Ladrões e vândalos
Ando arredado, mas tento ir seguindo os blogues dos que posso apelidar amigos desconhecidos. Um deles é o Luciano Lema na sua Quinta dos Moinhos.
É sem dúvida mau feitio, mas já há muito tempo que sei que para mim, quanto menos gente melhor. A gente irrita-me. No entanto, a mão cheia que suporto (leia-se que me suportam), fazem-me falta frequentemente. Isto a propósito de gente que além de não me fazer falta a mim, pergunto que falta fazem ao Mundo.
O Luciano comprou três rododendros e algum energúmeno, deu-se ao trabalho de arruinar a rede para os subtrair. Isto pode ser? Pode. Na versão idílica que tinha do campo, não me tinha ocorrido este pormenor. No Sargaçal, as plantas ainda não foram alvo de cobiça, preferem que eu trate delas para depois roubarem a fruta.
Dizia versão idílica do campo? Aqui na cidade, o quintal onde vou arruinando uma horta, parece “little guantanamo”, depois do meu pai ter mandado colocar arame farpado em consequência do grande roubo das galinhas.
Mais distante, no Canadá, a Gayla Trail insiste em manter o seu micro-jardim urbano, aguentando toda a casta de bêbados urinadores, vândalos e o seu senhorio que também é proprietário da minúscula faixa de terra. No último episódio, o dito senhor resolveu contratar alguém para pintar um mural de temática espacial, destruindo mais uma vez o jardim no processo.
Acho que a maior parte das pessoas morre por dentro mais um bocado de cada vez que se apercebe do mais diminuto sinal de sucesso dos outros. E roubam, vandalizam, pisam… Até conheço um que utiliza os tribunais porque um garnizé canta de noite. É assim.

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