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	<title>Comments on: O futuro (do&#160;país)</title>
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	<description>Um diário hortícola</description>
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		<title>By: José Rui Fernandes</title>
		<link>http://www.sargacal.com/2008/02/23/o-futuro-do-pais/comment-page-1/#comment-4256</link>
		<dc:creator>José Rui Fernandes</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Mar 2008 21:14:05 +0000</pubDate>
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		<description>Cara Katia, acabei de ouvir na SIC Notícias o Mário Crespo a referir-se a Portugal como o país que mais gasta em educação na União Europeia. Portanto, não sou o único a achar isso. Deve haver algum fundo de verdade nestas &quot;bocas&quot; que pessoas como eu mandam.

Quanto ao Doutor Salazar e parafraseando-o, uma bofetada dada a tempo,  resolvia muitos dos problemas a que lamentavelmente assistimos nas últimas semanas que estão generalizados e como é óbvio seriam impensáveis no tempo dele. Essa história do se ressuscitasse ou deixasse de ressuscitar, não me interessa nada.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Cara Katia, acabei de ouvir na SIC Notícias o Mário Crespo a referir-se a Portugal como o país que mais gasta em educação na União Europeia. Portanto, não sou o único a achar isso. Deve haver algum fundo de verdade nestas &#8220;bocas&#8221; que pessoas como eu mandam.</p>
<p>Quanto ao Doutor Salazar e parafraseando-o, uma bofetada dada a tempo,  resolvia muitos dos problemas a que lamentavelmente assistimos nas últimas semanas que estão generalizados e como é óbvio seriam impensáveis no tempo dele. Essa história do se ressuscitasse ou deixasse de ressuscitar, não me interessa nada.</p>
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		<title>By: Katia</title>
		<link>http://www.sargacal.com/2008/02/23/o-futuro-do-pais/comment-page-1/#comment-4255</link>
		<dc:creator>Katia</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Mar 2008 15:47:36 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;Já acabou o curso! Então e o estudo comparativo que mencionei? E outros? E o laxismo? Facilitismo? Incompetência? Abstencionismo? Os manuais? As instalações? É uma lista interminável…
Olhe, ainda bem que o sistema de ensino português está bem e rcomenda-se. O futuro está assegurado. Como dizia o outro comentador — já nasci velho.

(...)

Pago para isso tudo que menciona, mas não utilizo. Ou utilizo pouco. Em virtude da minha enorme crença no sistema português de ensino, temos os filhos no colégio alemão. Ou pensava que era só criticar? Eu critico, tenho olhos e ouvidos e tiro as minhas conclusões (que mais uma vez, não são só minhas) e depois faço como os americanos — “coloco o dinheiro onde coloco a boca”, enquanto tiver essa possibilidade. Criticar não é fácil e custa-me dinheiro. As escolas portuguesas são fábricas de ignorância.&quot;

ai est´a demonstração de que o problema não é apenas do sitema de ensino. Não digo que o sistema seja perfeito, pelo contrário, como já referi precisa de ser adptado às novas exigências educativas. Mas, também é um problema de família e sociedade. A educação compete à família, ao estado e à sociedade. E em Portugal, todos têm falhado, a sociedade logo no topo, acima dos outros. A educação traduzida no &quot;dar o exemplo&quot; tem sido esquecida ou descuidada e outros aspectos como a educação para a responsabilidade e para o trabalho. A sociedade portuguesa no geral (há grupos de individuos que não fazem parte desta generalidade) pode ser classificada como ignorante, e a responsabilidade não é apenas da escola, aliás, se reparar bem, quanto menor o grau de habilitações de um português, maior a sua ignorância (salvo excepções).

Acima falou-se em livros. Daí posso partir para um caso real. Durante o período em que frequentei o ensino secundário era criticada. O motivo é simples, eu lia e ainda por cima com regularidade e livros que nada tinham a ver recomendações de professores. Ler para os meus colegas de turma/escola era classificado como um hábito de &quot;débeis mentais anti-sociais&quot; ou de &quot;ratos de biblioteca que não têm mais nada que fazer&quot;. Não me parece que tenha sido a escola que lhes tenha metido aquelas ideias na cabeça. Se bem que, tenho de admitir, a escola falhou (e continua a falhar) no que diz respeito à criação de incentivos à leitura.

A Constituição da Republica Portuguesa consubstanciava o socialismo de tipo marxista no texto original de 1976 mas, deram-se alterações substanciais nas várias revisões constitucionais que foram alterando essas disposições.

&quot;Já fui promovido. Eu não defendo nem deixo de defender. Não me escandalizo cada vez que alguém encontra um ponto no antigo regime mais positivo que hoje. O tempo não anda para trás, mesmo que andasse os tempos são outros, é assunto que em última análise não me interessa na prática.
Agora, quando se trata de comparar Salazar com a generalidade dos políticos de hoje designadamente o primeiro ministro, é como comparar um CPU (processador) com o C3PO (o robô diplomata do Star Wars) e estou a ser extremamente generoso. O C3PO tinha alguns defeitos, mas falava milhões de idiomas.&quot;

Não o promovi a defensor de Salazar. Valorizou alguns aspectos do regime de Salazar e por isso referi os defensores de Salazar mas, refiro-me a esse grupo de novos defensores no geral, não a ninguém especificamente.

A mim escandaliza-me que achem que, se Salazar agora ressucitasse, chegava ao poder e punha o sistema a funcionar às mil maravilhas e de seguida o país. Como referiu, &quot;o tempo não anda para trás&quot;, hoje as regras do jogo são bem diferentes, não se resolvem com as soluções do passado. Também me faz alguma confusão os elogios feitos a Salazar sem base de sustentação, vivemos numa era que chama de &quot;era da informação&quot;, tem-se acesso a várias bibliotecas, livrarias e cada vez mais à Internet mas, os discursos são &quot;à antiga&quot; fundamenta-se no que se ouviu por aí e no pouco que ficou na memória e repete-se incessantemente a ladainha até que os outros digam &quot;tem razão&quot;.

Uma gande diferença separa os actuais políticos dos do tempo de Salazar, os actuais chegaram ao poder por via da soberania popular, muitos do tempo de Salazar chegaram ao poder por via do poder dos que já lá tinham poleiro. Os restantes pormenores não os comparo, não sei se Salazar era muito diferente dos políticos da actualidade, os tempos são diferentes e isso faz toda a diferença.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Já acabou o curso! Então e o estudo comparativo que mencionei? E outros? E o laxismo? Facilitismo? Incompetência? Abstencionismo? Os manuais? As instalações? É uma lista interminável…<br />
Olhe, ainda bem que o sistema de ensino português está bem e rcomenda-se. O futuro está assegurado. Como dizia o outro comentador — já nasci velho.</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>Pago para isso tudo que menciona, mas não utilizo. Ou utilizo pouco. Em virtude da minha enorme crença no sistema português de ensino, temos os filhos no colégio alemão. Ou pensava que era só criticar? Eu critico, tenho olhos e ouvidos e tiro as minhas conclusões (que mais uma vez, não são só minhas) e depois faço como os americanos — “coloco o dinheiro onde coloco a boca”, enquanto tiver essa possibilidade. Criticar não é fácil e custa-me dinheiro. As escolas portuguesas são fábricas de ignorância.&#8221;</p>
<p>ai est´a demonstração de que o problema não é apenas do sitema de ensino. Não digo que o sistema seja perfeito, pelo contrário, como já referi precisa de ser adptado às novas exigências educativas. Mas, também é um problema de família e sociedade. A educação compete à família, ao estado e à sociedade. E em Portugal, todos têm falhado, a sociedade logo no topo, acima dos outros. A educação traduzida no &#8220;dar o exemplo&#8221; tem sido esquecida ou descuidada e outros aspectos como a educação para a responsabilidade e para o trabalho. A sociedade portuguesa no geral (há grupos de individuos que não fazem parte desta generalidade) pode ser classificada como ignorante, e a responsabilidade não é apenas da escola, aliás, se reparar bem, quanto menor o grau de habilitações de um português, maior a sua ignorância (salvo excepções).</p>
<p>Acima falou-se em livros. Daí posso partir para um caso real. Durante o período em que frequentei o ensino secundário era criticada. O motivo é simples, eu lia e ainda por cima com regularidade e livros que nada tinham a ver recomendações de professores. Ler para os meus colegas de turma/escola era classificado como um hábito de &#8220;débeis mentais anti-sociais&#8221; ou de &#8220;ratos de biblioteca que não têm mais nada que fazer&#8221;. Não me parece que tenha sido a escola que lhes tenha metido aquelas ideias na cabeça. Se bem que, tenho de admitir, a escola falhou (e continua a falhar) no que diz respeito à criação de incentivos à leitura.</p>
<p>A Constituição da Republica Portuguesa consubstanciava o socialismo de tipo marxista no texto original de 1976 mas, deram-se alterações substanciais nas várias revisões constitucionais que foram alterando essas disposições.</p>
<p>&#8220;Já fui promovido. Eu não defendo nem deixo de defender. Não me escandalizo cada vez que alguém encontra um ponto no antigo regime mais positivo que hoje. O tempo não anda para trás, mesmo que andasse os tempos são outros, é assunto que em última análise não me interessa na prática.<br />
Agora, quando se trata de comparar Salazar com a generalidade dos políticos de hoje designadamente o primeiro ministro, é como comparar um CPU (processador) com o C3PO (o robô diplomata do Star Wars) e estou a ser extremamente generoso. O C3PO tinha alguns defeitos, mas falava milhões de idiomas.&#8221;</p>
<p>Não o promovi a defensor de Salazar. Valorizou alguns aspectos do regime de Salazar e por isso referi os defensores de Salazar mas, refiro-me a esse grupo de novos defensores no geral, não a ninguém especificamente.</p>
<p>A mim escandaliza-me que achem que, se Salazar agora ressucitasse, chegava ao poder e punha o sistema a funcionar às mil maravilhas e de seguida o país. Como referiu, &#8220;o tempo não anda para trás&#8221;, hoje as regras do jogo são bem diferentes, não se resolvem com as soluções do passado. Também me faz alguma confusão os elogios feitos a Salazar sem base de sustentação, vivemos numa era que chama de &#8220;era da informação&#8221;, tem-se acesso a várias bibliotecas, livrarias e cada vez mais à Internet mas, os discursos são &#8220;à antiga&#8221; fundamenta-se no que se ouviu por aí e no pouco que ficou na memória e repete-se incessantemente a ladainha até que os outros digam &#8220;tem razão&#8221;.</p>
<p>Uma gande diferença separa os actuais políticos dos do tempo de Salazar, os actuais chegaram ao poder por via da soberania popular, muitos do tempo de Salazar chegaram ao poder por via do poder dos que já lá tinham poleiro. Os restantes pormenores não os comparo, não sei se Salazar era muito diferente dos políticos da actualidade, os tempos são diferentes e isso faz toda a diferença.</p>
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		<title>By: José Rui Fernandes</title>
		<link>http://www.sargacal.com/2008/02/23/o-futuro-do-pais/comment-page-1/#comment-4252</link>
		<dc:creator>José Rui Fernandes</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Mar 2008 15:31:01 +0000</pubDate>
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		<description>Cara Katia, não a consigo acompanhar na utilização super-abundante das palavras. Mas aprecio os seus comentários e agradeço que continue a passar por cá.

&lt;blockquote&gt;Um universitário, um único.&lt;/blockquote&gt;
Já acabou o curso! Então e o estudo comparativo que mencionei? E outros? E o laxismo? Facilitismo? Incompetência? Abstencionismo? Os manuais? As instalações? É uma lista interminável...
Olhe, ainda bem que o sistema de ensino português está bem e rcomenda-se. O futuro está assegurado. Como dizia o outro comentador -- já nasci velho.

Agora lembrei-me de duas histórias ligadas à geometria descritiva. Numa instituição de ensino superior privada que frequentei (depois de ter andado numa pública -- ou seja, pude comparar), os alunos uma vez correram com um professor porque dava matemática numa disciplina chamada &quot;organização da produção industrial&quot;; outra vez revoltaram-se porque o de geometria descritiva era muito exigente (eu só tirava mais de 19, também andava a chover naquela parada, modéstia à parte). Um belo dia boicotaram (literalmente) o exame, só eu (19,6) e mais dois colegas o fizemos -- passou tudo!
E não sei se se lembra, mas nas Belas Artes do Porto, uma vez houve um motim porque na geometria descritiva não passava ninguém e os alunos eram às centenas. Será eventualmente a única disciplina a obrigar a algum &quot;estudo&quot;.

Pago para isso tudo que menciona, mas não utilizo. Ou utilizo pouco. Em virtude da minha enorme crença no sistema português de ensino, temos os filhos no colégio alemão. Ou pensava que era só criticar? Eu critico, tenho olhos e ouvidos e tiro as minhas conclusões (que mais uma vez, não são só minhas) e depois faço como os americanos -- &quot;coloco o dinheiro onde coloco a boca&quot;, enquanto tiver essa possibilidade. Criticar não é fácil e custa-me dinheiro. As escolas portuguesas são fábricas de ignorância.

&lt;blockquote&gt;Aliás, ainda hoje a Constituição da Republica Portuguesa tem um artigo inspirado no regime de Salazar que limita a liberdade de associação, nele está contida a proibição organizações fascistas ou que perfilhem a ideologia fascista (art. 46.º, n.º 4 da CRP).&lt;/blockquote&gt;
Valha-nos esse! Porque o resto já merecia uma revisão há muito tempo. Os tempos do PREC já acabaram. Só fala em países modernos e tendo oportunidade de dissertar sobre a nossa &quot;moderna&quot; constituição, só fala em Salazar (mas gostei da nuance do inspirado no regime de Salazar -- eu andava aqui a pensar que a nossa constituição, incluindo esse artigo, porque é toda, era de inspiração comunista/socialista --, mas ainda bem que me ensina esses pormenores).

&lt;blockquote&gt;Há várias formas de ser-se negativo sem recorrer a palavras negativas.&lt;/blockquote&gt;
Não é o meu estilo. Eu tento sempre ser bastante negativo.
Já a Katia, procura sempre o positivo, tenho reparado. Mesmo quando não há lá nada. E desconfio que discutiria o que eu digo e o seu inverso com a mesma dedicação.

&lt;blockquote&gt;se os defendores de Salazar&lt;/blockquote&gt;
Já fui promovido. Eu não defendo nem deixo de defender. Não me escandalizo cada vez que alguém encontra um ponto no antigo regime mais positivo que hoje. O tempo não anda para trás, mesmo que andasse os tempos são outros, é assunto que em última análise não me interessa na prática.
Agora, quando se trata de comparar Salazar com a generalidade dos políticos de hoje designadamente o primeiro ministro, é como comparar um CPU (processador) com o C3PO (o robô diplomata do Star Wars) e estou a ser extremamente generoso. O C3PO tinha alguns defeitos, mas falava milhões de idiomas.

&lt;blockquote&gt;a censura, um dos elementos mais relevantes das políticas de Salazar que, mostra bem até onde foi a esperteza daquele político&lt;/blockquote&gt;
Tem a certeza disto? A pergunta é retórica, obviamente tem a certeza de tudo que escreve. Só para que conste, não vejo aí uma esperteza por aí além, para político.

&lt;blockquote&gt;Até hoje não foi criado um sistema perfeito.&lt;/blockquote&gt;
Os sistemas são pessoas. Ontem agradou-me muito ouvir um senhor num programa da SICN (Expresso da Meia-Noite?) dizer que não se devia falar em repartição, câmara, etc., mas sim em fulano e sicrano da repartição, da câmara. Por exemplo, não é a CML que tem dívidas gargantuanas -- foram os presidentes a, b e c   vereadores, etc. y, z, que contrairam dívidas, não as pagaram nem asseguraram meios para as pagar.
Talvez assim houvesse alguma vergonha na cara, mais transparência e moralidade na vida pública.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Cara Katia, não a consigo acompanhar na utilização super-abundante das palavras. Mas aprecio os seus comentários e agradeço que continue a passar por cá.</p>
<blockquote><p>Um universitário, um único.</p></blockquote>
<p>Já acabou o curso! Então e o estudo comparativo que mencionei? E outros? E o laxismo? Facilitismo? Incompetência? Abstencionismo? Os manuais? As instalações? É uma lista interminável&#8230;<br />
Olhe, ainda bem que o sistema de ensino português está bem e rcomenda-se. O futuro está assegurado. Como dizia o outro comentador &#8212; já nasci velho.</p>
<p>Agora lembrei-me de duas histórias ligadas à geometria descritiva. Numa instituição de ensino superior privada que frequentei (depois de ter andado numa pública &#8212; ou seja, pude comparar), os alunos uma vez correram com um professor porque dava matemática numa disciplina chamada &#8220;organização da produção industrial&#8221;; outra vez revoltaram-se porque o de geometria descritiva era muito exigente (eu só tirava mais de 19, também andava a chover naquela parada, modéstia à parte). Um belo dia boicotaram (literalmente) o exame, só eu (19,6) e mais dois colegas o fizemos &#8212; passou tudo!<br />
E não sei se se lembra, mas nas Belas Artes do Porto, uma vez houve um motim porque na geometria descritiva não passava ninguém e os alunos eram às centenas. Será eventualmente a única disciplina a obrigar a algum &#8220;estudo&#8221;.</p>
<p>Pago para isso tudo que menciona, mas não utilizo. Ou utilizo pouco. Em virtude da minha enorme crença no sistema português de ensino, temos os filhos no colégio alemão. Ou pensava que era só criticar? Eu critico, tenho olhos e ouvidos e tiro as minhas conclusões (que mais uma vez, não são só minhas) e depois faço como os americanos &#8212; &#8220;coloco o dinheiro onde coloco a boca&#8221;, enquanto tiver essa possibilidade. Criticar não é fácil e custa-me dinheiro. As escolas portuguesas são fábricas de ignorância.</p>
<blockquote><p>Aliás, ainda hoje a Constituição da Republica Portuguesa tem um artigo inspirado no regime de Salazar que limita a liberdade de associação, nele está contida a proibição organizações fascistas ou que perfilhem a ideologia fascista (art. 46.º, n.º 4 da CRP).</p></blockquote>
<p>Valha-nos esse! Porque o resto já merecia uma revisão há muito tempo. Os tempos do PREC já acabaram. Só fala em países modernos e tendo oportunidade de dissertar sobre a nossa &#8220;moderna&#8221; constituição, só fala em Salazar (mas gostei da nuance do inspirado no regime de Salazar &#8212; eu andava aqui a pensar que a nossa constituição, incluindo esse artigo, porque é toda, era de inspiração comunista/socialista &#8211;, mas ainda bem que me ensina esses pormenores).</p>
<blockquote><p>Há várias formas de ser-se negativo sem recorrer a palavras negativas.</p></blockquote>
<p>Não é o meu estilo. Eu tento sempre ser bastante negativo.<br />
Já a Katia, procura sempre o positivo, tenho reparado. Mesmo quando não há lá nada. E desconfio que discutiria o que eu digo e o seu inverso com a mesma dedicação.</p>
<blockquote><p>se os defendores de Salazar</p></blockquote>
<p>Já fui promovido. Eu não defendo nem deixo de defender. Não me escandalizo cada vez que alguém encontra um ponto no antigo regime mais positivo que hoje. O tempo não anda para trás, mesmo que andasse os tempos são outros, é assunto que em última análise não me interessa na prática.<br />
Agora, quando se trata de comparar Salazar com a generalidade dos políticos de hoje designadamente o primeiro ministro, é como comparar um CPU (processador) com o C3PO (o robô diplomata do Star Wars) e estou a ser extremamente generoso. O C3PO tinha alguns defeitos, mas falava milhões de idiomas.</p>
<blockquote><p>a censura, um dos elementos mais relevantes das políticas de Salazar que, mostra bem até onde foi a esperteza daquele político</p></blockquote>
<p>Tem a certeza disto? A pergunta é retórica, obviamente tem a certeza de tudo que escreve. Só para que conste, não vejo aí uma esperteza por aí além, para político.</p>
<blockquote><p>Até hoje não foi criado um sistema perfeito.</p></blockquote>
<p>Os sistemas são pessoas. Ontem agradou-me muito ouvir um senhor num programa da SICN (Expresso da Meia-Noite?) dizer que não se devia falar em repartição, câmara, etc., mas sim em fulano e sicrano da repartição, da câmara. Por exemplo, não é a CML que tem dívidas gargantuanas &#8212; foram os presidentes a, b e c   vereadores, etc. y, z, que contrairam dívidas, não as pagaram nem asseguraram meios para as pagar.<br />
Talvez assim houvesse alguma vergonha na cara, mais transparência e moralidade na vida pública.</p>
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		<title>By: Katia</title>
		<link>http://www.sargacal.com/2008/02/23/o-futuro-do-pais/comment-page-1/#comment-4251</link>
		<dc:creator>Katia</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Mar 2008 12:44:42 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;São fracas. Mas neste caso OCDE. Em 2003 (serve?) Portugal investiu 5,9% do PIB (0,1% privado), a Irlanda 4,4% do PIB.&quot;

Pois... 2003. E os outros 30 anos? Parece-me que n~ºao tomou muita atenção aos dados que me dei ao trabalho de deixar anteriormente relativamente`à Irlanda. Não vou perder tempo a reescrever o que já escrevi de modo claro. Se não quer perceber o motivo porque Portugal, investiu mais nos últimos anos do que a Irlanda, o problema não é meu. Tem a informação de que necessita e ainda pode arranjar mais através do google.


&quot;No estudo que mencionei. E outros. E na prática. Entra-se na faculdade sem saber escrever em português (o mínimo). Ou quase o “inverso” — um dia destes um universitário de letras a dar-me o troco de um livro que adquiri, do género 20,00€-19,95€=0,05€, puxou de máquina de calcular. Devo ter emitido algum grunhido porque me disse que matemática não era a sua área… Bem, quando uma conta destas é elevada ao estatuto de “matemática”, já não digo nada.&quot;

Um universitário, um único. Não é quantidade suficiente para englobar uma amostra do conjunto. Aliás, esse é o tipo de discussão que não pode simplesmente ser discutida como se discute a vida do personagem de telenovela. Os alunos são uns agentes no meio de tantos outros, não podem ser apenas os únicos a ser responsabilizados. Se um aluno chega ao ensino universitário sem saber escrever minimamente na língua materna, o sistema também tem responsabilidade no problema. Um aluno que não sabe escrever minimamente na língua em que se expressou durante anos no sistema de ensino não deveria ter a possibilidade de chegar a tão elevado nível desse mesmo sistema.

&quot;Muito difícil! É um trabalho que nunca acaba.&quot;

Dificil é criticar com pernas, pés, cabeça e conhecimentos sólidos. Criticar com uma ou outra palavra qualquer, é muito fácil e até absolutamente desnecessário. Escrever &quot;Os alunos são ignorantes.&quot; é muito fácil. Escrever sobre os alunos, suas falhas, sistema de ensino, sociedade, de modo bem fundamentado e conhecedor é muito dificil.

&quot;O peso do Estado em 1974 era 19-20% (com a guerra colonial). Hoje uns 46-47%, na mais bovina paz. 15% em 1954. Não sei de que aumento de impostos está a falar. Uma das fontes (é fraca, Pedro Arroja no Vida Económica).&quot;

Uma das fontes.... e as outras? O peso do estado é um dado. O peso do estado por via do aumento do peso do estado social é o mesmo dado mas com acréscimo de elementos que ajudam a perceber o motivo do problema. Presumo que dispensasse com agrado o sistema de saúde, o distema de educação, o sistema de segurança social, etc., é que se olhar para trás, para o tempo de Salazar pouco disso vai ver. Não sabe de que aumento de impostos estava a falar? Estava a falar do aumento de impostos efectuado pelo estado a mando de Salazar com vista a acabar com o défice público que existia à data. Ou pensava que Salazar tinha acabado com o défice público com auxilio do espírito santo? Salazar era um tipo que sabia muito bem o que fazia, soube aproveitar bem aquilo que tinha e dar a volta, conseguiu ter um poder igual ao de monarcas de nivel absolutista, apesar de governar uma república e ainda hoje (quando é impensável que um político tenha grande poder) é elogiado.

&quot;Como sabe, isso é contestado. Quanto ao modelo liberal, um Estado com 19% de peso na vida dos cidadãos é infinitamente mais liberal que um com 46%.&quot;

É inegável que Salazar foi fortemente inspirado no modelo fascista. Tem algumas variações, decorrentes das ideias concretas de Salazar, mas, como a história foi mostrou os modelos políticos apresentam sempre variações consoante quem os colocou em prática, permanecendo algumas das linhas gerais que os ligam. Salazar impôs a sua forma de fascismo, isso é inegável. Aliás, ainda hoje a Constituição da Republica Portuguesa tem um artigo inspirado no regime de Salazar que limita a liberdade de associação, nele está contida a proibição organizações fascistas ou que perfilhem a ideologia fascista (art. 46.º, n.º 4 da CRP).

&quot;Já cá faltava a censura e a PIDE, tudo porque eu disse que não vejo nenhuma viabilidade para o país, tal como se apresenta. Obviamente, as nacionalizações em nada influenciaram o estado do país — aliás não havia nada para nacionalizar, só agricultura de subsistência. Esses livros que lê (já agora, quais são?) dão uma imagem do país exacta, disso não tenho dúvida.&quot;

Claro, se os defendores de Salazar se apoiam na eliminação do défice, os opositores não podem deixar de referir a censura, um dos elementos mais relevantes das políticas de Salazar que, mostra bem até onde foi a esperteza daquele político, para garantir os seus fins. Não percebo a que propósito se refere a nacionalizações, até agora não as tinha referido, à excepção do caso semelhante ao do BCP, ocorrido recentemente. Mas se quer saber, as nacionalizações influenciam bastante a economia, que por sua vez, influencia bastante o estado do país, talvez deva consultar uns livros sobre economia, lá está tudo explicado, desde ineficiências a burocracia, a falhas de eficiência, etc. O estado deve interferir o menos possível na economia, é sabido. Havia mais do que agricultura da subsistência, havia indústria e serviços (a título de exemplo, por Salazar foi nacionalizada a companhia Telefones de Lisboa e do Porto).

Actualmente, os livros que leio não interessam muito para a discussão, já referi que o tempo não é muito, a leitura é com fins profissionais ou lúdicos. Portanto, o que li de história foi há uns anos atrás, como tal, é impossível ainda saber o nome dos livros que li sobre o assunto, de entre tantos que leio todos os anos, ficam as memórias dos livros que começam com &quot;história de...&quot; e &quot;estado novo...&quot; e os mais desconhecidos manuais de Direito Constitucional dos conhecidos constitucionalistas J.J.G. Canotilho, Marcello Caetano e Jorge Miranda. Até porque, a maioria dos livros especificamente sobre Salazar são de produção recente.

Aliás, ainda bem que falou em bibliografia porque, assim fui ao manual de Direito Constitucional de Canotilho confirmar, e aí consta o seguinte:

&quot;A nossa ditadura aproxima-se, evidentemente, da ditadura fascista pelo reforço da autoridade, guerra declarada a certos princípios da democracia, pelo seu carácter nacional, pela sua preocupação de ordem nacional. Afasta-se dela, contudo, pelos processos de renovação. (...)&quot; - Oliveira Salazar

&quot;Só é pena que em termos relativos de atraso à média europeia, em 2005, voltamos aos níveis de 74. E apenas subimos ligeiramente nos tempos de Cavaco Silva. Hoje devemos estar um ou dois pontos abaixo dos valores de 74. O INE um dia destes divulga os números de 2006.&quot;

O tempo não pára. Os tempos mudam e as regras também. No entanto, muitos portugueses parecem esperar que o tempo não mude, que as regras não mudem e enquanto assim for, Portugal não irá mudar e consequentemente irá ficar progressivamente para trás daqueles que acolhem a mudança. Hoje, muitos  portugueses vivem em economia de mercado mas continuam a criticar e pedir auxílio ao estado nos momentos de aflição, quando é deles que devem partir as soluções. É um problema de sociedade, de mentalidade, etc. O mercado precisa mais dos privados do que do estado, se portugal está tão em baixo é porque o mercado tem recebido pouco dos privados (pouco trabalho, muita aversão risco, pouco investimento, etc.). No entanto, continua a não ser impossível alcançar outros países europeus, é uma questão de mudança.

&quot;Nunca disse o contrário.&quot;

Há várias formas de de negar sem dizer não. Há várias formas de ser-se negativo sem recorrer a palavras negativas. Na internet, as conversas não permitem avaliar a pessoa com a qual se está a dialogar, por isso, a única maneira de perceber o que a outra pessoa quer dizer é pela interpretação do que esta terá escrito. A minha interpretação quanto à sua opinião quanto aos impostos é clara. Se está errada, tem como a contrariar, através das palavras.

&quot;Este não é um deles. Aliás, nos moldes actuais empobrece toda a gente e em última análise é insustentável.&quot;

Até hoje não foi criado um sistema perfeito. O estado social é o melhor sistema dos que foram criados. Os moldes são bons, a aplicação prática é que não. E muito se tem feito para a melhorar. Enquanto vai escrevendo no blog, teóricos nas suas &quot;torres de marfim&quot; procuram soluções para os problemas de aplicação do modelo de estado social. Não, o estado social não empobrece toda a gente e é por isso que a maioria dos países desenvolvidos ainda não desistiu dele, o estado social é a única forma de garantir os direitos sociais, sem ele as desigualdades sociais poderiam ser ainda mais severas, como já foram no passado, sem ele a pobreza poderia vir a ser bastante agravada, como acontece nos países onde o modelo de estado social não foi implementado ou está reduzido a muito pouco.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;São fracas. Mas neste caso OCDE. Em 2003 (serve?) Portugal investiu 5,9% do PIB (0,1% privado), a Irlanda 4,4% do PIB.&#8221;</p>
<p>Pois&#8230; 2003. E os outros 30 anos? Parece-me que n~ºao tomou muita atenção aos dados que me dei ao trabalho de deixar anteriormente relativamente`à Irlanda. Não vou perder tempo a reescrever o que já escrevi de modo claro. Se não quer perceber o motivo porque Portugal, investiu mais nos últimos anos do que a Irlanda, o problema não é meu. Tem a informação de que necessita e ainda pode arranjar mais através do google.</p>
<p>&#8220;No estudo que mencionei. E outros. E na prática. Entra-se na faculdade sem saber escrever em português (o mínimo). Ou quase o “inverso” — um dia destes um universitário de letras a dar-me o troco de um livro que adquiri, do género 20,00€-19,95€=0,05€, puxou de máquina de calcular. Devo ter emitido algum grunhido porque me disse que matemática não era a sua área… Bem, quando uma conta destas é elevada ao estatuto de “matemática”, já não digo nada.&#8221;</p>
<p>Um universitário, um único. Não é quantidade suficiente para englobar uma amostra do conjunto. Aliás, esse é o tipo de discussão que não pode simplesmente ser discutida como se discute a vida do personagem de telenovela. Os alunos são uns agentes no meio de tantos outros, não podem ser apenas os únicos a ser responsabilizados. Se um aluno chega ao ensino universitário sem saber escrever minimamente na língua materna, o sistema também tem responsabilidade no problema. Um aluno que não sabe escrever minimamente na língua em que se expressou durante anos no sistema de ensino não deveria ter a possibilidade de chegar a tão elevado nível desse mesmo sistema.</p>
<p>&#8220;Muito difícil! É um trabalho que nunca acaba.&#8221;</p>
<p>Dificil é criticar com pernas, pés, cabeça e conhecimentos sólidos. Criticar com uma ou outra palavra qualquer, é muito fácil e até absolutamente desnecessário. Escrever &#8220;Os alunos são ignorantes.&#8221; é muito fácil. Escrever sobre os alunos, suas falhas, sistema de ensino, sociedade, de modo bem fundamentado e conhecedor é muito dificil.</p>
<p>&#8220;O peso do Estado em 1974 era 19-20% (com a guerra colonial). Hoje uns 46-47%, na mais bovina paz. 15% em 1954. Não sei de que aumento de impostos está a falar. Uma das fontes (é fraca, Pedro Arroja no Vida Económica).&#8221;</p>
<p>Uma das fontes&#8230;. e as outras? O peso do estado é um dado. O peso do estado por via do aumento do peso do estado social é o mesmo dado mas com acréscimo de elementos que ajudam a perceber o motivo do problema. Presumo que dispensasse com agrado o sistema de saúde, o distema de educação, o sistema de segurança social, etc., é que se olhar para trás, para o tempo de Salazar pouco disso vai ver. Não sabe de que aumento de impostos estava a falar? Estava a falar do aumento de impostos efectuado pelo estado a mando de Salazar com vista a acabar com o défice público que existia à data. Ou pensava que Salazar tinha acabado com o défice público com auxilio do espírito santo? Salazar era um tipo que sabia muito bem o que fazia, soube aproveitar bem aquilo que tinha e dar a volta, conseguiu ter um poder igual ao de monarcas de nivel absolutista, apesar de governar uma república e ainda hoje (quando é impensável que um político tenha grande poder) é elogiado.</p>
<p>&#8220;Como sabe, isso é contestado. Quanto ao modelo liberal, um Estado com 19% de peso na vida dos cidadãos é infinitamente mais liberal que um com 46%.&#8221;</p>
<p>É inegável que Salazar foi fortemente inspirado no modelo fascista. Tem algumas variações, decorrentes das ideias concretas de Salazar, mas, como a história foi mostrou os modelos políticos apresentam sempre variações consoante quem os colocou em prática, permanecendo algumas das linhas gerais que os ligam. Salazar impôs a sua forma de fascismo, isso é inegável. Aliás, ainda hoje a Constituição da Republica Portuguesa tem um artigo inspirado no regime de Salazar que limita a liberdade de associação, nele está contida a proibição organizações fascistas ou que perfilhem a ideologia fascista (art. 46.º, n.º 4 da CRP).</p>
<p>&#8220;Já cá faltava a censura e a PIDE, tudo porque eu disse que não vejo nenhuma viabilidade para o país, tal como se apresenta. Obviamente, as nacionalizações em nada influenciaram o estado do país — aliás não havia nada para nacionalizar, só agricultura de subsistência. Esses livros que lê (já agora, quais são?) dão uma imagem do país exacta, disso não tenho dúvida.&#8221;</p>
<p>Claro, se os defendores de Salazar se apoiam na eliminação do défice, os opositores não podem deixar de referir a censura, um dos elementos mais relevantes das políticas de Salazar que, mostra bem até onde foi a esperteza daquele político, para garantir os seus fins. Não percebo a que propósito se refere a nacionalizações, até agora não as tinha referido, à excepção do caso semelhante ao do BCP, ocorrido recentemente. Mas se quer saber, as nacionalizações influenciam bastante a economia, que por sua vez, influencia bastante o estado do país, talvez deva consultar uns livros sobre economia, lá está tudo explicado, desde ineficiências a burocracia, a falhas de eficiência, etc. O estado deve interferir o menos possível na economia, é sabido. Havia mais do que agricultura da subsistência, havia indústria e serviços (a título de exemplo, por Salazar foi nacionalizada a companhia Telefones de Lisboa e do Porto).</p>
<p>Actualmente, os livros que leio não interessam muito para a discussão, já referi que o tempo não é muito, a leitura é com fins profissionais ou lúdicos. Portanto, o que li de história foi há uns anos atrás, como tal, é impossível ainda saber o nome dos livros que li sobre o assunto, de entre tantos que leio todos os anos, ficam as memórias dos livros que começam com &#8220;história de&#8230;&#8221; e &#8220;estado novo&#8230;&#8221; e os mais desconhecidos manuais de Direito Constitucional dos conhecidos constitucionalistas J.J.G. Canotilho, Marcello Caetano e Jorge Miranda. Até porque, a maioria dos livros especificamente sobre Salazar são de produção recente.</p>
<p>Aliás, ainda bem que falou em bibliografia porque, assim fui ao manual de Direito Constitucional de Canotilho confirmar, e aí consta o seguinte:</p>
<p>&#8220;A nossa ditadura aproxima-se, evidentemente, da ditadura fascista pelo reforço da autoridade, guerra declarada a certos princípios da democracia, pelo seu carácter nacional, pela sua preocupação de ordem nacional. Afasta-se dela, contudo, pelos processos de renovação. (&#8230;)&#8221; &#8211; Oliveira Salazar</p>
<p>&#8220;Só é pena que em termos relativos de atraso à média europeia, em 2005, voltamos aos níveis de 74. E apenas subimos ligeiramente nos tempos de Cavaco Silva. Hoje devemos estar um ou dois pontos abaixo dos valores de 74. O INE um dia destes divulga os números de 2006.&#8221;</p>
<p>O tempo não pára. Os tempos mudam e as regras também. No entanto, muitos portugueses parecem esperar que o tempo não mude, que as regras não mudem e enquanto assim for, Portugal não irá mudar e consequentemente irá ficar progressivamente para trás daqueles que acolhem a mudança. Hoje, muitos  portugueses vivem em economia de mercado mas continuam a criticar e pedir auxílio ao estado nos momentos de aflição, quando é deles que devem partir as soluções. É um problema de sociedade, de mentalidade, etc. O mercado precisa mais dos privados do que do estado, se portugal está tão em baixo é porque o mercado tem recebido pouco dos privados (pouco trabalho, muita aversão risco, pouco investimento, etc.). No entanto, continua a não ser impossível alcançar outros países europeus, é uma questão de mudança.</p>
<p>&#8220;Nunca disse o contrário.&#8221;</p>
<p>Há várias formas de de negar sem dizer não. Há várias formas de ser-se negativo sem recorrer a palavras negativas. Na internet, as conversas não permitem avaliar a pessoa com a qual se está a dialogar, por isso, a única maneira de perceber o que a outra pessoa quer dizer é pela interpretação do que esta terá escrito. A minha interpretação quanto à sua opinião quanto aos impostos é clara. Se está errada, tem como a contrariar, através das palavras.</p>
<p>&#8220;Este não é um deles. Aliás, nos moldes actuais empobrece toda a gente e em última análise é insustentável.&#8221;</p>
<p>Até hoje não foi criado um sistema perfeito. O estado social é o melhor sistema dos que foram criados. Os moldes são bons, a aplicação prática é que não. E muito se tem feito para a melhorar. Enquanto vai escrevendo no blog, teóricos nas suas &#8220;torres de marfim&#8221; procuram soluções para os problemas de aplicação do modelo de estado social. Não, o estado social não empobrece toda a gente e é por isso que a maioria dos países desenvolvidos ainda não desistiu dele, o estado social é a única forma de garantir os direitos sociais, sem ele as desigualdades sociais poderiam ser ainda mais severas, como já foram no passado, sem ele a pobreza poderia vir a ser bastante agravada, como acontece nos países onde o modelo de estado social não foi implementado ou está reduzido a muito pouco.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: José Rui Fernandes</title>
		<link>http://www.sargacal.com/2008/02/23/o-futuro-do-pais/comment-page-1/#comment-4250</link>
		<dc:creator>José Rui Fernandes</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Feb 2008 22:46:43 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.sargacal.com/2008/02/23/o-futuro-do-pais/#comment-4250</guid>
		<description>Ora bem, ter alguma réstia de razão nesta discussão, já vi que se tornou uma comodidade mais rara que até o meu tempo...

Os locais e formas de aprender são todos muito interessantes, mas lembre-se que eu apenas disse umas coisas facilmente desmentidas com números. Não é necessário curriculum, nem percurso de vida para desmentir. Não é... já nem me lembro o quê... Não é o que mais investe, nem o segundo, ok. Há 10 a investir menos, ok. Já concordei com isso. Mas nem sei se é por aluno, % do PIB, ou outro indicador. Mas serve.

&lt;blockquote&gt;Whow… Quais são as suas fontes de informação?&lt;/blockquote&gt;
São fracas. Mas neste caso OCDE. Em 2003 (serve?) Portugal investiu 5,9% do PIB (0,1% privado), a Irlanda 4,4% do PIB.

&lt;blockquote&gt;Em que se funda para afirmar que os alunos são ignorantes?&lt;/blockquote&gt;
No estudo que mencionei. E outros. E na prática. Entra-se na faculdade sem saber escrever em português (o mínimo). Ou quase o &quot;inverso&quot; -- um dia destes um universitário de letras a dar-me o troco de um livro que adquiri, do género 20,00€-19,95€=0,05€, puxou de máquina de calcular. Devo ter emitido algum grunhido porque me disse que matemática não era a sua área... Bem, quando uma conta destas é elevada ao estatuto de &quot;matemática&quot;, já não digo nada.

&lt;blockquote&gt;É muito facil criticar, não é?&lt;/blockquote&gt;
Muito difícil! É um trabalho que nunca acaba.

A sua explicação para a queda de um lugar na iliteracia digital é &lt;em&gt;sui generis&lt;/em&gt;. Ok, como queira.

&lt;blockquote&gt;É sabido que Salazar conseguiu controlar as despesas públicas (único aspecto positivo das suas políticas que vi até hoje nos manuais e livros sobre o período e governo de Salazar) mas isso deu-se ao mesmo tempo em que foram sendo aumentados gradualmente os impostos.&lt;/blockquote&gt;
O peso do Estado em 1974 era 19-20% (com a guerra colonial). Hoje uns 46-47%, na mais bovina paz. 15% em 1954. Não sei de que aumento de impostos está a falar. &lt;a href=&quot;http://www.pedroarroja.com/conteudo.aspx?ID=35&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Uma das fontes (é fraca, Pedro Arroja no Vida Económica)&lt;/a&gt;.

&lt;blockquote&gt;Salazar adoptou o modelo fascista italiano&lt;/blockquote&gt;
Como sabe, isso é contestado. Quanto ao modelo liberal, um Estado com 19% de peso na vida dos cidadãos é infinitamente mais liberal que um com 46%.

Já cá faltava a censura e a PIDE, tudo porque eu disse que não vejo nenhuma viabilidade para o país, tal como se apresenta. Obviamente, as nacionalizações em nada influenciaram o estado do país -- aliás não havia nada para nacionalizar, só agricultura de subsistência. Esses livros que lê (já agora, quais são?) dão uma imagem do país exacta, disso não tenho dúvida.

Só é pena que em termos relativos de atraso à média europeia, em 2005, voltamos aos níveis de 74. E apenas subimos ligeiramente nos tempos de Cavaco Silva. Hoje devemos estar um ou dois pontos abaixo dos valores de 74. O INE um dia destes divulga os números de 2006.

&lt;blockquote&gt;Há vários motivos pelos quais vale a pena pagar impostos&lt;/blockquote&gt;
Nunca disse o contrário.

&lt;blockquote&gt;Exacto, vale a pena pagar impostos para sustentar o Estado Social, uma das melhores invenções da modernidade, se bem que não uma invenção perfeita (a começar pelo peso).&lt;/blockquote&gt;
Este não é um deles. Aliás, nos moldes actuais empobrece toda a gente e em última análise é insustentável.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ora bem, ter alguma réstia de razão nesta discussão, já vi que se tornou uma comodidade mais rara que até o meu tempo&#8230;</p>
<p>Os locais e formas de aprender são todos muito interessantes, mas lembre-se que eu apenas disse umas coisas facilmente desmentidas com números. Não é necessário curriculum, nem percurso de vida para desmentir. Não é&#8230; já nem me lembro o quê&#8230; Não é o que mais investe, nem o segundo, ok. Há 10 a investir menos, ok. Já concordei com isso. Mas nem sei se é por aluno, % do PIB, ou outro indicador. Mas serve.</p>
<blockquote><p>Whow… Quais são as suas fontes de informação?</p></blockquote>
<p>São fracas. Mas neste caso OCDE. Em 2003 (serve?) Portugal investiu 5,9% do PIB (0,1% privado), a Irlanda 4,4% do PIB.</p>
<blockquote><p>Em que se funda para afirmar que os alunos são ignorantes?</p></blockquote>
<p>No estudo que mencionei. E outros. E na prática. Entra-se na faculdade sem saber escrever em português (o mínimo). Ou quase o &#8220;inverso&#8221; &#8212; um dia destes um universitário de letras a dar-me o troco de um livro que adquiri, do género 20,00€-19,95€=0,05€, puxou de máquina de calcular. Devo ter emitido algum grunhido porque me disse que matemática não era a sua área&#8230; Bem, quando uma conta destas é elevada ao estatuto de &#8220;matemática&#8221;, já não digo nada.</p>
<blockquote><p>É muito facil criticar, não é?</p></blockquote>
<p>Muito difícil! É um trabalho que nunca acaba.</p>
<p>A sua explicação para a queda de um lugar na iliteracia digital é <em>sui generis</em>. Ok, como queira.</p>
<blockquote><p>É sabido que Salazar conseguiu controlar as despesas públicas (único aspecto positivo das suas políticas que vi até hoje nos manuais e livros sobre o período e governo de Salazar) mas isso deu-se ao mesmo tempo em que foram sendo aumentados gradualmente os impostos.</p></blockquote>
<p>O peso do Estado em 1974 era 19-20% (com a guerra colonial). Hoje uns 46-47%, na mais bovina paz. 15% em 1954. Não sei de que aumento de impostos está a falar. <a href="http://www.pedroarroja.com/conteudo.aspx?ID=35" rel="nofollow">Uma das fontes (é fraca, Pedro Arroja no Vida Económica)</a>.</p>
<blockquote><p>Salazar adoptou o modelo fascista italiano</p></blockquote>
<p>Como sabe, isso é contestado. Quanto ao modelo liberal, um Estado com 19% de peso na vida dos cidadãos é infinitamente mais liberal que um com 46%.</p>
<p>Já cá faltava a censura e a PIDE, tudo porque eu disse que não vejo nenhuma viabilidade para o país, tal como se apresenta. Obviamente, as nacionalizações em nada influenciaram o estado do país &#8212; aliás não havia nada para nacionalizar, só agricultura de subsistência. Esses livros que lê (já agora, quais são?) dão uma imagem do país exacta, disso não tenho dúvida.</p>
<p>Só é pena que em termos relativos de atraso à média europeia, em 2005, voltamos aos níveis de 74. E apenas subimos ligeiramente nos tempos de Cavaco Silva. Hoje devemos estar um ou dois pontos abaixo dos valores de 74. O INE um dia destes divulga os números de 2006.</p>
<blockquote><p>Há vários motivos pelos quais vale a pena pagar impostos</p></blockquote>
<p>Nunca disse o contrário.</p>
<blockquote><p>Exacto, vale a pena pagar impostos para sustentar o Estado Social, uma das melhores invenções da modernidade, se bem que não uma invenção perfeita (a começar pelo peso).</p></blockquote>
<p>Este não é um deles. Aliás, nos moldes actuais empobrece toda a gente e em última análise é insustentável.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Katia</title>
		<link>http://www.sargacal.com/2008/02/23/o-futuro-do-pais/comment-page-1/#comment-4249</link>
		<dc:creator>Katia</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Feb 2008 21:31:39 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.sargacal.com/2008/02/23/o-futuro-do-pais/#comment-4249</guid>
		<description>“Mas em vez de andarmos no ping-pong, porque não me envia um link para os conhecimentos que contradizem? Eu reconheço que estou errado rapidamente — e neste caso até é desejável.”

Não há links para tudo, muito menos para todos os conhecimentos. Nem tudo se aprende via Internet, também há livros, formações, curtos e longos cursos onde se aprende umas coisitas interessantes, etc. Mas deixo um link com muita informação mesmo sobre educação a nível mundial: relatório da UNESCO &quot;&lt;a href=&quot;http://portal.unesco.org/education/en/ev.php-URL_ID=49591&amp;URL_DO=DO_TOPIC&amp;URL_SECTION=201.html&quot;&gt;Educação para Todos&lt;/a&gt;&quot;.


&quot;Verdade, com excepções tipo Irlanda. A Irlanda partiu atrás de Portugal na Europa, investiu na educação, gastou menos que nós com melhores resultados. Mas concedo que já falavam inglês e isso contou muito.&quot;

Whow... Quais são as suas fontes de informação? A Irlanda investiu muito em educação, dos países que reformas mais profundas aplicou à educação. Em 1966 a Irlanda tornou o ensino secundário 100% gratuito e começou a criar diversas escolas pelo país, bem como Institutos de Tecnologia (destes saía mão-de-bra directamente para a industria), hpuve também alargamento da universidade. Em 1995 a Irlanda aboliu as propinas nas suas universidades (por cá ainda se cobra propina). Foi com base em todos estes investimentos bem como outros ao nível curricular que a educação na Irlanda se tounou numa das principais causas do desenvolvimento e´conómico do país. Até aos anos 60 apenas cerca de 20% a 25% da população da Irlanda terminava o ensino secundário. No final dos anos 90 a percentagem de alunos que terminavam o ensino secundário na Irlanda era de cerca de 87%, e a taxa de ingresso na universidade havia passado de cerca de 8% para cerca de 60%. Como deve saber, a Irlanda cresceu muito economicamente nos últimos anos, sendo um caso que comprova a minha afirmação &quot;Os países que mais investem na educação são precisamente aqueles em que o nível de vida é melhor&quot;.

&quot;Caiu nesse indicador que lhe dei e foi há muito pouco tempo. Ficou em último ou penúltimo. Os alunos são ignorantes. Quer fundamento, vai ter que procurar, essa esteve nas notícias.
E também de 2006 para 2007 desceu um lugar na literacia digital — deve ter sido efeito dos portáteis. Está agora em 27º na Europa — também quer comparar com analfabetismo? A área é nova, a culpa é do antigo regime? Talvez de SAR D. Carlos!&quot;

Em que se funda para afirmar que os alunos são ignorantes? Infelizmente a mentalidade que prolifera por Portugal é essa de que os alunos são ignorantes, os trabalhadores são ignorantes, os profissionais são ignorantes. É muito facil criticar, não é? Agora fazer afirmações concretas, conhecedoras e devidamente fundamentadas já é mais complicado. Não vou procurar fundamento porque a afirmação exclui qualquer fundamento porque não tem valor. E mais dificil ainda contribuir para a mudança. Critica-se a escola, os professores, os alunos quando o mal está enraizado na sociedade em geral.

Pense um bocadinho nessa questão. É fácil perceber porque é Portugal desceu um lugar na literacia digital de 2006 para 2007, afinal, deu-ze um pulo no número de portugueses a aceder e a movimentar-se na internet, é óbvio que esta passou de local que não era reservado mas, era como se fosse reservado a pessoas com um certo tipo de conhecimentos para ser um lugar de &quot;navegação&quot; e encontro de uma ampla quantidade de portugueses, incluindo jovens ainda a entrar na adolescência e pessoas com fracas habilitações literárias.

&quot;Mercado livreiro? Eu estou também no mercado livreiro, se bem que quase em exclusivo na importação. Que pulo foi esse que não dei por nada? Só se for a edição desenfreada, ao estilo fuga para a frente… O mercado livreiro, apesar de algumas grandes movimentações recentes, parece-me mais um altamente pouco saudável, designadamente ao nível dos pagamentos a fornecedores… Enfim.&quot;

Talvez devesse complementar a leitura de jornais com a leitura de blogs e fóruns. Não se falou de outra coisa em locais onde habitualmente se fala de livros. Mas pelo menos deve ter ouvido falar do recentíssimo &quot;grupo leya&quot;, das &quot;byblos&quot;, das exigências da &quot;bertrand&quot; e da temática da posição das livrarias independentes (saíram umas notíciazitas sobre esses assuntos no DN e até um editorial sobre o mercado livreiro). Edição desenfreada, não tenho visto, apenas o mesmo de sempre nas editoras que dominam de certo modo o mercado (no que a vendas diz respeito) e algumas editoras novitas a surpreender com edição em pouca quantidade mas de conteúdo por vezes razoável a bom. Mas isso do pagamento aos fornecedores que eu saiba, só aconteceu num determinado local, corrija-me se estiver enganada. Mas quanto a isso pode-se contrapor que, pela primeira vez, o mercado livreiro português (por enquanto, algumas editoras) conta com consultores editoriais.

&quot;Chame-lhe o que quiser. Basta lembrar a bandalheira da primeira república.&quot;

O nome diz tudo. Chamaram-lhe 1.ª República mas podia-se ter chamado primeira experiência republicana. Neste país tudo o que é novo gera problemas. Mas olhe que nem tudo foi mau. Por exemplo, foi preferível a contituição de 1911 à Carta Constitucional (que à data da proclamação da república vigorava).

&quot;E eu aqui a pensar que ele salvou o país economicamente… Os primeiros anos foi para colocar as contas em ordem, depois da EFTA, crescia-se dois dígitos por ano… Qual foi o retrocesso, não entendo. A única coisa em Portugal que cresceu nos últimos 30 anos, foi o Estado. E não foi pouco.&quot;

É sabido que Salazar conseguiu controlar as despesas públicas (único aspecto positivo das suas políticas que vi até hoje nos manuais e livros sobre o período e governo de Salazar) mas isso deu-se ao mesmo tempo em que foram sendo aumentados gradualmente os impostos.

E há que referir que quando Salazar equilibrou o orçamento não o fez com o peso do estado social, não havia um sistema de segurança social, nem um razoável sistema de saúde muito menos o sistema de educação que há actualmente, pequenos pormenores de grande relevância. Já para não falar que Salazar, ao preferir a neutralidade - 2.º GG - não só fez com que o país não tivesse os custos decorrentes dela como, Portugal também beneficiou das condições da época, aproveitando as necessidades económicas dos paises envolvidos na guerra (puro aproveitamento de recursos disponíveis).

Aliás, mais, o equilibrio do orçamento e eliminação do défice público deu-se antes de Salazar ser nomeado para chefe do Governo. A partir daí foi o que se sabe e que pode verificar em diversos livros, a título de exemplos: Salazar adoptou o modelo fascista italiano; criou a União Nacional (que na prática veio a transformar-se no único partido autorizado); criou um regime autoritário e dirigista, rejeitando os principios liberais pelos quais hoje a maioria dos paises desenvolvidos se rejem; criou um regime político em que tudo girava à volta do Governo e especialmente à volta dele, o líder; Salazar consagrou a ruralidade e a tradição (economia de subsistência, idêntica à de muitos países sub-desenvolvidos); procurou dar uma imagem negativa do mundo industrial (curiosamente ainda hoje Portugal é um país com um sector industrial pequeníssimo, factor que tem contribuido para que a economia não evolua e para que o desemprego aumente - em virtude de haver mais capital humano mas não haver onde o colocar): salazar lançou as bases do corporativismo português; da censura (especialmente da censura prévia) já deve ter ouvido falar bem como da PIDE.

&quot;Mas há quem se sinta extremamente satisfeito por crescer sistematicamente e em média, metade da Europa. Quem sou eu para chover nessa parada?&quot;

Não conheço ninguém que expressamente mostre gosto por essa condição, como seria de esperar, em contrapartida conheço muitos portugueses que revelam com alguma regularidade preferência por essa posição em detrimento de uma melhor. Curisoso.

&quot;Eu não acho muito importante por exemplo a determinação de um salário mínimo. Nisso sou liberal.&quot;

Depois de várias situações que vi no mercado de trabalho português e da intenção de várias entidades empregadoras, parece-me que sem salário mínimo fixado, muitas mais pessoas neste país estariam no &quot;limiar da pobreza&quot;. Este país, na mentalidade de muitos empresários (cujas ideias são impedidas de passar à prática porque  dois organismos legislativos do estado legislaram, impondo regras) às vezes lembra-me os relatos das condições laborais da revolução industrial (séc. XVIII/XIX). Temo que só melhore quando começarem a sair do mercado laboral muitas pessoas com habilitações apenas obrigátórias ou que não são adequadas e a entrar os devidamente habilitados que andam pelos centros de emprego do e outros trabalhos para os quais não têm habilitações.

&quot;Esqueceu-se dessa grande conquista chamada rendimento mínimo garantido (ou lá que é). É por essas e por outras que vale a pena pagar impostos. Para isso e para sustentar o Estado.&quot;

Há vários motivos pelos quais vale a pena pagar impostos e a prova disso é que os norte-americanos ainda não se cansaram de lutar por um sistema de saúde e um sistema de segurança social, coisas com que por cá se contacta de modo tão natural que já nem se tem noção do valor que têm. Exacto, vale a pena pagar impostos para sustentar o Estado Social, uma das melhores invenções da modernidade, se bem que não uma invenção perfeita (a começar pelo peso).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>“Mas em vez de andarmos no ping-pong, porque não me envia um link para os conhecimentos que contradizem? Eu reconheço que estou errado rapidamente — e neste caso até é desejável.”</p>
<p>Não há links para tudo, muito menos para todos os conhecimentos. Nem tudo se aprende via Internet, também há livros, formações, curtos e longos cursos onde se aprende umas coisitas interessantes, etc. Mas deixo um link com muita informação mesmo sobre educação a nível mundial: relatório da UNESCO &#8220;<a href="http://portal.unesco.org/education/en/ev.php-URL_ID=49591&amp;URL_DO=DO_TOPIC&amp;URL_SECTION=201.html">Educação para Todos</a>&#8220;.</p>
<p>&#8220;Verdade, com excepções tipo Irlanda. A Irlanda partiu atrás de Portugal na Europa, investiu na educação, gastou menos que nós com melhores resultados. Mas concedo que já falavam inglês e isso contou muito.&#8221;</p>
<p>Whow&#8230; Quais são as suas fontes de informação? A Irlanda investiu muito em educação, dos países que reformas mais profundas aplicou à educação. Em 1966 a Irlanda tornou o ensino secundário 100% gratuito e começou a criar diversas escolas pelo país, bem como Institutos de Tecnologia (destes saía mão-de-bra directamente para a industria), hpuve também alargamento da universidade. Em 1995 a Irlanda aboliu as propinas nas suas universidades (por cá ainda se cobra propina). Foi com base em todos estes investimentos bem como outros ao nível curricular que a educação na Irlanda se tounou numa das principais causas do desenvolvimento e´conómico do país. Até aos anos 60 apenas cerca de 20% a 25% da população da Irlanda terminava o ensino secundário. No final dos anos 90 a percentagem de alunos que terminavam o ensino secundário na Irlanda era de cerca de 87%, e a taxa de ingresso na universidade havia passado de cerca de 8% para cerca de 60%. Como deve saber, a Irlanda cresceu muito economicamente nos últimos anos, sendo um caso que comprova a minha afirmação &#8220;Os países que mais investem na educação são precisamente aqueles em que o nível de vida é melhor&#8221;.</p>
<p>&#8220;Caiu nesse indicador que lhe dei e foi há muito pouco tempo. Ficou em último ou penúltimo. Os alunos são ignorantes. Quer fundamento, vai ter que procurar, essa esteve nas notícias.<br />
E também de 2006 para 2007 desceu um lugar na literacia digital — deve ter sido efeito dos portáteis. Está agora em 27º na Europa — também quer comparar com analfabetismo? A área é nova, a culpa é do antigo regime? Talvez de SAR D. Carlos!&#8221;</p>
<p>Em que se funda para afirmar que os alunos são ignorantes? Infelizmente a mentalidade que prolifera por Portugal é essa de que os alunos são ignorantes, os trabalhadores são ignorantes, os profissionais são ignorantes. É muito facil criticar, não é? Agora fazer afirmações concretas, conhecedoras e devidamente fundamentadas já é mais complicado. Não vou procurar fundamento porque a afirmação exclui qualquer fundamento porque não tem valor. E mais dificil ainda contribuir para a mudança. Critica-se a escola, os professores, os alunos quando o mal está enraizado na sociedade em geral.</p>
<p>Pense um bocadinho nessa questão. É fácil perceber porque é Portugal desceu um lugar na literacia digital de 2006 para 2007, afinal, deu-ze um pulo no número de portugueses a aceder e a movimentar-se na internet, é óbvio que esta passou de local que não era reservado mas, era como se fosse reservado a pessoas com um certo tipo de conhecimentos para ser um lugar de &#8220;navegação&#8221; e encontro de uma ampla quantidade de portugueses, incluindo jovens ainda a entrar na adolescência e pessoas com fracas habilitações literárias.</p>
<p>&#8220;Mercado livreiro? Eu estou também no mercado livreiro, se bem que quase em exclusivo na importação. Que pulo foi esse que não dei por nada? Só se for a edição desenfreada, ao estilo fuga para a frente… O mercado livreiro, apesar de algumas grandes movimentações recentes, parece-me mais um altamente pouco saudável, designadamente ao nível dos pagamentos a fornecedores… Enfim.&#8221;</p>
<p>Talvez devesse complementar a leitura de jornais com a leitura de blogs e fóruns. Não se falou de outra coisa em locais onde habitualmente se fala de livros. Mas pelo menos deve ter ouvido falar do recentíssimo &#8220;grupo leya&#8221;, das &#8220;byblos&#8221;, das exigências da &#8220;bertrand&#8221; e da temática da posição das livrarias independentes (saíram umas notíciazitas sobre esses assuntos no DN e até um editorial sobre o mercado livreiro). Edição desenfreada, não tenho visto, apenas o mesmo de sempre nas editoras que dominam de certo modo o mercado (no que a vendas diz respeito) e algumas editoras novitas a surpreender com edição em pouca quantidade mas de conteúdo por vezes razoável a bom. Mas isso do pagamento aos fornecedores que eu saiba, só aconteceu num determinado local, corrija-me se estiver enganada. Mas quanto a isso pode-se contrapor que, pela primeira vez, o mercado livreiro português (por enquanto, algumas editoras) conta com consultores editoriais.</p>
<p>&#8220;Chame-lhe o que quiser. Basta lembrar a bandalheira da primeira república.&#8221;</p>
<p>O nome diz tudo. Chamaram-lhe 1.ª República mas podia-se ter chamado primeira experiência republicana. Neste país tudo o que é novo gera problemas. Mas olhe que nem tudo foi mau. Por exemplo, foi preferível a contituição de 1911 à Carta Constitucional (que à data da proclamação da república vigorava).</p>
<p>&#8220;E eu aqui a pensar que ele salvou o país economicamente… Os primeiros anos foi para colocar as contas em ordem, depois da EFTA, crescia-se dois dígitos por ano… Qual foi o retrocesso, não entendo. A única coisa em Portugal que cresceu nos últimos 30 anos, foi o Estado. E não foi pouco.&#8221;</p>
<p>É sabido que Salazar conseguiu controlar as despesas públicas (único aspecto positivo das suas políticas que vi até hoje nos manuais e livros sobre o período e governo de Salazar) mas isso deu-se ao mesmo tempo em que foram sendo aumentados gradualmente os impostos.</p>
<p>E há que referir que quando Salazar equilibrou o orçamento não o fez com o peso do estado social, não havia um sistema de segurança social, nem um razoável sistema de saúde muito menos o sistema de educação que há actualmente, pequenos pormenores de grande relevância. Já para não falar que Salazar, ao preferir a neutralidade &#8211; 2.º GG &#8211; não só fez com que o país não tivesse os custos decorrentes dela como, Portugal também beneficiou das condições da época, aproveitando as necessidades económicas dos paises envolvidos na guerra (puro aproveitamento de recursos disponíveis).</p>
<p>Aliás, mais, o equilibrio do orçamento e eliminação do défice público deu-se antes de Salazar ser nomeado para chefe do Governo. A partir daí foi o que se sabe e que pode verificar em diversos livros, a título de exemplos: Salazar adoptou o modelo fascista italiano; criou a União Nacional (que na prática veio a transformar-se no único partido autorizado); criou um regime autoritário e dirigista, rejeitando os principios liberais pelos quais hoje a maioria dos paises desenvolvidos se rejem; criou um regime político em que tudo girava à volta do Governo e especialmente à volta dele, o líder; Salazar consagrou a ruralidade e a tradição (economia de subsistência, idêntica à de muitos países sub-desenvolvidos); procurou dar uma imagem negativa do mundo industrial (curiosamente ainda hoje Portugal é um país com um sector industrial pequeníssimo, factor que tem contribuido para que a economia não evolua e para que o desemprego aumente &#8211; em virtude de haver mais capital humano mas não haver onde o colocar): salazar lançou as bases do corporativismo português; da censura (especialmente da censura prévia) já deve ter ouvido falar bem como da PIDE.</p>
<p>&#8220;Mas há quem se sinta extremamente satisfeito por crescer sistematicamente e em média, metade da Europa. Quem sou eu para chover nessa parada?&#8221;</p>
<p>Não conheço ninguém que expressamente mostre gosto por essa condição, como seria de esperar, em contrapartida conheço muitos portugueses que revelam com alguma regularidade preferência por essa posição em detrimento de uma melhor. Curisoso.</p>
<p>&#8220;Eu não acho muito importante por exemplo a determinação de um salário mínimo. Nisso sou liberal.&#8221;</p>
<p>Depois de várias situações que vi no mercado de trabalho português e da intenção de várias entidades empregadoras, parece-me que sem salário mínimo fixado, muitas mais pessoas neste país estariam no &#8220;limiar da pobreza&#8221;. Este país, na mentalidade de muitos empresários (cujas ideias são impedidas de passar à prática porque  dois organismos legislativos do estado legislaram, impondo regras) às vezes lembra-me os relatos das condições laborais da revolução industrial (séc. XVIII/XIX). Temo que só melhore quando começarem a sair do mercado laboral muitas pessoas com habilitações apenas obrigátórias ou que não são adequadas e a entrar os devidamente habilitados que andam pelos centros de emprego do e outros trabalhos para os quais não têm habilitações.</p>
<p>&#8220;Esqueceu-se dessa grande conquista chamada rendimento mínimo garantido (ou lá que é). É por essas e por outras que vale a pena pagar impostos. Para isso e para sustentar o Estado.&#8221;</p>
<p>Há vários motivos pelos quais vale a pena pagar impostos e a prova disso é que os norte-americanos ainda não se cansaram de lutar por um sistema de saúde e um sistema de segurança social, coisas com que por cá se contacta de modo tão natural que já nem se tem noção do valor que têm. Exacto, vale a pena pagar impostos para sustentar o Estado Social, uma das melhores invenções da modernidade, se bem que não uma invenção perfeita (a começar pelo peso).</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: José Rui Fernandes</title>
		<link>http://www.sargacal.com/2008/02/23/o-futuro-do-pais/comment-page-1/#comment-4248</link>
		<dc:creator>José Rui Fernandes</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Feb 2008 20:00:05 +0000</pubDate>
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		<description>Não lhe pedi links para os seus conhecimentos -- só para números objectivos que contradizem a ideia que tenho.
Eu já não sei onde vi os meus números. Acho que estamos a falar de factos mensuráveis.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não lhe pedi links para os seus conhecimentos &#8212; só para números objectivos que contradizem a ideia que tenho.<br />
Eu já não sei onde vi os meus números. Acho que estamos a falar de factos mensuráveis.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Katia</title>
		<link>http://www.sargacal.com/2008/02/23/o-futuro-do-pais/comment-page-1/#comment-4247</link>
		<dc:creator>Katia</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Feb 2008 19:52:12 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;Mas em vez de andarmos no ping-pong, porque não me envia um link para os conhecimentos que contradizem? Eu reconheço que estou errado rapidamente — e neste caso até é desejável.&quot;
Não há links para tudo, muito menos para todos os conhecimentos. Nem tudo se aprende</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Mas em vez de andarmos no ping-pong, porque não me envia um link para os conhecimentos que contradizem? Eu reconheço que estou errado rapidamente — e neste caso até é desejável.&#8221;<br />
Não há links para tudo, muito menos para todos os conhecimentos. Nem tudo se aprende</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>By: José Rui Fernandes</title>
		<link>http://www.sargacal.com/2008/02/23/o-futuro-do-pais/comment-page-1/#comment-4235</link>
		<dc:creator>José Rui Fernandes</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Feb 2008 22:30:33 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;blockquote&gt;E por acaso a sua opinião tem fundamento? Apresente um fundamento comprovado que indique que do século XX até à actualidade, Portugal “se não é o que mais investe da Europa, é o segundo”. Só assim aceitarei a sua opinião. Pois os meus conhecimentos contradizem-na.&lt;/blockquote&gt;
Olhe uma coisa, ainda esbocei uma pesquisa, mas como não apareceu à primeira, desisti. Eu quando deixei de escrever no blogue era também porque fundamentar estas interessantes discussões dá trabalho e gasta tempo. E nesta fase, tempo é uma comodidade rara para mim.
Mas em vez de andarmos no ping-pong, porque não me envia um link para os conhecimentos que contradizem? Eu reconheço que estou errado rapidamente -- e neste caso até é desejável.

Mas agora que já me suscitou esta dúvida, de facto vi no JN que há 10 países a gastar menos que Portugal na Europa. Ok, talvez o que disse se refira a um determinado patamar educativo -- não sei na verdade.

&lt;blockquote&gt;Os países que mais investem na educação são precisamente aqueles em que o nível de vida é melhor&lt;/blockquote&gt;
Verdade, com excepções tipo Irlanda. A Irlanda partiu atrás de Portugal na Europa, investiu na educação, gastou menos que nós com melhores resultados. Mas concedo que já falavam inglês e isso contou muito.

&lt;blockquote&gt;Portugal não tem caído nos indicadores de iliteracia&lt;/blockquote&gt;
Caiu nesse indicador que lhe dei e foi há muito pouco tempo. Ficou em último ou penúltimo. Os alunos são ignorantes. Quer fundamento, vai ter que procurar, essa esteve nas notícias.
E também de 2006 para 2007 desceu um lugar na literacia digital -- deve ter sido efeito dos portáteis. Está agora em 27º na Europa -- também quer comparar com analfabetismo? A área é nova, a culpa é do antigo regime? Talvez de SAR D. Carlos!

&lt;blockquote&gt;Desenvolvimento de áreas do mercado português, que deram um pulo nos últimos anos/meses, como é o caso do mercado livreiro e do mercado “energético”.&lt;/blockquote&gt;
Mercado livreiro? Eu estou também no mercado livreiro, se bem que quase em exclusivo na importação. Que pulo foi esse que não dei por nada? Só se for a edição desenfreada, ao estilo fuga para a frente... O mercado livreiro, apesar de algumas grandes movimentações recentes, parece-me mais um altamente pouco saudável, designadamente ao nível dos pagamentos a fornecedores... Enfim.

A sua actividade profissional não é recolher dados, mas a minha também não. Pessoalmente estou a escrever na qualidade de amador, limito-me a dar a minha opinião.

&lt;blockquote&gt;É uma verdade inquebrável. Ponto final.&lt;/blockquote&gt;
Chame-lhe o que quiser. Basta lembrar a bandalheira da primeira república.

&lt;blockquote&gt;E em Portugal também houve pelo menos uma espécie de retrocesso histórico a nível económico com as políticas de Salazar.&lt;/blockquote&gt;
E eu aqui a pensar que ele salvou o país economicamente... Os primeiros anos foi para colocar as contas em ordem, depois da EFTA, crescia-se dois dígitos por ano... Qual foi o retrocesso, não entendo. A única coisa em Portugal que cresceu nos últimos 30 anos, foi o Estado. E não foi pouco.

&lt;blockquote&gt;O rendimento não é o único factor relevante para afigurar a qualidade de vida num país.&lt;/blockquote&gt;
Mas há quem se sinta extremamente satisfeito por crescer sistematicamente e em média, metade da Europa. Quem sou eu para chover nessa parada?

Eu não acho muito importante por exemplo a determinação de um salário mínimo. Nisso sou liberal.
Esqueceu-se dessa grande conquista chamada rendimento mínimo garantido (ou lá que é). É por essas e por outras que vale a pena pagar impostos. Para isso e para sustentar o Estado.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>E por acaso a sua opinião tem fundamento? Apresente um fundamento comprovado que indique que do século XX até à actualidade, Portugal “se não é o que mais investe da Europa, é o segundo”. Só assim aceitarei a sua opinião. Pois os meus conhecimentos contradizem-na.</p></blockquote>
<p>Olhe uma coisa, ainda esbocei uma pesquisa, mas como não apareceu à primeira, desisti. Eu quando deixei de escrever no blogue era também porque fundamentar estas interessantes discussões dá trabalho e gasta tempo. E nesta fase, tempo é uma comodidade rara para mim.<br />
Mas em vez de andarmos no ping-pong, porque não me envia um link para os conhecimentos que contradizem? Eu reconheço que estou errado rapidamente &#8212; e neste caso até é desejável.</p>
<p>Mas agora que já me suscitou esta dúvida, de facto vi no JN que há 10 países a gastar menos que Portugal na Europa. Ok, talvez o que disse se refira a um determinado patamar educativo &#8212; não sei na verdade.</p>
<blockquote><p>Os países que mais investem na educação são precisamente aqueles em que o nível de vida é melhor</p></blockquote>
<p>Verdade, com excepções tipo Irlanda. A Irlanda partiu atrás de Portugal na Europa, investiu na educação, gastou menos que nós com melhores resultados. Mas concedo que já falavam inglês e isso contou muito.</p>
<blockquote><p>Portugal não tem caído nos indicadores de iliteracia</p></blockquote>
<p>Caiu nesse indicador que lhe dei e foi há muito pouco tempo. Ficou em último ou penúltimo. Os alunos são ignorantes. Quer fundamento, vai ter que procurar, essa esteve nas notícias.<br />
E também de 2006 para 2007 desceu um lugar na literacia digital &#8212; deve ter sido efeito dos portáteis. Está agora em 27º na Europa &#8212; também quer comparar com analfabetismo? A área é nova, a culpa é do antigo regime? Talvez de SAR D. Carlos!</p>
<blockquote><p>Desenvolvimento de áreas do mercado português, que deram um pulo nos últimos anos/meses, como é o caso do mercado livreiro e do mercado “energético”.</p></blockquote>
<p>Mercado livreiro? Eu estou também no mercado livreiro, se bem que quase em exclusivo na importação. Que pulo foi esse que não dei por nada? Só se for a edição desenfreada, ao estilo fuga para a frente&#8230; O mercado livreiro, apesar de algumas grandes movimentações recentes, parece-me mais um altamente pouco saudável, designadamente ao nível dos pagamentos a fornecedores&#8230; Enfim.</p>
<p>A sua actividade profissional não é recolher dados, mas a minha também não. Pessoalmente estou a escrever na qualidade de amador, limito-me a dar a minha opinião.</p>
<blockquote><p>É uma verdade inquebrável. Ponto final.</p></blockquote>
<p>Chame-lhe o que quiser. Basta lembrar a bandalheira da primeira república.</p>
<blockquote><p>E em Portugal também houve pelo menos uma espécie de retrocesso histórico a nível económico com as políticas de Salazar.</p></blockquote>
<p>E eu aqui a pensar que ele salvou o país economicamente&#8230; Os primeiros anos foi para colocar as contas em ordem, depois da EFTA, crescia-se dois dígitos por ano&#8230; Qual foi o retrocesso, não entendo. A única coisa em Portugal que cresceu nos últimos 30 anos, foi o Estado. E não foi pouco.</p>
<blockquote><p>O rendimento não é o único factor relevante para afigurar a qualidade de vida num país.</p></blockquote>
<p>Mas há quem se sinta extremamente satisfeito por crescer sistematicamente e em média, metade da Europa. Quem sou eu para chover nessa parada?</p>
<p>Eu não acho muito importante por exemplo a determinação de um salário mínimo. Nisso sou liberal.<br />
Esqueceu-se dessa grande conquista chamada rendimento mínimo garantido (ou lá que é). É por essas e por outras que vale a pena pagar impostos. Para isso e para sustentar o Estado.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Katia</title>
		<link>http://www.sargacal.com/2008/02/23/o-futuro-do-pais/comment-page-1/#comment-4246</link>
		<dc:creator>Katia</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Feb 2008 19:27:41 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;Dá que pensar. E ainda mais se considerar as alternativas(?). &quot;

Pois dá. Ainda para mais se constatar que foi com maioria absoluta, que houve elevado número de abstenções e que uma das promessas eleitorais era a crianção de uns quantos milhares de postos de emprego.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Dá que pensar. E ainda mais se considerar as alternativas(?). &#8221;</p>
<p>Pois dá. Ainda para mais se constatar que foi com maioria absoluta, que houve elevado número de abstenções e que uma das promessas eleitorais era a crianção de uns quantos milhares de postos de emprego.</p>
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