Nova Glicínia
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Comecei por podar parte da trepadeira Ficus repens. E acabei com andar a fazer cócegas às trepadeiras. São grandes demais para serem amigáveis. Acabaram as cócegas, agora corto com uma tesoura de relva, senão nunca mais me safo. E mesmo assim, as folhas e ramos na gravilha são uma dureza. Na próxima vou estender um oleado.
E para quê? Tenho um plano diabólico de fazer uma pérgola enorme em cima do terraço, que uma Glicínia tratará de cobrir. É um exemplar que aqui tinha em vaso reproduzido por estaca desta maravilha — e nem imaginam o cheirinho.
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Retirei duas lousas para plantar a Glicínia, mas lá está, porque é que havia de ser fácil, podendo ser difícil…? Por baixo de uma pequena camada de areia, pedras e cimento. Mas como estou mesmo decidido a ter a pérgola daqui a um ano ou dois (totalmente coberta daqui a dez), fui buscar um martelo e estive uma hora a partir o cimento todo até apanhar terra. Que grande frete. É isto a jardinagem. Martelar furiosamente um cimento desmancha prazeres. Não estava convencido. Mas lá o fui convencendo. Com jeitinho. À martelada. Pimba, pumba.
Finalmente consegui fazer um buraco. Enchi um velho (no sentido de partido para a água) balde de terra. Era mesmo à medida o furaco, também foi necessária dose de convencimento para a Glicínia entrar. Mas lá entrou. Substitui a terra necessária por Nutrimais e Siro não sei quantos, agora não me lembro, mas é o cor-de-laranja da fotografia.
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No fim, amarrei a Glicínia a uma cana para trepar por ali acima. Adorável. Varri aquilo tudo e acabei com gravilha igual à do resto do jardim. E digo-vos: nem ficou meio mal.
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