Árvores da escola Filipa de Vilhena…
…e a forma pouco realista como é vista a pequena luta pelas árvores e manutenção de algum espaço verde na selva de cimento e asfalto:
A Filipa, as árvores e o resto
Este comentário de Manuela Monteiro no “A Baixa do Porto” sobre as obras na escola Filipa de Vilhena é sintomático. Diz a antiga professora da referida escola que “este tipo de reacções” (contra determinados projectos e a favor de alternativas viáveis), “tocam a ortodoxia paralisante” e não se ficando pelas vãs palavras apressa-se a dar três exemplos. Nos três (Museu de Arte Moderna Gulbenkian, Museu de Arte Contemporânea de Serralves e Estação do Metro do Marquês) conclui triunfante que felizmente as obras prosseguiram e estão lá.
Exactamente. Não discutindo o mérito individual das lutas e das obras caso a caso, estão todas lá, essas e outras. Qualquer pessoa meramente normal, tem de ensaiar um grande esforço para se lembrar de uma meia-dúzia de obras que não estejam lá. De Norte a Sul e percorrendo décadas de “ortodoxia paralisante”.
Numa coisa eu quase concordo com a Manuela Monteiro:
— (…) a questão do ambiente serve para tudo.
Tudo, menos defender o ambiente a julgar pelos resultados e pelo visível “progresso da nossa terra”.

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