Mimosa, a árvore do mês

Mimosa Planfor
Recebi um mail dos viveiros Planfor onde a Mimosa é escolhida como árvore do mês. A ignorância é má, mas que sejam os profissionais a dessiminar essa ignorância, é péssimo.
Em Lisboa querem plantar-se Robínias (Árvores de Portugal) e agora chega a Mimosa como árvore do mês (e nem é a primeira vez, a Revista Jardins também já lhe tinha atribuído esse galardão), mas a verdade é que estas plantas são invasoras, foram reconhecidas como tal e são alvo do Decreto-Lei n.º 565/99 que proíbe a sua introdução em Portugal.

É proibido o cultivo, a criação ou a detenção em local confinado e a utilização como planta ornamental ou animal de companhia de espécimes das espécies constantes do anexo I identificadas como invasoras; a cedência, a compra, a venda, a oferta de venda e o transporte de espécimes das espécies constantes do anexo I identificadas como invasoras fica restrita a espécimes ou partes de espécimes não-vivos e sem propágulos viáveis, como forma de prevenir a possibilidade de introdução ou de repovoamento através de evadidos.toriadas, a todo o tempo, pelos serviços do ministério com a tutela do ambiente e pelos demais com competência específica

Dúvidas?

9 Responses to “Mimosa, a árvore do mês”

  1. Pedro Pereira

    Se reparares, o site e o endereço da Planfor é em França.
    Ás tantas lá é permitido!!! ;-)
    (Suspiro) Quanto às plantações cá… ás tantas dizem-te como a mim… “somos da Câmara do P… por isso podemos, quem manda somos nós”!

  2. Hugo Figueiredo

    Esta questão do que é ou não é invasora anda-me a dar que pensar ultimamente… custa vê-la debatida numa perspectiva estática. Como “horticultor” amador, e como muitas das fontes de informação que me chegam sobre paisagismo e horticultura são “importadas” (de Inglaterra por exemplo), é normal ter algumas “ideias invasoras”… tento resistir e, claro, percebo o argumento que se tais espécies forem de facto “predadoras” da bio-diversidade nacional deverão ser evitadas. Mas o que também penso muitas vezes é que também podemos estar reféns de uma perspectiva estática, ou mesmo antiquada, de quais são as “nossas” espécies…o mundo da horticultura não estará também a quebrar fronteiras? Onde fica a “liberdade” do horticultor amador e “o desejo de cultivar diferente”? Não me parece óbvio… claro que tudo partindo da ideia de preservar ou até mesmo potenciar a bio-diversidade e claro que não falo de exemplos óbvios que pela sua rapidez de propagação aniquilam a própria bio-diversidade. Onde ficamos?
    Um abraço
    H.

  3. José Rui Fernandes

    Que a Mimosa e outras acácias são invasoras e prejudiciais, não está sequer à discussão. Está mais que comprovado e vai ser praticamente impossível erradicá-las. Mas quando foram introduzidas no século XIX, para fixar dunas ou para a indústria dos curtumes, não se tinha esse conhecimento.
    Em Inglaterra também têm graves problemas com invasoras, designadamente algumas que sairam daqui da nossa terra. Se o clima aquecer por lá, a Mimosa vai ser um problema, não tenho dúvidas (uma vez também já apareceu em destaque na revista Gardener’s World).
    Dito isto, percebo perfeitamente a perspectiva. Não em relação às espécies comprovadas, mas a outras que gosto de cultivar, pergunto-me insistentemente se não serão as invasoras de amanhã. É que acho muito redutora a perspectiva de um jardim só de autóctones. Acho que vai de certa forma contra o espírito do jardineiro. Eu nesse aspecto tento evitar plantas australianas ou da África do Sul, que se adaptam demasiado bem ao nosso clima. Mas não há respostas definitivas.
    Relativamente ao que está na lei, não tenho dúvidas. Acho que é outra questão.

  4. Hugo Figueiredo

    Ainda em relação à questão das invasoras… há algum livro bom que não só liste as espécies invasoras em Portugal mas como descreva as suas origens, consequências, grau de gravidade, etc… de forma a que possa ficar mais informado sobre esta questão? Qual seria a estratégia para ficar melhor informado? H.

  5. Carla Santos

    Boa noite! Também já ouvi falar sobre os malefícios desta planta para o ser humano, dizem que pode causar cancro… Isto tem algum fundamento?
    Grata pela atenção

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