Manobra nuclear
Vítor Constâncio, o governador do Banco de Portugal, poucos dias depois do “estado da nação” no parlamento, anunciou nas calmas que afinal a economia este ano não cresce 2%, mas sim 1,2% (a ver vamos). Em 2009, em vez dos badalados 2,3%, passamos para 1,3% (a ver vamos). Estes números não fazem parte do “estado da nação”, para não incomodar os digníssimos parlamentares.
Astutamente e numa manobra que está nos manuais, falou também na “opção nuclear”. É o suficiente para desvalorizar em termos mediáticos as más notícias económicas. É esta a minha opinião sobre a credibilidade do “nuclear” em Portugal. E sobre a credibilidade do resto, também.
Actualização: O FMI cortou a previsão para um crescimento de 1,25% este ano e 1% em 2009. A ver vamos, mas entretanto, discuta-se o “nuclear”.


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