Mas a consciencialização é o primeiro passo! É claro que muitas iniciativas são hipócritas, ou na melhor das hipóteses ignorantes (os responsáveis pelo marketing da sonae sabem lá qual é a altura de plantar! Ou sabem lá a diferença entre uma árvore inteira e uma árvore decepada!)
Mas o facto de se falar das coisas é um começo e muita gente irá tentar perceber a causa das coisas. Nunca se falou tanto de equilíbrio ecológico. Nunca se falou tanto da pobreza. Muita gente nem sabia da gravidade dos problemas nem das causas. Esta semana veio um artigo na Visão sobre a crise alimentar que fala da especulação financeira com os alimentos, e sobre o aumento astronómico dos lucros das empresas de agroquímicos numa altura de crise alimentar. Há muitos anos que conheço o comportamento predatório destas empresas, mas quem até agora queria ouvir falar nisso? Agora as pessoas sentem a necessidade de perceber porque as está a começar a afectar. E estão a começar a acordar, porque não têm outro remédio. Vão ter que perceber a diferença entre o verde verdadeiro e o falso.
Eu fico animada quando vejo produtos de comércio justo nas prateleiras do supermercado, com todos os senãos que possam ter estas cadeias de distribuição, e mesmo todas as coisas menos claras que possam estar associadas a algumas etiquetas de comércio justo (que as há).
Não são mudanças que permitam consertar toda a porcaria que vai sendo feita. Mas são um ponto por onde começar, a estimular. Não é à toa que os gurus do pensamento positivo têm tanto sucesso. Eu acredito que o reforço positivo nas coisas que valem a pena podem fazer a diferença. É preciso regar o trigo e pôr herbicida no joio! (salvo seja!) (E eu não quero entrar em depressão!)
Bem, peço desculpa se estou a ser chata, mas esta questão parece-me importante!
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