Fim da época de plantação de árvores

Fui pela quarta vez consecutiva à Quinta-feira (início deveras literário). Para mim, terminou a época de plantação de árvores. Considerando as características do terreno e a pouca proximidade, não vale a pena plantar mais árvores se é para não se desenvolverem, agonizarem ou mesmo morrerem. Só tenho pena de ter levado oito e dessas, seis terem regressado. Pelo menos o ar dentro do jipe ficou bastante purificado.
Quando chegamos (o meu pai também foi uma vez mais) andava para lá quase um rebanho… Era o gado do Cláudio. Não demorou muito até descobrir árvores plantadas a semana passada, já com princípios de arruinamento. Esclareci com ele que quando fosse almoçar levaria o gado e era isso, l-e-v-a-r-i-a. Para ficar, com características permanentes. Não quero lá gado. Querem ter gado, que tenham terrenos para os alimentar.
À uma e pouco foi almoçar. Não houve nenhuma altercação por causa do gado, estava tudo correcto. O facto é que já não voltou. Uma pessoa nunca sabe muito bem o que se passa, há sempre desgraças a decorrer, mais vale não pensar em nada. O facto é que me adulterou completamente os planos. Só plantei um Cedro-da-califórnia, um Abacateiro e três Fatsia japonica (arbustos de sombra que tinha reproduzido por aqui). As mais difíceis, na ponta mais longínqua do terreno, ficaram por plantar.
Consegui fertilizar (com adubo para agricultura biológica) 21 árvores de fruto e queimar mais uma quantidade inacreditável de entulho vegetal com anos. Acaba por ser um bom sinal, ter tempo para queimar coisas que até aqui não foi possível. Neste caso, no largo, onde já antes queimei toneladas e toneladas. Desta vez também e mesmo assim não foi possível terminar. É pena porque também está a acabar a época de queimar com segurança mínima.

Ficamos até pouco depois das oito (os vultos à esquerda somos nós). O meu pai bem mais calmo que o costume — não gosta de ficar até muito tarde e ainda menos até depois de escurecer. Estes continuam a ser os melhores momentos. Completamente cansado, estrelas, fogueira…

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