Quinta do Paço da Serrana… A vergonha!!!!

Quinta do Paço da Serrana
Deve ser a primeira vez que publico uma fotografia que não é minha, mas este assunto é revoltante. A Quinta do Paço da Serrana, em Cinfães, pertenceu ao explorador africanista Serpa Pinto e só por esse facto devia merecer alguma atenção por parte do Estado. Foi adquirida pela Câmara Municipal de Cinfães, ao que me consta por uma bagatela e bastaram duas décadas de “poder local” sobre a propriedade, para a arruinar completamente.
Foi solicitada pela APOBO a classificação de uma mancha arbórea centenária, que não avançou porque a CMC não viu interesse nisso. Ia contra eventuais interesses construtivos.
Ardeu o que restava esta semana e toda a cronologia desta verdadeira vergonha pode ser lida no Boassas.
A fotografia é do Manuel da Cerveira Pinto.


8 Comentários

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Nuno Resende
11 de Setembro 2009 / 21:30

Este assunto é daqueles, flagrantes, discutido vezes sem conta, que lembra a serpente que engole a própria cauda. Quando se podia fazer, ninguém o fez (e era simples: pedir a classificação do imóvel). Quando se podia fazer outra vez, ninguém o fez (pressionar a Câmara que a comprou para preservar, pelo menos o recheio). Quando ainda havia remédio, há coisa de menos de um ano, a Associação Cultural Serpa Pinto (recém criada) podia ter pressionado a Câmara, várias instituições e os media para evitar a urbanização que uma empresa turística (?) fará do espaço. Errar três vezes não é descuido. É grosseria. Não vale a pena lamentar, agora. É esperar que a caterpilar destrua o que o fogo e a irresponsabilidade de algumas pessoas não destruiu até agora.


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José Rui Fernandes
11 de Setembro 2009 / 21:41

Caro Nuno, ninguém fez, não sei se é justo. O Manuel (Cerveira Pinto) descreve uma série de diligências que encetou com resultados nulos. E não tenho razões para duvidar que tenha sido assim.
E também espero agora e é uma questão dos cinfanenses estarem atentos, que a questão “construtiva” esteja resolvida para 20 anos. Porque ao que me consta, não se pode construir em área ardida durante esse prazo.


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Pedro N. Teixeira Santos
12 de Setembro 2009 / 00:10

Este assunto é repugnante e mostra o pequeninos que somos enquanto povo, a nossa total incapacidade para proteger o património que nos resta.
O nosso isolamento da restante Europa nunca será colmatado com auto-estradas ou TGV, pois o que nos separa e torna periféricos é a nossa cultura de laxismo e de impunidade, bem como já referido desprezo e incapacidade para proteger o património do país.


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manuel cerveira pinto
12 de Setembro 2009 / 16:15

Caro José Rui
É uma revolta muito grande e um dor imensa ver o que se perdeu com a aquisição da Quinta do Paço pela autarquia de Cinfães, sobretudo para quem a conheceu quando ainda era habitada. Trata-se, quanto a mim, não só de um acto de grande irresponsabilidade. O problema são os “delinquentes” que nos (des)governam. Deixo a pergunta, um vez mais: “Quem nos salva da barbárie?”…
Obrigado pela tua atenção e acuidade. Um abraço


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CANDIDA
14 de Setembro 2009 / 22:05

HÁ 1 ANO ATRÁS VISITEI A QUINTA E ENCONTREIE-ME COM UM GRUPO DE JOVENS CINFANENSES NO QUE RESTAVA DO JARDIM ROMÂNTICO DA QUINTA DA SERRANA .
PERGUNTEI-LHES O QUE GOSTARIAM DE VER CONSTRUIDO NESTE ESPAÇO :
RESPONDERAM-ME COM EMOÇÃO E ESPONTANEIDADE QUE GOSTARIAM QUE FOSSE UM PARQUE E UM MUSEU
INFELIZMENTE AGORA NÃO PASSOU DE UM ANSEIO DE JOVENS SENSIVEIS


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Waldemar Sá
25 de Setembro 2009 / 10:37

Face às informações transmitidas, concordo inteiramente com os comentários anteriores. Eu próprio escrevi várias vezes no jornal MIRADOURO vários alertas e protestos quanto a isto, nomeadamente após o último incêndio que ali se verificou (creio que há cerca de 2 anos). Participei de um concurso de ideias para o destino a dar àquele espaço e estudei-o profundamente.
É um lastimável varrer ou consentir na eliminação de uma memória tão importante para Cinfães, onde na sede do concelho tanto se exalta essa figura ímpar que foi Serpa Pinto.
Fiz com muito gosto a adaptação da antiga cadeia museu a que foi dado também onome de Sepa Pinto.
Mas agora, o que dói é o desaparecimento daquela área florestal tão rica em espécies raras.
Quando lá estive depois do último incêndio (ainda as cinzas estavam fumegantes) tinha ardido um espigueiro que estava apoiado em pilares de cantaria. Tina ardido também, para além das árvores a casa de banho (anexo) e até a banheira (espécie quase arqueológica) tinha derretido. Agora é isto…
Que lástima !


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Sofia
25 de Dezembro 2009 / 21:29

Ainda hoje estive nesse local, só quem lá vai é que encontra as verdadeiras palavras para descrever a sua beleza (:
realmente é lamentável encontrar-se neste estado :(


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Sofia
30 de Dezembro 2009 / 21:58

Tenho fotos recentes deste local para quem tiver interessado!


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