A árvore grossa

Toda a gente que vive na Senhora da Hora há bastante tempo, conhece este Plátano como “a árvore grossa”. Não a vejo como um sinal de esperança de nada, aliás basta olhar um pouco em volta. Mas não tenho a menor dúvida que é uma sobrevivente deste país, reparem na quantidade de “urbanidade” que a circunda.

Nesta fotografia pode-se ver melhor, não sei se chega a ser colossal, mas conheço poucos plátanos deste tamanho e principalmente com uma copa como esta. Dir-se-ia que cresceu noutro país, noutro tempo, noutro local. Um belo dia os extraterrestes plantaram-na aqui.
Porque de outra forma seria impossível… Sobreviveu à passagem de uns camiões gigantes com umas peculiares peças de betão (que eu adorava ver quando era pequeno); sobreviveu também à construção do viaduto (para a direita) e asfaltagem da estrada; vários acidentes de viação (a estrada não era assim), incluindo pelo menos um com vítimas mortais, como é sobejamente conhecido, a culpa é sempre da árvore; sobreviveu à construção desenfreada a toda a volta; também à construção da rotunda que inclui a linha de metro. Como vêem, impossível.

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