href="http://pt.indymedia.org/ler.php?numero=130499&amp;cidade=1" rel="nofollow">http://pt.indymedia.org/ler.php?numero=130499&amp;cidade=1</a></p>
<p>e</p>
<p><a href="http://pt.indymedia.org/ler.php?numero=130554&amp;cidade=1" rel="nofollow">http://pt.indymedia.org/ler.php?numero=130554&amp;cidade=1</a></p>
<p>Tentei dentro dos possíveis analizar factos e reduzir o número de declarações apaixonadas a um mínimo, coisa que os nossos &#8220;comentadores&#8221; pouco se preocuparam em fazer, certos da sua liberdade criativa, e vitoriosos e seguros nas suas afirmações.</p>
<p>Saudações a todos e um agradecimento ao autor deste blogue,</p>
<p>Ricardo Alves<br />
(rikardoalves@gmail.com)</p>
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		<title>By: cristina d'eça leal</title>
		<link>http://www.sargacal.com/2007/08/27/o-pessimista-vs-os-tecno-optimistas-um-guia-para-os-perplexos/comment-page-1/#comment-3913</link>
		<dc:creator>cristina d'eça leal</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Sep 2007 17:24:12 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.sargacal.com/2007/08/27/o-pessimista-vs-os-tecno-optimistas-um-guia-para-os-perplexos/#comment-3913</guid>
		<description>Também venho manifestar a minha perplexidade pelos argumentos que têm sido utilizados por todos quantos são afectos à causa OGM. Parece que agora toda a gente tem que ter opinião sobre a legitimidade ou a legalidade da acção de Silves! Meus, senhores, toda a gente fala que vivemos num estado de direito. Então lembrem-se que, num estado de direito, estas questões são dirimidas em tribunal e não julgadas em praça pública. Deixemos as leis para quem delas entende e aproveitemos para discutir o que verdadeiramente interessa: é legítimo transformar a Terra num imenso laboratório de experiências? Teremos a memória tão curta que não nos lembremos da quantidade de medicamentos, pesticidas, etc que foram lançados no mercado como produtos altamente eficazes e seguros e que provaram só posteriormente a sua nocividade?

Esta acção de Silves - independentemente do que pensemos sobre ela - deu-nos a oportunidade de discutir publicamente este assunto que interessa a todos nós, porque todos somos habitantes deste planeta e co-responsáveis pela herança que deixarmos. Eu recuso-me a dar carta branca à classe política para tomar esse tipo de decisões por mim. Seria até interessante que os partidos políticos manifestassem nos respectivos programas a sua posição relativamente a este assunto que é, de longe, mais importante do que o aumento ou redução de impostos.

Relativamente ao agricultor, é evidente que tenho a maior simpatia por ele e pelo que julga ser o melhor para si e para a sua família. Mas o conceito de propriedade privada tem muito que se lhe diga. E a prova está que tem evoluído com o tempo. Até há uns anos atrás, qualquer senhor era dono do seu castelo (incluindo mulher, filhos e empregados). Hoje em dia, não só todos os habitantes do castelo têm direitos publicamente reconhecidos como o próprio castelo tem de obedecer a normas de edificação, planeamento urbanístico e ordenação de território. Ou seja, a propriedade privada é importante, sem dúvida, mas a conservação da qualidade dos solos e da biodiversidade é muito mais importante. No limite, a Terra é propriedade privada de todos os seres que a habitam e as regras que regulamentam a sua utilização têm que ser consensuais. Já houve tempo em que as greves e as manifestações eram ilegais, lembram-se? As sufragistas foram injuriadas e presas; hoje em dia não nos passaria pela cabeça pôr em causa o voto das mulheres. O próprio 25 de Abril nasceu duma insurreição, um grupo de militares ousou fazer uma acção ilegal. Quero com isto dizer que não vale muito a pena discutir se a acção foi boa ou má; a história se encarregará de a julgar.

Há uma coisa, no entanto, que os apologistas da causa OGM poderiam fazer pelo futuro do humanidade: oferecerem-se como voluntários para um grupo de estudo sobre a influência da ingestão de produtos geneticamente modificados. Eu estou pronta a voluntariar-me para o grupo comparativo, o dos não-consumidores de OGM. Daqui por uns anos poderemos ter evidências científicas do seu efeito no organismo humano, em vez de basearmos as decisões em opiniões intuitivas. Os ratos de laboratório lá se viram com os fígados e os rins alterados, mas esses por enquanto não contam.

Relativamente a alguns argumentos sobre as vantagens dos OGM, consultem estes sites:

http://www.bulletins-electroniques.com/actualites/42766.htm

STUDY OF THE WEEK:
ORGANIC FARMING CAN FEED THE WORLD
A new University of Michigan study indicates that organic farming is more productive than chemical and energy intensive industrial agriculture. Researchers noted 293 examples in previous studies that corroborate the fact that organic farming is better than conventional, but pointed out that biased studies funded by chemical producers have clouded the public&#039;s understanding of the issue. Corporate agribusiness has spent decades repeating the mantra that chemical intensive agriculture is necessary to feed the world. But according to the new report, &quot;Model estimates indicate that organic methods could produce enough food on a global per capita basis to sustain the current human population, and potentially an even larger population, without increasing the agricultural land base.&quot; Ivette Perfecto, a professor at the University of Michigan, said of the study, &quot;My hope is that we can finally put a nail in the coffin of the idea that you can&#039;t produce enough food through organic agriculture.&quot;
Learn more: http://www.organicconsumers.org/articles/article_5996.cfm


ANOTHER STUDY OF THE WEEK:
SCIENTISTS REVEAL THAT PESTICIDES ARE REDUCING CROP YIELDS BY ONE-THIRD
The National Academy of Sciences dropped a bombshell on the agri-toxics lobby in June when it published a study indicating that pesticides are actually decreasing crop yields by one-third. Specifically, pesticides are killing important bacteria in the soil that naturally produce a useable form of nitrogen for plants, a necessary fertilizer. As the use of chemical pesticides has increased in the U.S., soil bacteria have been dramatically reduced, thereby creating an insatiable demand for petroleum-based fertilizers. In contrast, organic farming promotes a healthy living soil with increased crop yields.
Learn more: http://www.organicconsumers.org/articles/article_5995.cfm


Obrigada ao autor deste blog pelo que tem feito pelo esclarecimento do assunto. Aproveito também para agradecer a todos quantos têm posto o seu empenho e dedicado os seus tempos livres para informar os cidadãos sobre o verdadeiro estado da arte nesta questão.
Este é um assunto que divide a comunidade científica. Não nos deixemos enganar pela grande campanha de difamação que foi posta em marcha: o próprio maniqueísmo primário de que se têm servido deveria deixar-nos de pé atrás (dum lado os cientistas cheios de certezas e garantias a lutar pelo futuro da humanidade e por outro uns miúdos que não se lavam, não estudam e têm a mania de ser do contra).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Também venho manifestar a minha perplexidade pelos argumentos que têm sido utilizados por todos quantos são afectos à causa OGM. Parece que agora toda a gente tem que ter opinião sobre a legitimidade ou a legalidade da acção de Silves! Meus, senhores, toda a gente fala que vivemos num estado de direito. Então lembrem-se que, num estado de direito, estas questões são dirimidas em tribunal e não julgadas em praça pública. Deixemos as leis para quem delas entende e aproveitemos para discutir o que verdadeiramente interessa: é legítimo transformar a Terra num imenso laboratório de experiências? Teremos a memória tão curta que não nos lembremos da quantidade de medicamentos, pesticidas, etc que foram lançados no mercado como produtos altamente eficazes e seguros e que provaram só posteriormente a sua nocividade?</p>
<p>Esta acção de Silves &#8211; independentemente do que pensemos sobre ela &#8211; deu-nos a oportunidade de discutir publicamente este assunto que interessa a todos nós, porque todos somos habitantes deste planeta e co-responsáveis pela herança que deixarmos. Eu recuso-me a dar carta branca à classe política para tomar esse tipo de decisões por mim. Seria até interessante que os partidos políticos manifestassem nos respectivos programas a sua posição relativamente a este assunto que é, de longe, mais importante do que o aumento ou redução de impostos.</p>
<p>Relativamente ao agricultor, é evidente que tenho a maior simpatia por ele e pelo que julga ser o melhor para si e para a sua família. Mas o conceito de propriedade privada tem muito que se lhe diga. E a prova está que tem evoluído com o tempo. Até há uns anos atrás, qualquer senhor era dono do seu castelo (incluindo mulher, filhos e empregados). Hoje em dia, não só todos os habitantes do castelo têm direitos publicamente reconhecidos como o próprio castelo tem de obedecer a normas de edificação, planeamento urbanístico e ordenação de território. Ou seja, a propriedade privada é importante, sem dúvida, mas a conservação da qualidade dos solos e da biodiversidade é muito mais importante. No limite, a Terra é propriedade privada de todos os seres que a habitam e as regras que regulamentam a sua utilização têm que ser consensuais. Já houve tempo em que as greves e as manifestações eram ilegais, lembram-se? As sufragistas foram injuriadas e presas; hoje em dia não nos passaria pela cabeça pôr em causa o voto das mulheres. O próprio 25 de Abril nasceu duma insurreição, um grupo de militares ousou fazer uma acção ilegal. Quero com isto dizer que não vale muito a pena discutir se a acção foi boa ou má; a história se encarregará de a julgar.</p>
<p>Há uma coisa, no entanto, que os apologistas da causa OGM poderiam fazer pelo futuro do humanidade: oferecerem-se como voluntários para um grupo de estudo sobre a influência da ingestão de produtos geneticamente modificados. Eu estou pronta a voluntariar-me para o grupo comparativo, o dos não-consumidores de OGM. Daqui por uns anos poderemos ter evidências científicas do seu efeito no organismo humano, em vez de basearmos as decisões em opiniões intuitivas. Os ratos de laboratório lá se viram com os fígados e os rins alterados, mas esses por enquanto não contam.</p>
<p>Relativamente a alguns argumentos sobre as vantagens dos OGM, consultem estes sites:</p>
<p><a href="http://www.bulletins-electroniques.com/actualites/42766.htm" rel="nofollow">http://www.bulletins-electroniques.com/actualites/42766.htm</a></p>
<p>STUDY OF THE WEEK:<br />
ORGANIC FARMING CAN FEED THE WORLD<br />
A new University of Michigan study indicates that organic farming is more productive than chemical and energy intensive industrial agriculture. Researchers noted 293 examples in previous studies that corroborate the fact that organic farming is better than conventional, but pointed out that biased studies funded by chemical producers have clouded the public&#8217;s understanding of the issue. Corporate agribusiness has spent decades repeating the mantra that chemical intensive agriculture is necessary to feed the world. But according to the new report, &#8220;Model estimates indicate that organic methods could produce enough food on a global per capita basis to sustain the current human population, and potentially an even larger population, without increasing the agricultural land base.&#8221; Ivette Perfecto, a professor at the University of Michigan, said of the study, &#8220;My hope is that we can finally put a nail in the coffin of the idea that you can&#8217;t produce enough food through organic agriculture.&#8221;<br />
Learn more: <a href="http://www.organicconsumers.org/articles/article_5996.cfm" rel="nofollow">http://www.organicconsumers.org/articles/article_5996.cfm</a></p>
<p>ANOTHER STUDY OF THE WEEK:<br />
SCIENTISTS REVEAL THAT PESTICIDES ARE REDUCING CROP YIELDS BY ONE-THIRD<br />
The National Academy of Sciences dropped a bombshell on the agri-toxics lobby in June when it published a study indicating that pesticides are actually decreasing crop yields by one-third. Specifically, pesticides are killing important bacteria in the soil that naturally produce a useable form of nitrogen for plants, a necessary fertilizer. As the use of chemical pesticides has increased in the U.S., soil bacteria have been dramatically reduced, thereby creating an insatiable demand for petroleum-based fertilizers. In contrast, organic farming promotes a healthy living soil with increased crop yields.<br />
Learn more: <a href="http://www.organicconsumers.org/articles/article_5995.cfm" rel="nofollow">http://www.organicconsumers.org/articles/article_5995.cfm</a></p>
<p>Obrigada ao autor deste blog pelo que tem feito pelo esclarecimento do assunto. Aproveito também para agradecer a todos quantos têm posto o seu empenho e dedicado os seus tempos livres para informar os cidadãos sobre o verdadeiro estado da arte nesta questão.<br />
Este é um assunto que divide a comunidade científica. Não nos deixemos enganar pela grande campanha de difamação que foi posta em marcha: o próprio maniqueísmo primário de que se têm servido deveria deixar-nos de pé atrás (dum lado os cientistas cheios de certezas e garantias a lutar pelo futuro da humanidade e por outro uns miúdos que não se lavam, não estudam e têm a mania de ser do contra).</p>
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		<title>By: José Rui Fernandes</title>
		<link>http://www.sargacal.com/2007/08/27/o-pessimista-vs-os-tecno-optimistas-um-guia-para-os-perplexos/comment-page-1/#comment-3912</link>
		<dc:creator>José Rui Fernandes</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Sep 2007 00:09:19 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Osvaldo, dizia eu, que essa da contaminação recíproca, aceito como brincadeira, não como argumento. Porque senão, então tudo é argumento e eu nessa base, prefiro estar calado.

&lt;blockquote&gt;Podemos no entanto imaginar que o milho transgénico se “solte” na natureza.&lt;/blockquote&gt;
Já li não sei onde que no México já se soltou.
Cá não vê milho como invasor, porque o milho não é de cá e não se naturalizou. Aliás, em termos agrícolas, desconheço invasores -- e se o fossem, resolveriam algum do problema económico do país (colheitas grátis).
No entanto aqui há uns tempos, na discussão de invasores, fiquei muito surpreendido com o tomate &#039;alicante&#039; estar referênciado como invasor na Polónia. Tenho cá e nunca vi nada, mas também não é por isso que coloco em causa as conclusões das autoridades polacas.

&lt;blockquote&gt;Como é evidente, é impossível viver num mundo sem contaminações.&lt;/blockquote&gt;
Isso é de facto muito evidente. O que já não é tão evidente é a razão de se não se evitarem algumas contaminações facilmente evitáveis. Também não acho muito evidente, e lá está, ninguém explica, porque se há-de aceitar esta contaminação em particular. Os chineses (e não só) também querem fabricar produtos com elevado teor de chumbo e ao que consta, isso cai mal na sociedade.

&lt;blockquote&gt;A questão da carne de vaca não transgénica mas alimentada com transgénicos:
- É idêntica à alimentada com milho normal&lt;/blockquote&gt;
Eu acho que é uma questão em aberto e de conclusões porventura longínquas para serem práticas (ou melhor são práticas, mas só para um lado). Apesar disso, considero um assunto um tanto ou quanto lateral, porque já avançou uns não sei quantos passos sobre o assunto central, o que é aliás o objectivo de empresas como a Monsanto. O milho existe e tem que servir para alguma coisa. Se é para o gado ou para pipocas, não interessa. O que interessa é fixar firmemente o pé na porta.

&lt;blockquote&gt;Sobre sabores, acredito sinceramente que tenha razão.&lt;/blockquote&gt;
Quando a Monsanto lançar os seus morangos com &quot;verdadeiro sabor a morango&quot;, aqui o Osvaldo também se converte aos transgénicos na questão dos sabores.

&lt;blockquote&gt;E seria interessante também saber quantos europeus é que sabem o que são transgénicos&lt;/blockquote&gt;
As estatísticas contra os transgénicos são bastante conhecidas e não servem para nada porque vão contra os interesses do momento dos governos nacionais e UE. Aliás essa grande entidade que é a opinião pública, além de manipulações várias, vai servindo para muito pouco. E quando serve veja-se o resultado -- por exemplo do destino de vários assuntos que a sociedade civil leva ao parlamento por força de lei e assinaturas --, se não fosse trágico eu ria-me.

Também me diverte o facto de lhe surgir a preocupação da erudição europeia sobre os transgénicos. Já reparou que as suas opiniões e os seus argumentos estão totalmente subjugados ao paradigma social dominante? Não é só amor à ciência e ao mercado, porque eu também gosto muito da ciência e do mercado qb. Liberte-se disso e tente colocar-se do outro lado (se possível em vários lados).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Osvaldo, dizia eu, que essa da contaminação recíproca, aceito como brincadeira, não como argumento. Porque senão, então tudo é argumento e eu nessa base, prefiro estar calado.</p>
<blockquote><p>Podemos no entanto imaginar que o milho transgénico se “solte” na natureza.</p></blockquote>
<p>Já li não sei onde que no México já se soltou.<br />
Cá não vê milho como invasor, porque o milho não é de cá e não se naturalizou. Aliás, em termos agrícolas, desconheço invasores &#8212; e se o fossem, resolveriam algum do problema económico do país (colheitas grátis).<br />
No entanto aqui há uns tempos, na discussão de invasores, fiquei muito surpreendido com o tomate &#8216;alicante&#8217; estar referênciado como invasor na Polónia. Tenho cá e nunca vi nada, mas também não é por isso que coloco em causa as conclusões das autoridades polacas.</p>
<blockquote><p>Como é evidente, é impossível viver num mundo sem contaminações.</p></blockquote>
<p>Isso é de facto muito evidente. O que já não é tão evidente é a razão de se não se evitarem algumas contaminações facilmente evitáveis. Também não acho muito evidente, e lá está, ninguém explica, porque se há-de aceitar esta contaminação em particular. Os chineses (e não só) também querem fabricar produtos com elevado teor de chumbo e ao que consta, isso cai mal na sociedade.</p>
<blockquote><p>A questão da carne de vaca não transgénica mas alimentada com transgénicos:<br />
- É idêntica à alimentada com milho normal</p></blockquote>
<p>Eu acho que é uma questão em aberto e de conclusões porventura longínquas para serem práticas (ou melhor são práticas, mas só para um lado). Apesar disso, considero um assunto um tanto ou quanto lateral, porque já avançou uns não sei quantos passos sobre o assunto central, o que é aliás o objectivo de empresas como a Monsanto. O milho existe e tem que servir para alguma coisa. Se é para o gado ou para pipocas, não interessa. O que interessa é fixar firmemente o pé na porta.</p>
<blockquote><p>Sobre sabores, acredito sinceramente que tenha razão.</p></blockquote>
<p>Quando a Monsanto lançar os seus morangos com &#8220;verdadeiro sabor a morango&#8221;, aqui o Osvaldo também se converte aos transgénicos na questão dos sabores.</p>
<blockquote><p>E seria interessante também saber quantos europeus é que sabem o que são transgénicos</p></blockquote>
<p>As estatísticas contra os transgénicos são bastante conhecidas e não servem para nada porque vão contra os interesses do momento dos governos nacionais e UE. Aliás essa grande entidade que é a opinião pública, além de manipulações várias, vai servindo para muito pouco. E quando serve veja-se o resultado &#8212; por exemplo do destino de vários assuntos que a sociedade civil leva ao parlamento por força de lei e assinaturas &#8211;, se não fosse trágico eu ria-me.</p>
<p>Também me diverte o facto de lhe surgir a preocupação da erudição europeia sobre os transgénicos. Já reparou que as suas opiniões e os seus argumentos estão totalmente subjugados ao paradigma social dominante? Não é só amor à ciência e ao mercado, porque eu também gosto muito da ciência e do mercado qb. Liberte-se disso e tente colocar-se do outro lado (se possível em vários lados).</p>
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